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sábado, 1 de maio de 2010

Bag-in-box: vilã ou mocinha?


Recebemos esta semana um e-mail que alertava sobre um novo tipo de embalagem, a bag-in-box, constituída por uma bolsa plástica com uma válvula, colocada dentro de uma caixa de papelão. É utilizada principalmente para o acondicionamento de líquidos. O texto cita o fato de as sacolas plásticas terem se difundido e contribuído para o aumento na produção de lixo no país, e que sua produção tem caído frente ao uso de sacolas reutilizáveis. Entretanto, a bag-in-box seria uma ameaça ao meio ambiente:
Enquanto a maioria caminha nesta nova investida [reduzir ou substituir as sacolinhas] - a tendência ao banimento das sacolas plásticas é mundial - algumas empresas insistem em se manter na contramão. É o caso de duas empresas que em parceria desenvolveram recentemente para o mercado brasileiro de refeições coletivas uma embalagem intitulada “Bag-in-Box”. O problema deste lançamento é que a maior vilã do momento - a sacola plástica – aparece “disfarçada” dentro de uma caixa de papelão.

Trata-se de uma embalagem mista usada para envase de óleo de soja, cujo saco plástico que fica em seu interior pesa 122 gramas - peso equivalente a 46 sacolas plásticas de supermercados. Este resultado é a comprovação de que este modelo de embalagem é poluente e contribui aos milhões de toneladas de sacolas plásticas descartadas como lixo urbano.
O acordo citado no texto é uma parceria entre a Orsa (fabricante de embalagens) e a Louis Dreyfus Commodities (multinacional do setor de grãos e produtos primários). Entretanto, a bag-in-box não é utilizada exclusivamente para o envase de óleo de soja. A Vinícola Aurora começou a vender seus vinhos nessa embalagem em 2006. Segundo a empresa, "esta tecnologia de armazenamento evita que o vinho entre em contato com o ar, preservando as características do produto por várias semanas depois de aberto".

O Embalagem Sustentável apresenta a bag-in-box como uma iniciativa ecológica. O blog afirma que, em substituição à garrafa de vidro, há redução de 55% na emissão de carbono e 85% nos resíduos em aterros, e cita o exemplo da Boho Vineyards, empresa norte-americana que ainda agregou outros valores à embalagem: "O papel da caixa é feito em papel craft cru, sem o uso de cloro para o clareamento do papel. Ele é de papel 95% reciclado e foi impresso com tinta à base de soja".

O Cosmo On Line ainda cita outro uso possível para as bag-in-boxes: o transporte de produtos tóxicos. Por ser mais resistente, evita o derramento do conteúdo, o que poderia causar danos ao meio ambiente, e "requer 12 vezes menos material para ser fabricada do que uma embalagem rígida".

O uso da bag-in-box pode até ser criticado no caso do óleo do soja, especialmente porque não é possível enviá-la para reciclagem, a menos que seja lavada. O e-mail ainda apontava que a embalagem teria sido "desenvolvida para disputar mercado com a lata de aço, a qual, segundo afirmam os especialistas, é 100% reciclável e degradável, além de ter valor comercial como sucata".

Por outro lado, vale lembrar que, neste caso, o público-alvo do óleo é o mercado de refeições coletivas, que adquire esse produto em embalagens bem maiores que as tradicionais, voltadas ao consumidor final e encontradas nos supermercados. Além disso, segundo a DuPont, fabricante do material usado pela Orsa, a bag-in-box promove redução de custos com embalagem e proporciona redução do volume de lixo produzido.

Se a bag-in-box for utilizada como uma solução inteligente para o envase de produtos, então a sua disseminação será bem-vinda. Se ela começar a tirar o espaço de embalagens menos prejudiciais ao ambiente, aí devemos ficar de olho.

Observação 1: esta não é uma crítica ao autor do e-mail. Nós resolvemos divulgar e confrontar as informações por acreditar que uma conscientização ecológica de fato passa pela correta identificação e conhecimento dos problemas ambientais, analisando todos os lados envolvidos.

