quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Em 2011, nós desejamos que você...


(Clique na imagem para ampliar)

Via OPA - Organização para a Proteção Ambiental.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva Verde 2010: dez fatos que marcaram o meio ambiente [Parte 2]

Continuação da retrospectiva exclusiva publicada na terça (21).

Clique aqui para ler a primeira parte!


5: Eleição de Dilma

A primeira mulher presidente do Brasil foi eleita no dia 31 de outubro, conquistando 56% dos votos válidos. Durante sua campanha, Dilma Rousseff (PT) lançou os 13 Compromissos com a Política Ambiental e incluiu no seu programa o item “Defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável”. No seu primeiro discurso após os resultados das urnas, afirmou: “Vamos buscar o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas social e ambientalmente sustentáveis” e “A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que [...] convive com o meio ambiente sem agredi-lo”.

Leia mais: Dilma venceu. E agora?


4: Candidatura de Marina Silva

Em meio a uma disputa polarizada entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a ex-Ministra de Meio Ambiente se lançou como candidata pelo Partido Verde (PV) com a difícil missão de conseguir votos não só do movimento ambiental como de toda a sociedade. Posicionou-se como “terceira via” e levantou a sustentabilidade como principal bandeira de campanha, tomando o cuidado de que seu programa de governo não virasse um “samba de uma nota só”. Começou a campanha desconhecida de grande parte do público brasileiro e se saiu melhor nos discursos ao vivo que na televisão. Terminou com uma porcentagem expressiva de votos – depois de uma subida significativa na última semana antes do pleito – e foi, talvez, a principal responsável por colocar “meio ambiente” em pauta nessas eleições.


3: Novo Código Florestal

Um projeto de lei do Deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) propõe mudanças no Código Florestal e foi alvo de forte polêmica entre ambientalistas e ruralistas. Algumas das principais propostas são possibilitar aos estados diminuir áreas de preservação, isentar pequenos produtores da obrigatoriedade de respeitar percentuais de reserva legal, legalizar a situação de 90% dos produtores rurais (o que é considerado uma “anistia aos desmatadores”) e diminuir a área mínima de mata ciliar. Apesar de deputados terem tentado o regime de urgência, o projeto só deve ser votado em plenário no ano que vem.

Leia mais: Novo Código Florestal: ambiente em perigo?


2: COP16

Esta é a sigla de Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Um nome tão grande quanto o desafio: aprovar um acordo internacional para controlar o aquecimento global. Sua antecessora, a COP15, realizada em dezembro do ano passado e aguardada com grande expectativa, foi considerada um fiasco. No entanto, a conferência de 2010 surpreendeu por aprovar um pacote com propostas sólidas – como a criação de um Fundo Verde e a aprovação do mecanismo de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) – e aprovação de todos os países, menos da Bolívia.

Leia mais: Cobertura especial - COP16


1: Derramamento de petróleo

O acidente no Golfo do México foi a maior tragédia ambiental da história dos Estados Unidos. A British Petroleum (BP), responsável pela plataforma que explodiu e naufragou, teve suas ações fortemente desvalorizadas e gastou bilhões de dólares na recuperação e pagamento de indenizações. Todo o ecossistema local e as atividades pesqueiras e turísticas foram afetadas. O vazamento total chegou a 4 milhões de barris de petróleo e atingiu quatro estados da costa. Depois do episódio, o presidente Barack Obama aprovou uma política marítima mais rigorosa.

Leia mais: Especial - A cronologia de um desastre

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrospectiva Verde 2010: dez fatos que marcaram o meio ambiente


2010 foi um ano em que a ecologia marcou a política. No Congresso, propostas ambientais foram aplaudidas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e vaiadas, como o Novo Código Florestal. Nos EUA, Obama teve de enfrentar o seu maior desafio como presidente. No México, líderes globais surpreenderam por dar um passo significativo na luta pelo clima. Nas eleições brasileiras, temas tradicionais como emprego e educação abriram espaço para a agenda verde. Mas outras áreas, como ciência e cultura, também continuaram a ser influenciadas pela sustentabilidade. Confira na primeira parte da retrospectiva exclusiva do Blog do Jogo Limpo.



10: Shows ecológicos

Quando começou a ser divulgado, o SWU – Starts with you, mistura de show com movimento, bateu na tecla da mobilização individual e foi contra o discurso “ecochato”. O festival, além de apresentações musicais de peso, contou com um fórum de sustentabilidade. Várias ações foram planejadas para amenizar os impactos ambientais do evento, abrangendo do transporte à coleta de lixo. Se o show foi de fato sustentável, esta é outra história. (O E Esse Tal Meio Ambiente? fez um bom post sobre o assunto.) O fato é que meio ambiente foi destaque também em outros festivais de música em 2010, como o Natura About Us, na capital paulista, e o EcoMusic, em Divinópolis (MG).

