
Matéria veiculada no Bom Dia Brasil, da Rede Globo:
"Além dos próprios limites e dos outros competidores, um adversário parece insuperável nas Olimpíadas de Pequim: a poluição."
Leia a reportagem ou assista ao vídeo:
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Vídeo: Qual o desafio que esporte e meio ambiente têm em comum?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Assinado decreto que facilita compra de computador por professores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou sexta-feira (4) decreto que cria o Programa Computador Portátil para Professores. Pelo programa, professores da rede pública e da rede privada poderão adquirir computadores portáteis em condições facilitadas, com preço à vista de até R$ 1 mil, com frete e seguros incluídos.
O projeto se destina aos cerca de 3,4 milhões de professores do ensino básico até o universitário. Cada educador pode adquirir apenas um computador. O controle será feito pelos Correios, por meio do número do CPF do comprador. As vendas começarão em setembro, pelas capitais. O pagamento poderá ser feito à vista ou parcelado em até dois anos junto aos bancos, que começam agora a se credenciar. As taxas de juros vão variar entre 1,4% e 1,8% ao mês.
Nós, do Projeto Jogo Limpo, que tanto admiramos e apoiamos o trabalho dos professores, ficamos muito felizes com essa notícia. Ainda mais porque a informática e a internet são nossas grandes aliadas para transmitir as mensagens da luta ambiental.
Mais informações aqui.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
G8 concorda em reduzir emissão de gases, mas ambientalistas não ficam satisfeitos

Os líderes do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia, concordaram em reduzir a emissão de gases poluentes ao menos em 50% até 2050, uma medida para combater os efeitos das mudanças climáticas e o aquecimento global, anunciou nesta terça-feira (8) o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.
Fukuda disse que o grupo pediu para alguns países o estabelecimento de metas de médio prazo para diminuir as emissões dos gases CO2 responsáveis pelo aquecimento global até 2020. Segundo Fukuda, o G8 entende que a meta de reduzir pela metade a emissão de gases que causam o efeito estufa é agora "um objetivo para o mundo inteiro".
Esta foi a primeira vez que EUA aceitam uma meta de redução de gases que comprometem a atmosfera e aumenta o risco de efeito estufa. O país não aderiu ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Os líderes dos países mais ricos do mundo, que têm posições diferentes sobre a luta contra o aquecimento global, pediram também a "cooperação" dos maiores emissores de CO2 para atingir essa meta.
"Um completo fracasso"
Mas ativistas criticaram a falta de compromisso com as metas intermediárias e disseram que a meta de 2050 é insuficiente, porque muitos cientistas dizem que seria necessário reduzir as emissões a menos de metade dos níveis atuais para evitar catástrofes climáticas.
"Trata-se de um completo fracasso de responsabilidade. Eles não avançaram nada. Esquivaram-se da responsabilidade de adotar metas intermediárias claras, e mesmo a meta de 2050 não é nada além do que conseguimos em Heiligendamm", disse Daniel Mittler, consultor político da ONG Greenpeace Internacional.
"Isso é apenas o resultado de um homem do petróleo impedindo pela última vez o mundo de avançar, e a única boa notícia é que esta será a última cúpula do G8 do (presidente dos EUA, George W.) Bush."
Qual é a sua opinião sobre o assunto?
Comente e vote em nossa enquete!
Fonte: G1 e Estadão Online via Ambiente Brasil
Foto: Yasuhide Fumoto / Getty Images
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Exposição na Inglaterra mostra garrafas que viram flor e vestidos que se dissolvem em água