Observação 2: sobre a pergunta do título, não é possível definir se é a bag-in-box é vilã ou mocinha. Isso depende do uso que será feito, pelos motivos já apresentados. Tentar encontrar a resposta é praticar o maniqueísmo (isso foi rapidamente abordado no último post).

+ no Blog do Jogo Limpo: Especial sobre sacolas plásticas


Foto: Divulgação

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Videocast #1 - Moda e Ecologia

No primeiro videocast do Blog do Jogo Limpo você vai descobrir o que moda tem a ver com ecologia e conferir os vestidos criativos e sustentáveis que os estudantes de Uberlândia estão elaborando!



Saiba mais: Ecologia (re)inventando moda

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ecologia (re)inventando moda

Da colaboradora Paula Arantes


“Há muitos estudantes de design criando, mas há poucos espaços onde mostrar e vender esses produtos”, disse Josefina Heiremans, sócia de uma agência de gestão de desenho, sobre jovens designers que estão apostando na reciclagem e em materiais naturais para desenvolver seus roupas e acessórios.

Esse namoro da moda com a ecologia já existe há algum tempo e essa parceria promete ser duradoura. O Brasil já se destaca como produtor de matéria-prima para algumas das grifes verdes mais consumidas no exterior – como os tênis Veja, ícones fashion entre os europeus antenados com a preservação do planeta. Associações de seringueiros da Amazônia extraem a borracha para o solado, cooperativas do Nordeste produzem algodão orgânico (sem transgênicos e fertilizantes químicos, nem pesticidas), e a montagem dos calçados gera empregos na periferia de Porto Alegre.

É nesse sentido que alguns alunos do 4º período do curso de Design de Moda da Unitri produziram looks que deram o que falar. Entre as criações, que mostram todo o talento desses futuros profissionais, estão modelos com sacolinhas plásticas, jornais e retalhos de tecidos que foram expostos no 5º Fórum de Moda com Ideias que aconteceu em Uberlândia, no Center Convention, entre os dias 21 e 22 de outubro.

[O Blog do Jogo Limpo esteve lá cobrindo o evento! Aguarde nosso videocast!]

Segundo Sônia Medeiros, aluna e uma das organizadoras do evento, a ideia era reaproveitar os materiais que eles já tinham na faculdade. Sobre um vestido feito por ela com as sacolas plásticas, a estudante contou que foi uma forma de protesto para tocar na consciência das pessoas, incentivando a não utilização dessas sacolas. Cada vez mais lugares ao redor do mundo proíbem sua distribuição. China, Inglaterra, Austrália e algumas cidades dos Estados Unidos possuem planos para erradicá-las ou para cobrar por sua distribuição.

[Leia também: cobertura especial - por que as sacolinhas plásticas são um problema?]

Sônia disse ainda que “a roupa que você veste é a mensagem que você passa”, ou seja, através do que cada pessoa veste é possível identificar quais são suas preferências e ideias ou que mensagem essae indivíduo deseja passar.

Outro aluno, João Martins, que criou sua peça com jornal, falou sobre a importância dessa experiência, por ser uma forma de conscientização e de contribuir com o planeta, diante de assuntos tão em pauta como meio ambiente, ecologia e sustentabilidade. “É uma experiência que vai ficar para sempre”, revelou João.

De acordo com a professora de Pesquisa e Criação, Clerce Barbosa, as criações surgem com base em temas escolhidos pelos próprios alunos. Este ano, dentro das ideias de tendências para o Inverno 2010, nasceu a proposta da reciclagem. Segundo Clerce, várias disciplinas já trabalham com reaproveitamento de materiais. Para ela, a geração atual já está bem mais informada sobre esses temas tão polêmicos.