Leia mais: Um Woodstock verde(-amarelo)
Leia mais: “A água, o fogo, o ar e o pó...



9: Avatar

A explosão de filmes em 3D que começou este ano deve muito à Avatar, que atraiu milhões aos cinemas e se diferenciou não só por causa da incrível qualidade técnica, mas também pelo enredo com pano de fundo ambiental. O desenvolvimento que não esgota a natureza, o equilíbrio entre ecologia e economia e o fato de que os habitantes do planeta não são mais poderosos do que o próprio planeta são algumas das lições que podem ser aprendidas com a película. Não foi a primeira vez que o tema da sustentabilidade invadiu a telona: outro blockbuster de 2009, Wall-E, já abordava as questões da geração de lixo e da poluição.


Leia mais: Avatar e as fábulas do século XXI



8: Aquecimento global na berlinda

Logo após a COP15 e o seu resultado modesto, o tema das mudanças climáticas ganhou popularidade, mas ao mesmo tempo gerou-se uma onda de ceticismo. A situação foi agravada depois que o vazamento de mensagens de cientistas gerou rumores de que o impacto da ação humana no clima estava sendo supervalorizado. Porém, é considerado consenso científico que as mudanças são reais e intensificadas pelo homem. Sobre o ceticismo, Gilberto Câmara, diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirmou: “É uma campanha orquestrada, do mesmo jeito que, nos anos 1960, os institutos de pesquisas associados aos grandes produtores de cigarro negavam insistentemente que havia risco à saúde ao fumar”.

Leia mais: Aquecimento global: um debate quente
Leia mais: Um debate quente: o retorno



7: Belo Monte

Com projeto para ser instalada na região conhecida como Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, a Usina de Belo Monte pode ser a terceira maior do mundo em capacidade instalada, atrás de Três Gargantas, na China, e de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ambientalistas, membros da Igreja Católica e analistas independentes são contra a construção, que pode reduzir a vazão do Rio Xingu e reduzir a oferta de água para povos indígenas e comunidades ribeirinhas. O Ministério Público Federal ajuizou uma série de ações contra a usina e o Ibama ainda não concedeu a licença de instalação, de acordo com o G1.

Leia mais: Belo Monte: perguntas e respostas



6: Política Nacional de Resíduos Sólidos

Em agosto deste ano, o presidente Lula sancionou a Lei nº 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), depois de tramitar por 21 anos no Congresso. Segundo a lei, “resíduo sólido” é o lixo que pode ser reciclado ou reaproveitado antes de ser descartado definitivamente. A política proíbe os lixões, formaliza o trabalho dos catadores e incentiva práticas de educação ambiental. A lei prevê ainda mecanismos para evitar e reduzir a geração de resíduos sólidos.

Leia a continução da retrospectiva!

A retrospectiva continua com a segunda e última parte na sexta-feira (24).

Não perca!

sábado, 11 de dezembro de 2010

COP 16: sucesso?


A COP 16 aprovou, na madrugada de hoje (sábado, 11), um pacote de acordos com ações para combater as mudanças climáticas. Diante do fracasso de Copenhague, no ano passado, que aprovou apenas uma vaga carta de intenções, o resultado foi comemorado pelas delegações e considerado surpreendentemente positivo por ambientalistas. O pacote teve amplo apoio de 194 países, incluindo Brasil, Estados Unidos e China – só a Bolívia foi contra. Veja os principais detalhes:

Cobertura completa: comece por aqui - acompanhe todos os posts

Do contra – “A Bolívia apontou que as condições colocadas no texto, segundo parâmetros científicos, podem fazer o clima aumentar em mais 4 graus sua temperatura, o que seria inaceitável. O país se recusou a subscrever o pacote.” [2]

Sem força de lei – “Como já ficara claro mesmo antes do início da conferência, o ‘pacote balanceado’ aprovado em Cancún não tem caráter vinculante (de cumprimento obrigatório), nem faz com que países assumam novas metas concretas de redução de emissões.

No entanto, apesar de não ter tanta força, foi muito elogiado como uma peça que pode servir de base para avanços futuros, o que já é um avanço comparado com a estagnação oferecida pelo vago Acordo de Copenhague, aprovado na COP do ano passado.” [2]

“Com o Acordo de Cancún, crescem as expectativas de que a próxima reunião do clima, em Durban, na África do Sul em 2011, possa produzir um tratado legalmente vinculante, capaz de obrigar a comunidade internacional a cortar emissões de gases do efeito estufa e combater os efeitos das mudanças climáticas.” [3]

REDD – “Foi aprovado também, embora ainda sejam necessários ajustes para garantir o início de funcionamento, o mecanismo de conservação das florestas apelidado de REDD (sigla para redução de emissões por desmatamento e degradação).” [3]

Segundo a France Presse, o desmatamento provoca 20% das emissões de gases de efeito estufa no mundo.