Uma designer e um cientista britânico inventaram uma garrafa de plástico biodegradável que, uma vez utilizada, pode transformar-se em uma planta de uso culinário, ou em uma flor. Uma das mais importantes cadeias de supermercados britânica pretende comercializar o produto.
São garrafas que podem conter detergente ou outros tipos de produtos de limpeza líquidos, e que têm uma tampa com sementes. A transformação se produz quando, uma vez utilizada, se enche a garrafa de água quente e suas paredes, feitas de um plástico solúvel, se derretem e se transformam em um gel. 
As garrafas podem ser vistas em Sheffield, norte da Inglaterra, em uma exposição chamada "Wonderland - The start of something remarkable" (O país das maravilhas - O começo de algo extraordinário).
A mostra fala sobre materiais recicláveis em que a designer - Helen Storey, professora da Faculdade de moda de Londres - e o cientista - Tony Ryan, chefe da Faculdade de Ciências e Matemática de Sheffield - trabalharam com o objetivo de provocar um debate sobre sustentabilidade.
"O objetivo é que pensemos sobre a reciclagem e a sustentabilidade de uma maneira diferente", insiste o cientista antes de lembrar que a população já "está aborrecida com as mensagens verdes tradicionais."
A outra grande atração da exposição são vestidos que desaparecem ao entrar em contato com a água. Feitos a partir de tecidos solúveis, esses vestidos se desintegram lentamente, como se derretessem.
Tony Ryan diz que, nesse caso, se usam os vestidos como uma "metáfora para falar dos resíduos do consumidor", e também para lançar a crítica à própria indústria da moda, em que as "coisas estão durante uma temporada e logo são descartadas."
SAIBA MAIS: visite o site oficial da exposição em inglês.
(Traduções automáticas aqui ou aqui)
Fonte: Estadao.com.br via Ambiente Brasil. Fotos retiradas do site da exposição.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Para ajudar o planeta, biólogo pede 'acordo de paz' entre ciência e religião
Uma fieira um tanto repetitiva de obras recentes andou reeditando o velho conflito entre ciência e religião. "A Criação - Como salvar a vida na Terra", de Edward O. Wilson, que acaba de chegar ao Brasil, é uma lufada de ar fresco justamente por se contrapor a essa tendência. A ciência e a fé precisam urgentemente de uma trégua, diz ele -- e o preço do fracasso nessas negociações de paz pode ser a própria vida na Terra.
Dependendo de como se vê a questão, o veterano Wilson pode ser a pior ou a melhor pessoa para negociar esse armistício. O pesquisador da Universidade Harvard, um dos maiores especialistas do mundo em biodiversidade, cresceu no sul dos Estados Unidos e foi membro da Igreja Batista, uma das mais fervorosas denominações evangélicas do mundo. Mais tarde, porém, deixou a religião de lado.
Wilson estrutura seu longo apelo na forma de uma carta, endereçada a um pastor protestante do sul dos EUA e, portanto, conterrâneo cultural do próprio biólogo. Os argumentos para proteger a Criação divina não são, em si mesmos, originais: Wilson enfatiza a riqueza da biodiversidade como fonte dos medicamentos e alimentos do futuro, e como alicerce da sobrevivência humana: sem os demais seres vivos, serviços essenciais, como ar e água puros, fertilidade do solo e regularidade do clima desapareceriam, e nenhum sistema feito por mãos humanas poderia substituir o que a biodiversidade faz hoje de graça.
O que há de novo nesse apelo é a tocante humildade para cruzar barreiras, para estender a mão ao outro. Wilson tem a coragem de dizer que não se importa se seu interlocutor fundamentalista não acredita na evolução e acha que a Terra tem só 6.000 anos de idade. As visões diferentes sobre a natureza do Universo encolhem em importância quando o que se coloca na mesa são valores: a sacralidade do mundo vivo, a beleza da biosfera.
A mensagem, portanto, é clara: podemos concordar em discordar e, mesmo assim, agir lado a lado para evitar o pior para nós mesmos e para nosso planeta. Wilson pode não acreditar mais no Deus que criou os céus e a terra, mas qualquer pessoa religiosa é capaz de balançar a cabeça em aprovação ao ouvir sua defesa da Criação:
"Nenhuma palavra, nenhuma obra de arte, é capaz de capturar toda a profundidade e complexidade do mundo vivo. Se um milagre é um fenômeno que não conseguimos entender, então toda espécie é, de certa forma, um milagre."
Leia a notícia completa (Fonte: Globo Online via Ambiente Brasil).
Ilustração retirada do blog do Daniel Piza.
terça-feira, 1 de julho de 2008
O Mercosul e os biocombustíveis

Em plena crise alimentícia mundial e em meio ao aumento desenfreado dos preços do petróleo, os países do Mercosul enfrentam o desafio de aproveitar seu potencial para produzir energias alternativas como os biocombustíveis. O Brasil lidera a produção e é o único país do mundo a fazer uso generalizado de combustíveis de origem vegetal em sua frota automobilística.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma campanha diplomática e comercial para transformar o etanol da cana-de-açúcar no combustível do futuro, ao tempo que rechaçou com dureza as acusações de que a produção em massa de biocombustíveis agrava a crise mundial de alimentos.
Para Lula, as críticas ao etanol fazem parte de uma guerra comercial de empresas petrolíferas que podem ter seus interesses afetados, e enfatizou que "o Brasil está disposto a vencer".
Enquanto isso, a Argentina também aumenta a produção de biodiesel para consolidar uma participação que, segundo analistas, poderia chegar a 6% do mercado mundial em pouco tempo. Apenas nos quatro primeiros meses do ano, a Argentina exportou 176 mil toneladas de biodiesel, mais do que durante todo o ano de 2007.
No entanto, nem todos os países do Mercosul têm a mesma opinião sobre os biocombustíveis.
A Venezuela, assentada em um mar de petróleo, rejeita a produção de biocombustíveis, pois segundo o presidente do país, Hugo Chávez, equivaleria a "alimentar automóveis e não a humanidade", mas apóia a iniciativa brasileira de utilizar o etanol como aditivo à gasolina e não como substitutivo.
Para aqueles que, como Chávez, estão reticentes, a resposta de Lula é clara: "nenhum ser humano, nenhum Governo deixará de plantar alimentos que enchem seu estômago para poder encher o tanque de um carro. Seria até insano um comportamento desses", disse recentemente.
Fonte: Agência Efe / Yahoo! Notícias.