Pelo mundo, vemos também outros designers preocupados com esses assuntos. A designer argentina Laura Novik, analista de tendência de moda, disse que sustentável não é apenas sinônimo de reutilização e reciclagem. “Também é sustentável permitir que em seu produto trabalhe comunidades emergentes e conseguir que seu produto permita que determinadas tradições artesanais persistam neste mundo contemporâneo. Tudo isso é sustentabilidade: cultural, social, ambiental”, disse Novik, que vive no Chile há seis anos. E completa dizendo que “o design é uma ferramenta muito poderosa, que pode transformar consciências. A ideia é abrir muitas portas a partir de diferentes pontos”.

Com informações da Envolverde/Terramérica

Foto: same_same/Flickr

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action Day: contra as mudanças climáticas e as sacolinhas


Hoje é o Blog Action Day, iniciativa realizada anualmente no dia 15 de outubro, quando blogueiros de todo o mundo postam textos sobre um mesmo tema. Este ano, o assunto escolhido foi mudanças climáticas. Selecionamos alguns dos nossos melhores posts com detalhes sobre o aquecimento global e como você pode ajudar a combatê-lo:

Contagem regressiva
Terremotos, tsunamis, erupções: culpa do aquecimento global?
Empresas querem entrar para a luta climática
Telhados brancos contra o aquecimento global
Jeitos criativos de falar sobre o clima
À beira da III Guerra Mundial?
Todos os posts sobre o assunto


Um dia sem sacolinha

Os blogueiros Thiago, do Minas Ambiente, Dilze, do Coisas de Sampa, e Diêgo, do E esse tal Meio Ambiente?, lançaram o desafio de um dia sem sacolas plásticas e fizeram uma campanha para combatê-las. Os dados são impactantes:
O consumo de sacos plásticos no mundo atinge números assustadores: 500 bilhões por ano, isto quer dizer 1,5 bilhão por dia ou 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Imagine essa quantidade vagando pelo planeta. Os dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, que afirma ainda que no Brasil são produzidos anualmente 210 mil toneladas de filme plástico, com o qual são fabricadas as sacolas. As estimativas revelam que os brasileiros jogam fora, todos os meses, um bilhão delas, o que dá uma média de 66 unidades para cada consumidor. (Fonte: texto da campanha)
E aqui estão alguns posts do nosso blog sobre o uso das sacolinhas:

Sacolinhas X caixas de papelão: o confronto!
Sacolas plásticas em alta?
Sacolas plásticas continuam em baixa
Sacolas plásticas em baixa
Um dia sem sacolas!...


Em tempo: parabéns aos professores e educadores ambientais pelo seu dia.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sacolinhas X caixas de papelão: o confronto!


Quem acompanha notícias ambientais conhece os perigos para o meio ambiente causados pelas sacolinhas plásticas. O consumo mundial é de um milhão por minuto. Deste volume, a reciclagem chega a apenas 0,6%. Na natureza, o modelo tradicional leva aproximadamente 400 anos para se decompor. (Saiba mais)

Na minha casa, este assunto já rendeu muita polêmica. Meus pais são consumidores conscientes, mas ainda não tinham conseguido abandonar as famigeradas sacolas. Não utilizavam a eco-bag – pelo menos não nas compras do mês – porque a consideravam inadequada para o transporte de grandes quantidades de produtos.

Depois de muita conversa, encontramos um substituto à altura: caixas de papelão, opção que já está sendo oferecida por alguns supermercados. Eles aceitaram, então, o desafio de ir ao supermercado sem gastar uma única sacolinha. Conto, a seguir, como foi a experiência.



Meus pais são clientes fiéis do supermercado X – que, inclusive, vende eco-bags, incentiva os consumidores a não utilizar sacolas plásticas e disponibiliza as tais caixas. As compras transcorreram normalmente. Mas, ao chegar ao caixa, não encontraram as embalagens de papelão. Perguntaram à atendente, mas ela respondeu que não havia nenhuma disponível.