Elogios – “Ao fim da sessão plenária que aprovou o acordo, ministros e negociadores não pouparam elogios ao resultado.

A presidente do encontro mexicano, a ministra do Exterior Patricia Espinosa, foi muito elogiada por proporcionar um processo marcado por transparência.

O encontro anterior, em Copenhague, foi marcado por desconfianças entre blocos de países, alimentados pela circulação de documentos 'secretos' que não haviam sido negociados por todos os participantes.” [3]

Fundo Verde – “Uma das partes do pacote retoma o compromisso aberto pelo Acordo de Copenhague, de que os países desenvolvidos financiariam ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, no valor de US$ 30 bilhões até 2012. Propõe ainda a formação de um fundo climático de US$ 100 bilhões ao ano até 2020. O Banco Mundial é convidado para ajudar a administrar ambos, pelo menos incialmente.” [2]

Kyoto: impasse – “As conversas tinham entrado em um impasse depois que Japão, Rússia e Canadá disseram não querer uma extensão no Protocolo de Kyoto, que obriga cerca de 40 países desenvolvidos a cortar suas emissões de gases causadores do efeito estufa e só vale até 2012.

Os países em desenvolvimento alegavam que as nações ricas tinham maior responsabilidade no combate ao aquecimento global e, portanto, deveriam estender o Protocolo de Kyoto sem forçar outros países com metas de emissões de gases, que limitariam a habilidade deles em estimular o crescimento econômico e diminuir a pobreza. Assim, as nações em desenvolvimento deveriam apenas diminuir o aumento de suas emissões, em vez de cortá-las.” [1]

Kyoto: estratégias – “O grupo que negociava a segunda fase de compromisso, liderado por Brasil e Reino Unido, apresentou um texto em que se reafirma a necessidade da renovação do protocolo, ponto que nações como Japão e Canadá antes questionavam, mas sem assumir de fato o acordo. O texto diz que a questão deve ser definida 'o mais rápido possível', a tempo de não permitir que os países desenvolvidos fiquem sem metas de redução de emissão de gases-estufa.

Para o negociador-chefe brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, essa saída 'dá um novo impulso às negociações para superar esse momento menos positivo'. A renovação do protocolo era um ponto defendido pelo Brasil, assim como por todo o G77, grupo dos países em desenvolvimento do qual faz parte. 'Quando está num momento ruim de uma negociação, você não a termina. Você adia para dar mais tempo para buscar uma saída melhor', acrescentou.” [2]

Fontes: Reuters [1], G1 [2] e BBC [3] (via G1).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Enquanto isso, na COP 16...


Do G1 via AmbienteBrasil:

Governos de quase 200 países tentavam na quarta-feira (8) superar o impasse entre países ricos e pobres a respeito das medidas necessárias para combater o aquecimento global e evitar um novo fracasso numa conferência climática da ONU, a exemplo do que ocorreu no ano passado em Copenhague.

A atual conferência tem sido dominada pela questão da prorrogação do Protocolo de Kyoto, que impõe reduções nas emissões de gases do efeito estufa a cerca de 40 países desenvolvidos, poupando as nações em desenvolvimento. Japão, Canadá e Rússia dizem que não aceitarão prorrogar o tratado, que expira em 2012, se grandes nações emergentes, como China e Índia, também não tiverem obrigações a cumprir. (...)

Um dos objetivos dos negociadores é estabelecer um novo fundo financeiro para ajudar os países em desenvolvimento a combaterem a mudança climática, além de aprovarem mecanismos relacionados a proteção florestal e compartilhamento de energias limpas.

Se nem esses passos modestos forem dados em Cancún, será praticamente a repetição da conferência de Copenhague, que começou sob a expectativa de um novo tratado de cumprimento obrigatório para todos os países – mas terminou apenas com uma vaga declaração por parte dos principais governos, comprometendo-se a limitar o aumento da temperatura média global em 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Papai Noel faz pronunciamento e promete ajudar o planeta



A Rede Smart de Supermercados lançou o Movimento Pelo Planeta na comemoração de seus 10 anos para mostrar que nossas atitudes fazem a diferença e geram transformações na busca por um mundo melhor. E, neste Natal, a Rede Smart continua nesta luta sustentável.

Devido ao aquecimento global, a Santa Claus Toy Distribution (fábrica de brinquedos do Papai Noel) foi ameaçada pelo degelo polar. Motivado pelo vídeo “Discurso”, do Movimento Pelo Planeta, o transtornado velhinho percebeu uma grande oportunidade de fazer seu manifesto.

Ele resolve, então, vir ao Brasil divulgando ações de conscientização para ajudar o planeta contra os graves problemas ecológicos. Assim que chegar ao nosso país, o Noel vai distribuir prêmios e presentear com R$ 10.000 o projeto ambiental mais votado pelos internautas.