No entanto, nosso casal consumidor se lembrou de ter visto algumas caixas vazias na seção de hortifruti. Com a permissão do caixa, foram buscá-las para guardar seus produtos. Novo problema: não encontraram fita empacotadora para vedar o fundo das caixas. (Vale lembrar que elas estavam desmontadas e, sem fita, era bem possível que voltassem a se desmontar.) Novo pedido à atendente. Aguardaram um tempo, mas ninguém conseguiu essa fita.

Enquanto isso, a fila do caixa aumentava. Provavelmente os outros clientes pensaram: “Será que vai demorar para estes ecochatos saírem daqui?”. Dada a situação, meus pais desistiram da tal fita empacotadora e levaram as caixas para o carro do jeito que estavam. Mas ainda tem a “cena” final... Meu próprio pai relata o que aconteceu em seguida:

“Ao tirar as caixas do carrinho de supermercado para colocar no porta-malas, o fundo de uma delas abriu e os produtos vazaram totalmente. Daí, montamos novamente o fundo da caixa e reacomodamos os produtos. Por sorte, nesta caixa rompida não havia nenhum produto quebrável. Apesar da boa experiência, a situação nos deixou um pouco constrangidos e meio com cara de ETs.”

O importante é que eles puderam, finalmente, se livrar das sacolinhas! Fotografei as compras como uma prova deste pequeno relato. Só que a história, que pode acontecer com qualquer brasileiro, está longe de ter um fim. Ficam as seguintes questões para reflexão:

  • Os supermercados estão preparados para atender o consumidor consciente?
  • A eco-bag é uma solução viável para grandes compras?
  • A postura “ecológica” de alguns estabelecimentos não seria mero greenwashing?
  • Você já passou por uma situação parecida?
Fiquem à vontade para responder nos comentários.

Enquanto isso, ainda tem gente defendendo o uso das sacolinhas... (vídeo via Verde Dentro)



Por Felipe Saldanha

terça-feira, 28 de julho de 2009

Sacolas plásticas em alta?


Atualizado em 29 de julho de 2009

Ecobags fora do “gosto” popular [1]

Criadas com o propósito de diminuir o uso de sacolas plásticas descartáveis, a nova tecnologia [das ecobags] ainda não encontrou espaço suficiente para se impor perante os velhos sacos plásticos, que passaram de símbolos da modernidade, nos anos cinquenta, a vilãs do meio ambiente em pouco mais de meio século. Ao contrário das sacolas plásticas, as ecobags podem ser utilizadas mais de uma vez, são laváveis e não agridem o meio ambiente.

As sacolas retornáveis podem substituir até oito sacolas plásticas e suportar até 15 quilos, o que neste caso significa a economia de 4,8 milhões de embalagens plásticas e seu descarte no meio ambiente. Calcula-se que cerca de 90% dos sacos de plástico acabam em lixeiras, como resíduos, ou como contentores de desperdícios. No total, são produzidas, aproximadamente, 210 mil toneladas de plástico filme, matéria-prima das sacolas, que se tornam cerca 10% de todo o detrito do País.

Mesmo com todos os benefícios, pouco se vê pessoas utilizando as ecobags nos supermercados. A pouca praticidade, preços dos produtos e antigos hábitos são alguns dos motivos que os resistentes alegam para não aderir às retornáveis. No entanto, a utilidade e importância delas são indiscutíveis. A oficial de justiça, Erika Braga, de 32 anos, por exemplo, sabe da necessidade de preservar o meio ambiente, se diz a favor e até defende da proposta das sacolas retornáveis, entretanto, admite que não as usa. “Eu até tenho ecobags, uso para tudo, menos para fazer feira”, explicou Erika, que acha as sacolas interessantes para pequenas compras e não para grandes feiras, por questão de acomodação dos produtos.