A OPA está concorrendo com o Projeto Jogo Limpo, que trabalha a Educação Socioambiental com crianças de escolas públicas. Precisamos do seu apoio. Acesse o site e vote, clicando em "Entrar" e, logo depois, no botão preto que está abaixo da marca da OPA. Divulgue também esta mensagem no Twitter:

Vote na @opaong com o Projeto @JogoLimpo! http://migre.me/2LEaf #movnoel

Acompanhe o trajeto do bom velhinho e saiba mais sobre o Movimento Pelo Planeta no site www.movimentopeloplaneta.com e no twitter @mov_peloplaneta.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A COP16 e o caçador solitário [EXCLUSIVO]

Por Samuel Silva - contribuição especial


Samuel Silva, que assim como o Pedro Soares é um dos 21 integrantes brasileiros do Programa Climate Generation, do British Council, fez um artigo sobre a COP16 com a sua visão sobre o evento. Confira!

A COP 16 de Cancun e a cabana de Dersu Uzala

Mais um final de ano vem chegando e renascem as esperanças de vermos os líderes mundiais concretizarem um acordo global para reduzir as emissões dos gases de Efeito Estufa.

Desta vez o belíssimo balneário de Cancun, no México, é sede da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. De 29 de novembro a 10 de dezembro, a cidade hospeda a expectativa de não ser apenas conhecida como um lugar de praias paradisíacas, mas também por emprestar seu nome para o novo acordo mundial sobre mudanças climáticas, que substituirá o Protocolo de Kyoto, a partir de 2012. Pois, como rege a tradição diplomática, todo acordo internacional é batizado com o nome da cidade onde foi assinado.

Cobertura completa: comece por aqui - acompanhe todos os posts

Durante 16 anos várias cidades viram suas expectativas se tornarem frustração. De Berlin na Alemanha em 1995 a Copenhagen na Dinamarca em 2009, somente Kyoto no Japão em 1997 estampou seu nome e esperanças em um acordo mundial sobre mudanças climáticas, que, infelizmente, vem patinando desde então. À época, os Estados Unidos de George W. Bush, que respondiam sozinhos por 22% das emissões mundiais dos gases do aquecimento global, acreditavam que diminuir suas emissões significaria recessão, desemprego, crise mundial e etc.

Bem, ele só esqueceu de murchar a bolha do sistema imobiliário.

Mas, e agora? Será que as atuais lideranças globais conseguirão escrever seus nomes nos livros de história, como aqueles heróis que conciliaram os interesses da política interna de seus países, com equilíbrio ambiental e desenvolvimento econômico mundial, o qual ainda se sustenta nos combustíveis fósseis (carvão mineral e petróleo)? Nesta difícil equação devemos acrescentar a economia da União Européia andando de lado, o todo poderoso Estados Unidos com previsão de crescimento anêmico em 2011, a China comunista, que não para de crescer, querendo colocar 400 milhões de pessoas na sociedade de consumo até 2020, e mais Brasil, Índia e Rússia com previsão de crescimento na casa dos dois dígitos.

Ou estes líderes serão os representantes de uma sociedade que consumiu os recursos do planeta de forma desenfreada, que cobriu o planeta com um cobertor de gases do Efeito Estufa e que se esqueceu de exemplos como o do solitário caçador asiático eternizado no filme Dersu Uzala, obra prima do cineasta Akira Kurosawa? Quando Dersu passa por uma cabana de descanso, às margens de uma trilha, ele para sua jornada por alguns instantes e começa a consertar seu telhado, repõe o estoque de lenha e, por fim, solicita ao chefe da expedição uma porção de sal, fósforo e arroz. Os soldados russos que faziam parte daquela expedição de levantamento topográfico na Sibéria riem daquela atitude insana do nativo, enquanto o capitão russo observa aquela cena e relata o ensinamento em seu diário:

“Dersu mostra toda sua nobreza ao se preocupar com os próximos hóspedes desta cabana sem se preocupar em conhecê-los.”

Bem, quanto às pretensões do balneário mexicano, já me parecem devaneios.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

COP16: "Os seres humanos passaram a se sentir superiores" [EXCLUSIVO]

Por Pedro Soares, direto de Cancun, México - contribuição especial


Conforme esperado no início do evento, as negociações pouco avançaram até agora dentro da UNFCCC.

Cobertura completa: comece por aqui - acompanhe todos os posts

Ontem, quarta-feira (01/12/2010) pelos corredores, se ouvia que o Japão havia declarado que se desligaria de qualquer compromisso para o segundo período do Protocolo de Quioto, caso Estados Unidos e China não se comprometessem e assumissem metas de redução de emissão a partir de 2012.

Os grupos jovens que estão dentro da COP (conhecidos como YOUNGO) estão organizando algumas ações para chamar a atenção do público da importância de chegarmos a um acordo global de redução de emissões. Estas ações ocorrerão sexta-feira e segunda-feira (sobre os mecanismos de REDD [Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal] e LULUCF – Land Use, Land Use Change and Forestry [Uso da Terra, Mudança no Uso da Terra e Florestas, na tradução livre]).


Chamou a atenção um side-event ontem, por volta das 20h15, que tratava sobre mudanças climáticas e espiritualismo. O evento contou com seis palestrantes de diferentes religiões e, diferentemente do que estamos acostumados a ver, estavam com um consenso: os seres humanos chegaram a um ponto de dominação da natureza e exploração dos recursos que passaram a se sentir superiores. Este sentimento de superioridade reflete na forma como lidamos com as questões ambientais e o pouco caso que fazemos com os impactos e cenários futuros advindos desta exploração desenfreada.

Ainda esta semana, está agendado um encontro dos Climate Champions com a Christiana Figueres, Secretária Executiva da UNFCCC.

Vídeos: Por dentro da COP 16 [EXCLUSIVO]


Pedro Soares, direto de Cancun, no México, enviou para o Blog do Jogo Limpo dois vídeos que mostram um pouquinho dos bastidores da COP 16. No primeiro, uma apresentação de mariachis, grupos de música que fazem parte da cultura popular tradicional do México. No segundo, algumas cenas do coquetel de abertura do evento.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

COP 16: clima quente, discussões mornas? [EXCLUSIVO]

Por Pedro Soares, direto de Cancun, México - contribuição especial


Um ano depois da tão comentada COP 15, começou nessa segunda-feira (29) em Cancun, no México, a nova Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), a COP 16. Pedro Soares, pesquisador do IDESAM (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas) e um dos 21 integrantes brasileiros do Programa Climate Generation, do British Council, está participando do encontro. Ele colabora com o Blog do Jogo Limpo contando suas impressões sobre o evento. Acompanhe!

A organização da COP 16 decidiu, neste ano, a realizar a COP em dois espaços distintos (ambos em Cancun).

No pavilhão conhecido como Moon Palace, estão ocorrendo as negociações oficiais. Todas as delegações dos países estão hospedadas neste espaço (um resort gigantesco) onde ocorreu também o coquetel de abertura do evento.

Existem, porém, outro pavilhão chamado de Cancun Messe, onde estão todas as ONGs, observadores, side-events e stands (inclusive o stand do British Council).

Ou seja, a sociedade civil está separada dos negociadores. Estratégia para diminuir a pressão sobre as delegações oficiais e as negociações.

Para se locomover de um pavilhão para outro o trânsito é horrível, tornando quase inviável esta logística.

Abertura do evento. (Foto: Divulgação/EcoDesenvolvimento/MSN Verde)

As expectativas quanto às negociações neste ano são baixas. Pouco se fala sobre o futuro do Protocolo de Quioto, metas de redução de emissões e demais negociações. Os países desenvolvidos não irão se comprometer com metas “Legally Bindings” (legalmente vinculante), jogando todas as expectativas para a COP 17 (África do Sul).

Neste vácuo gerado por negociações mornas, surge uma oportunidade para o REDD (Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) avançar em boa velocidade dentro da Convenção do Clima. O Brasil está bem colocado para negociar a redução do desmatamento e reduções de emissões (em 2009, durante a COP 15, o Brasil apresentou a sua meta de redução de emissões de 39% em relação a sua trajetória de desenvolvimento até 2020 – mais do que qualquer outro pais desenvolvido apresentou até agora).

O Brasil terá um papel importante neste COP, principalmente no que concerne ao avanço do REDD dentro da UNFCCC.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"A água, o fogo, o ar e o pó...

...Sou tudo. Logo, não estou só!" *

Por Dayane Nogueira - contribuição especial


Desequilíbrio ambiental, sustentabilidade, responsabilidade ecológica. Músicas, banda, fãs. O que esses dois grupos de palavras-chaves têm em comum? A princípio, nada. Mas quatro caras do Rio de Janeiro fizeram música e natureza andarem por aí, de mãos dadas, entre as redes sociais, como um belo casal apaixonado. Falo dessa forma, como se fosse um relacionamento, porque isso só foi possível graças a uma relação de cumplicidade, confiança e – por que não – de amor entre uma banda e seus fãs.

Danilo Cutrim, Vitor Isensee, Rodrigo Costa e Nicolas Christ formam a banda carioca Forfun. Na ativa desde 2001, a banda já gravou 3 álbuns de estúdio. O último, Polisenso, traz uma sonoridade diferente dos outros CDs, com elementos eletrônicos, ritmos diversos – como reggae, dub e ritmos latinos – e com letras que trazem mensagens críticas sobre problemas sociais e meio ambiente, como Panorama e Escala Latina.