Um milhão de sacos são consumidos por minuto [2]
Calcula-se que, atualmente, cerca de 150 sacos plásticos são produzidos por ano, por pessoa. A taxa mundial de consumo de sacos eleva esse universo de sacolas plásticas para 500 bilhões ao ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia, quase um milhão por minuto. No entanto, não são esses números que preocupam. O mais preocupante é que apenas 0,6% de todas essas sacolas plásticas são recicladas. Além disso, por não serem produtos biodegradáveis, o tempo que elas demoram a se decompor completamente na natureza é de, aproximadamente, 400 anos.

As notícias são da Folha de Pernambuco [1, 2] via AmbienteBrasil.

UPDATE: ainda dentro do assunto, veja o vídeo abaixo (via Meme de Menos é Mais)



UPDATE 2: É incrível a quantidade de informações disponíveis sobre o assunto. Leia o post do BlogAr Puro: Uma boa e uma má notícia sobre sacolas plásticas.

+ sobre sacolas plásticas no Blog do Jogo Limpo:
Um dia sem sacolas!...
Sacolas plásticas em baixa
Sacolas plásticas continuam em baixa

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sacolas plásticas continuam em baixa


(Atualizado em 28 de junho de 2009)

Ministério do Meio Ambiente e Wal-Mart lançam campanha pela redução do uso do saco plástico

Do Alagoas em Tempo Real:

Para enfrentar o impacto ambiental do consumo exagerado de sacolas plásticas no País, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Wal-Mart, lançou no dia 23 a campanha nacional “Saco é um Saco”, de conscientização do consumidor. O anúncio aconteceu durante o “Pacto pela Sustentabilidade Wal-Mart Brasil”, evento promovido pela varejista, no Hotel Hyatt, em São Paulo, com a presença do Ministro Carlos Minc.

Acompanhe o blog da campanha

Veja vídeo da campanha no fim do post


A idéia da campanha, que será veiculada em TVs, revistas e jornais do país a partir desta semana, é alertar a população sobre a importância de se reduzir o consumo de sacolas plásticas, utilizando alternativas para o transporte das compras e acondicionamento de lixo, e recusando sacos e sacolinhas sempre que possível. (...)

Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) dão conta de que o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas por ano e que cada brasileiro utiliza cerca de 66 sacos plásticos por mês. Maior que isso, só o estrago que causam ao meio ambiente.

E o Carrefour também está fazendo a sua parte...

Do Portal da Propaganda:
Após um ano do lançamento nacional da Sacola Reutilizável Carrefour, em 05 de junho de 2008, Dia Mundial do Meio Ambiente, a rede comemora os excelentes resultados da ação, que tem como objetivo incentivar o consumo responsável das sacolas plásticas em suas lojas. Em apenas um ano foram comercializadas 400 mil unidades da versão sustentável, em suas 154 unidades, incluindo Hipermercados Carrefour e Carrefour Bairro.

Sacolas, agora, só de material reutilizável

Do O Globo:
O projeto de lei do governo que prevê que as sacolas plásticas distribuídas pelo comércio sejam substituídas por bolsas feitas de materiais reutilizáveis foi aprovado nesta quarta-feira pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O projeto, enviado à Alerj em 2007, demorou quase dois anos para ser votado devido a pressões de vários grupos econômicos. Agora, ele irá para a sanção do governador Sérgio Cabral.

Vídeo da campanha "Saco é um saco", com José Júnior, coordenador executivo do AfroReggae



+ sobre sacolas plásticas no Blog do Jogo Limpo:
Sacolas plásticas em baixa
Um dia sem sacolas!...

Veja também:
Por que utilizar sacolas retornáveis? - post no blog Faça a sua parte

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Da Austrália ao Maracanã


Austrália proíbe distribuição de sacolas plásticas

Do Olhar Direto:

Uma nova política ambiental vem causando furor na Austrália. Estão banindo as sacolas plásticas dos supermercados e grandes lojas de departamento. Cada vez menos lugares dispõem de sacolas plásticas para colocar os produtos adquiridos pelos clientes, que devem trazer suas comprar sacolas reutilizáveis de casa. A medida já está sendo adotada em vários lugares, mas será lei a partir de abril deste ano. (...)