Embalados nesse clima de preocupação por um mundo melhor, o Forfun lançou um projeto, dia 9 de novembro, chamado Polisenso Mata-Atlântica. A iniciativa se baseia numa atitude bem simples: as músicas do CD Polisenso foram hospedadas no site da Trama Virtual, que promove um download remunerado para as bandas. Assim, a renda obtida com as músicas baixadas no site será repassada para um mutirão organizado pelo Programa de Voluntários do Parque Nacional da Tijuca, que tem por objetivos realizar atividades como manutenção de trilhas, recolhimento de lixo, reflorestamento e conscientização dos visitantes do Parque Nacional da Tijuca, importante representante da Mata Atlântica.

Agora, o Forfun conta com a ajuda dos fãs na consolidação do Polisenso Mata-Atlântica, através dos downloads e também da divulgação do projeto pelas redes sociais. A união entre a banda e seus fãs começa a dar os primeiros sinais de sucesso, já que entre as 10 músicas mais baixadas no site da Trama, 8 são do CD Polisenso.

Essa não é a primeira vez que se busca mudar o mundo pela música. O Festival de Woodstock, pregando o lema “paz e amor”, é um exemplo clássico. Atualmente, com o tema ambiental em destaque, festivais de música nacionais, como o Natura About Us e o Start With You (SWU), e até mesmo festivais regionais, como o EcoMusic, que aconteceu dia 13 de novembro em Divinópolis (MG), têm se unido à sustentabilidade para garantir um mundo melhor.

Mas é preciso muito dinheiro para se estruturar um festival e há, ainda, outros interesses econômicos e fatores burocráticos em jogo. A iniciativa da banda Forfun não dá para ser comparada com esses festivais. Fazer downloads de músicas na internet é tão simples quanto evitar o uso de sacolas plásticas, realizar coleta seletiva com o lixo doméstico, utilizar lâmpadas fluorescentes ou tomar banhos de até 5 minutos.

Assim, com alguns cliques, você pode ajudar o planeta. E, ainda, curtir uma boa música! Então, que tal fazer a sua boa ação do dia?

Visite o site do Projeto Forfun - Polisenso Mata-Atlântica.

* Trecho extraído da música Cigarras, da Forfun.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

OPA apresenta peças teatrais sobre mudanças climáticas


Evento comemora aniversário da ONG e lança Projeto Jogo Limpo 2011

No Brasil e no mundo, crescem as mobilizações políticas, adaptações econômicas e adoção de novos hábitos que têm por objetivo combater os efeitos das mudanças climáticas. Diante deste quadro, a OPA – Organização para a Proteção Ambiental comemora seu aniversário de 7 anos, apresentando peças teatrais com a questão do clima como pano de fundo, e lança a edição 2011 do Projeto Jogo Limpo, que terá o aquecimento global como tema. O evento acontece no dia 23 de novembro, às 19 horas, na sala B3 do Center Convention, em Uberlândia (MG). A entrada é franca e a presença pode ser confirmada pelo site www.opa.org.br ou pelo telefone 0800 701 5508.

Na programação, está a peça O Homem Primitivo e as Mudanças Climáticas, do IAM – Instituto Ambiente em Movimento, de Curitiba (PR). A apresentação surgiu com o fim de entreter e educar, utilizando técnicas teatrais e multimídia para abordar as mudanças do clima a partir da formação do planeta, do surgimento da vida e do desenvolvimento da humanidade. Mais de 3000 crianças já foram contempladas com as apresentações do IAM.

O espetáculo Gaia, com Luiz Humberto Garcia, também integra a programação. A peça apresenta uma reflexão sobre a forma como o ser humano tem ocupado a Terra, propondo uma nova relação com nosso planeta e a vida. Questões como desmatamento, poluição, queimadas, aquecimento global, especulação imobiliária, má utilização dos recursos naturais, comercialização de animais silvestres, reciclagem, sustentabilidade, ética e cidadania são vivenciadas pelo público e pelos personagens. Os participantes do evento podem ainda apreciar as obras de Newtton Mercaldi inspiradas na natureza.

Serviço

Evento: Aniversário de 7 anos da OPA e Lançamento do Projeto Jogo Limpo 2011

Local: Center Convention, sala B3, Uberlândia (MG)

Data: 23 de novembro de 2010, terça-feira

Horário: 19h

Entrada franca

Confirmar presença no site www.opa.org.br ou pelos telefones 0800 701 5508 e (34) 3231-7587

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vídeo: Reciclagem no Scriptease

O Victor Barão, do Scriptease.TV, produziu um vídeo curtinho sobre reciclagem para a Prefeitura de Uberlândia. Ele me chamou para fazer uma pontinha e aproveitou para divulgar o Projeto Jogo Limpo. Obrigado pelo convite e pelo apoio! E aí está o vídeo:

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pense nisso #69



A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.
Charles Darwin (1809 - 1882), naturalista inglês e autor do livro "A origem das espécies"


E para continuar no clima, veja o link: Projeto Patas.

Leia mais: Pense nisso! Citações sobre meio ambiente e atitude


Foto: Lisa2324/stock.xchng.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma venceu. E agora?

 
O G1 informa que ontem, 31 de outubro, às 20h04, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou que Dilma Rousseff (PT) é a primeira mulher eleita presidente do Brasil. Conquistou mais de 56% do total de votos válidos. E agora que se passou o tempo de campanha e de "guerra" entre os candidatos, o que esperar na área de meio ambiente da mineira escolhida pelo povo para governar o país por quatro anos?

No dia 20 de outubro, Dilma lançou os 13 Compromissos com a Política Ambiental, que, segundo o seu site oficial, combinam sustentabilidade com desenvolvimento econômico. "Isso vale para todas as nossas políticas públicas. Não queremos mais que este país se desenvolva a custa da sua gente e da sua natureza", afirmou.

Na ocasião, manifestantes do Greenpeace fizeram um protesto pedindo por "desmatamento zero". A petista não assumiu o compromisso reivindicado pelos ambientalistas, mas declarou que teria "tolerância zero com o desmatador". O Blog do Jogo Limpo entrou em contato com a assessoria da presidente eleita para obter uma cópia dos compromissos e aguarda resposta.


No dia 8 de outubro, a ex-candidata Marina Silva (PV) entregou às coordenações de campanha de Dilma e José Serra (PSDB), derrotado no 2º turno, a "Agenda por um Brasil Justo e Sustentável", baseada nas diretrizes para o programa de governo da candidatura verde. Dilma respondeu, no dia 14, que alguns pontos deveriam "ser objeto de aprofundamento e/ou negociação", mas estava de acordo com a meta de incluir 10% dos biomas brasileiros em unidades de conservação; a prioridade de proteção da Amazônia, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica; a ação consistente na recuperação de áreas degradadas; e o veto à anistia para desmatadores.

No dia 25, a campanha apresentou um documento intitulado chamado "Os 13 compromissos programáticos de Dilma Rousseff  para debate na sociedade brasileira". O quarto item - "Defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável" - se compromete com o combate ao desmatamento, garante que a política industrial levará em conta critérios ambientais e reforça o compromisso do governo com as metas voluntárias apresentadas na COP15, além de destacar outras medidas, como zoneamento agroecológico, recuperação de terras degradadas e manejo florestal. O documento ressalta que é fundamental dar continuidade aos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2.

No seu primeiro discurso após eleita, Dilma afirmou: "Vamos buscar o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas social e ambientalmente sustentáveis". Em outro momento, disse: "A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que [...] convive com o meio ambiente sem agredi-lo". Após essas eleições, parece que o tema "sustentabilidade" nunca esteve tão forte na pauta dos políticos. Vamos torcer para que continue assim no próximo governo e para que isso leve a ações efetivas.

Com informações do G1 (1, 2, 3, 4, 5), Blog da Marina e site da campanha de Dilma (1, 2).

Fotos: Roberto Stuckert Filho/Flickr

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vídeo: Repensar o consumo

Você conhece o TEDx? É um programa de eventos locais e autoorganizados, com palestras em vídeo e ao vivo, com 15 minutos no máximo cada uma, e discussões em pequenos grupos. Baseia-se no espírito das "ideias que valem a pena ser espalhadas". Em uma das edições realizadas no Brasil, o TEDxSudeste, o jornalista André Trigueiro falou sobre consumo consciente.

Segundo Trigueiro, o estilo de vida consumista esconde três armadilhas: a ostentação da abundância, o fato de que tudo demanda matéria-prima e energia e a ilusão de transferir para bens materiais felicidade e paz. Ele também cita dados interessantes, como a afirmação do Banco Mundial de que 20% da humanidade consome 80% dos recursos. "Consumir menos não é apenas necessário: uma vida simples é boa para a alma", diz o jornalismo.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Diário de bordo


Estive na Escola Municipal Profa. Maria Regina Arantes Lemes, em Uberlândia, ontem (19 de outubro), para conversar com os alunos de 8º e 9º ano. O bate-papo teve como tema “Meio ambiente e gente”, reforçando assim que o ser humano faz parte do ambiente e estimulando os estudantes a pensar sobre esse conceito. (E, afinal, o que significa “meio ambiente”? Um antigo post aqui do Blog aborda um pouco do assunto.)