Porém, os gerentes de supermercados têm reclamado de clientes nervosos que têm se exaltado, quando informados que não havia sacolas plásticas para colocarem seus produtos, lhes cabendo comprar sacolas próprias, vendidas em todos os supermercados. O estresse não se justifica, pois estas sacolas, que podem ser utilizadas por anos, custam menos que um dólar australiano, o que equivale a aproximadamente um real e setenta centavos; custo quase insignificante se pensarmos na contribuição ambiental.
Proibições semelhantes estão cada vez mais frequentes em todo o mundo. A China proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas, a Inglaterra adotará a mesma medida e Los Angeles e São Francisco, na Califórnia, também possuem leis que colocaram um fim às sacolinhas.

Em 2014, Maracanã será mais sustentável

O Maracanã, que pode sediar a final da Copa de 2014, passará por reformas para se tornar mais ecológico. Entre as obras previstas, está a construção de uma cobertura de vidro com painéis solares, que possibilitarão ao estádio produzir a sua própria energia. A construção será realizada por meio de uma parceria público-privada. As informações são do O Dia.

A iniciativa segue a tendência da Fifa em investir no aspecto ambiental para promover o Mundial. Em outubro passado, na apresentação oficial das cidades candidatas a sediar jogos, as belezas naturais foram utilizadas como um dos principais atrativos para conquistar o comitê organizador.

Foto: Eco Home Furniture Design Ideas

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sacolas plásticas em baixa


Do Yahoo! (via AmbienteBrasil):

O governo de Los Angeles aprovou, nesta terça-feira (22) a proibição das sacolas de plástico a partir de 2010, uma medida para lutar contra a poluição ambiental, que já entrou em vigor em San Francisco, Califórnia (oeste).

Na segunda cidade dos EUA, ficará proibida a distribuição de sacolas de plástico, a partir de 1º de julho de 2010, nos supermercados e no comércio varejista, segundo o regulamento adotado em sessão plenária pela Câmara Municipal.
Segundo a reportagem, cerca de 180 milhões de sacos plásticos são distribuídos por ano apenas em São Francisco. A Califórnia é um estado americano que se destaca por sua política ambiental, ao contrário do governo federal.

Cada vez mais lugares ao redor do mundo seguem o exemplo e proíbem a entrega gratuita de sacolas plásticas. A China e a Inglaterra também possuem planos para erradicá-las ou para cobrar por sua distribuição.

E no Brasil? Aqui em Uberlândia, uma lei determina a utilização de material oxibiodegradável na produção das sacolas a partir de 2011. Aqui e ali, começam a aparecer eco-bags, as sacolas reaproveitáveis que, além de mais sustentáveis, têm um atrativo comercial: seu uso para publicidade pode ser explorado.

O Projeto Jogo Limpo também não poderia ficar de fora e distribuiu algumas eco-bags na cidade (veja a foto abaixo). Infelizmente, nosso estoque está esgotado. Se você tem interesse em patrocinar a produção de novas unidades, entre em contato conosco!


Aproveite para reler o poema "Um dia sem sacolas!..."

(Créditos da 1ª foto: RK Studio / Kevin Lanthier / Getty Images)

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Um dia sem sacolas!...



um dia sem sacolas de plástico!
ao menos um dia por semana...

comecemos!

aplique a desobediência à ordem midiática do dia global
replique abraços ternos!

é picar e pinicar
tome uma picada de vontade
e diga não às sacolas!

brinque!
com pique!
com muito pique!
faça um pique-nique!
caia em um picadeiro!

nada de pífio!
deixe de pirraça e picardia!
chega de picuinha!

a idéia é: mais pistilo menos pistola!

vamos para a pinacoteca?
ter um dia picante?!

pitar o agradável e o próximo segundo!
pilhar o lucro dos bancos!

inopinadamente... sem a verdade.

chegar um dia, em casa, sem sacolas
um dia, ao menos um dia por semana,
sem sacolas!
comecemos por aí...

comecemos a medir as conseqüências desse modelo de produção e consumo
as sem e as com
seqüências dos nossos atos.

se for comprar, vá com aquele carrinho
ou com aquela velha sacola de pano, de napa... aquela!

estimulemos nossos sensores próprio-perceptivos
comecemos a perceber
o elo entre as coisas
o elo entre nós e todas as coisas e forças e vidas deste planeta
único!
belo!
diverso!
polissêmico!
sistemicamente ordenado...
caoticamente criativo...
autopoietico...

é simples: um gesto, um toque
abrace mais amigos amigas!
plante uma árvore na rua
na praça
naquele terreno
naquela esquina
no quintal ali na frente
em uma escola

coma mais frutas!
deixe de tomar suco de caixinha
plante hortaliças!
ou incentive seu plantio sem venenos

diminua seu consumo
diminua seu consumo de bichos!

vá ao cinema com o seu amor!
dê de presente entradas para espetáculos!

diga não às sacolas de supermercados e hortifrutis
diga não às embalagens de isopor

saia pela rua a passear... a flanar
toque ao redor, perceba os detalhes do dia
ande de bicicleta!

diga sim ao ciclos
recoloque no ciclo
reavalie seu consumo
faça circular seu livros, cd’s, dvd's...
o que não se usa, circula
vamos replicar o ciclo
vamos replicar este toque:
um dia sem sacolas!

espiralize o tempo!

abra espaço para a ruptura!
vamos inventar um novo pizicato
e
um dia sem sacolas de plástico!


Autor: Fernando de Castro F. Cisco Zappa
Fonte: Overmundo
Foto: vagnerzil / stock.xchng

segunda-feira, 19 de maio de 2008

China também luta contra a sacolinha plástica

As bolsas de plástico deixarão de ser gratuitas a partir do dia 1º de junho na China, segundo uma nova lei que pretende lutar contra a chamada "poluição branca".

A medida é justificada na necessidade de proteger o meio ambiente em um país no qual por qualquer compra, por pequena que seja, se entregam bolsas plásticas gratuitamente em mercados e lojas.

Os comerciantes serão multados em até US$ 1.433 se derem bolsas plásticas, mas serão eles que vão fixar os preços, que nunca serão inferiores ao custo.

A disposição também esclarece que as bolsas deverão se ajustar aos padrões nacionais e serem compradas das empresas produtoras, atacadistas ou importadores devidamente autorizadas.

Não é a primeira vez que um governo nacional anuncia medidas mais rigorosas para evitar o uso de sacolas plásticas. Em março, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown anunciou que os supermercados da Inglaterra teriam o prazo de um ano para acabar com a distribuição gratuita dessas sacolas para seus clientes.

Fonte: Yahoo! / AmbienteBrasil

segunda-feira, 3 de março de 2008

Inglaterra vai acabar com sacolas plásticas dos mercados

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu nesta sexta-feira, 29, aos supermercados do Reino Unido que não dêem mais sacolas plásticas para seus clientes levarem as compras.

Em um artigo escrito para o tablóide popular Daily Mail, Brown desafiou os supermercados a acabarem de uma vez com o lixo desse tipo de sacolas, em benefício do meio ambiente.

"Estou convencido de que temos que atuar e que temos que fazê-lo já. Está claro que nosso objetivo é acabar com as sacolas de plástico, de usar e jogar fora", explicou o líder.

O governo britânico dará um ano para que os supermercados ponham um fim nessa política e ameaça e, em caso contrário, aplicará uma multa por cada sacola dada.

Brown se uniu à campanha ecologista do jornal, que dá aos leitores um saco de algodão para as suas compras. Além do Daily Mail, o jornal The Independent, de trajetória ecológica, também aderiu à campanha.

Leia a notícia completa (Fonte: Estadão Online / AmbienteBrasil)