Entramos nas questões de desmatamento, erosão, lixo, ameaças ao Cerrado, aquecimento global e história do movimento ambiental no Brasil e no mundo. Já tinha conversado com crianças e jovens de outras escolas antes, mas esta foi a primeira vez que visitei uma escola rural. Foi marcante perceber como a comunidade escolar é afetada pela questão ambiental de uma forma diferente do que acontece na cidade, principalmente porque o contato com o ambiente natural é bem maior.


Na saída, ainda tive a oportunidade de registrar uma voçoroca, localizada bem próxima à escola. A bibliotecária contou que a cratera pode aumentar nos próximos 15 anos a ponto de alcançar o terreno da escola. É a triste constatação de um ponto que frisei no papo com os alunos: o que o ser humano faz com o meio ambiente volta para ele mesmo e atinge a todos nós.

Obrigado aos alunos, professoras e bibliotecárias da escola! Agradecimentos especiais à secretária Luana, que me fez o convite, e à professora Sandra Maria, da UNITRI, que me indicou para este bate-papo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A falta que a água faz (Blog Action Day 2010)


Hoje, 15 de outubro, é o Blog Action Day. Anualmente, neste mesmo dia, blogueiros de 125 países se unem para escrever sobre um tema em comum, com o intuito de estimular uma discussão global e levar a uma ação coletiva. Este ano, o tema escolhido foi as questões da água em suas comunidades e ao redor do mundo. A Assembleia Geral da ONU declarou recentemente que água limpa e saneamento é um direito humano essencial.

Dentro deste tema, o problema da falta de água potável e de saneamento é um dos mais sérios, porque tem fortes implicações sociais, além das ambientais. Segundo os organizadores do Blog Action Day, 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a banheiros, gerando esgoto que vai para rios e córregos, o que contamina a água e causa doenças. De acordo com a ONG Charity: Water, uma em cada oito pessoas não tem acesso a água limpa e segura para beber. Tudo isso causa 42 mil mortes por semana -- 90% são de crianças com menos de 5 anos.

O problema é mais sério na África, onde mulheres e crianças precisam caminhar longas distâncias -- todas elas juntas levam, diariamente, 109 milhões de horas nisso -- para conseguir água, muitas vezes poluída. Neste trajeto, aumentam os riscos de assédio e exploração sexual. As crianças têm menos tempo para estudar e as mulheres, para se envolver em atividades que ajudem sua comunidade.

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) de 1999 afirma que, nos próximos 25 anos, a água, e não o petróleo, será a principal causa de conflitos na região. A situação é inversa em países mais ricos. Os estadunidenses gastam mais de 600 litros de água por dia, um número mais de 15 vezes maior que a média nos países em desenvolvimento. Há ainda o impacto econômico: no continente africano, a falta de água potável e de saneamento causa uma perda econômica de cerca de R$ 46,4 bilhões de reais, ou 5% do PIB local.

A Charity: Water afirma que investimentos em água limpa têm baixo custo e alto retorno. Para a ONG, 20 dólares são o suficiente para garantir água potável para uma pessoa por 20 anos. A organização lembra, no entanto, que também é preciso investir em educação e práticas de higiente. O hábito de lavar as mãos, sozinho, pode evitar mortes por doenças relacionadas a água quase pela metade.

Mas existem muitos outros pontos a se pensar sobre a questão da água. Confira alguns textos sobre o tema que já foram postados aqui no blog:

Garçom, eu quero água da torneira
Apenas vinte litros...
O desafio do Planeta Água

Com informações do Blog Action Day, Charity: Water, The Final Call e UN News Centre.

Foto: moças enchem baldes de água na lagoa Shekena, na região de Konson, na Etiópia. Doenças relacionadas à água, incluindo as transmitidas por mosquitos que se reproduzem na água parada, são frequentes na região. (Tirada por Lynn Johnson para a edição especial sobre água de abril de 2010 para a National Geographic. Retirada da exposição virtual Megree/WaterAid.)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pense nisso #68




Tudo o que peço aos políticos é que se contentem em mudar o mundo sem começar por mudar a verdade.
Jean Paulhan (1884 - 1968), editor, escritor e crítico literário francês


Leia mais:
Pense nisso! Citações sobre meio ambiente e atitude


Foto: Hannes Rinkl/Flickr.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vídeos: Consciente Coletivo



Existem várias formas de se utilizar a TV chamando a atenção das pessoas para as questões ambientais. Que tal produzindo animações com papel de dois minutos sobre variados temas, didáticas, mas leves, com pitadas de humor? Essa foi a fórmula encontrada pelo Canal Futura, em parceria com o Instituto Akatu e HP do Brasil.

A série Consciente Coletivo tem 10 episódios que abordam o consumo consciente e a sustentabilidade. Os cinco primeiros vídeos já estão disponíveis no site da campanha, que também oferece formas de divulgar a série. Os episódios serão exibidos nos intervalos da programação do Futura.

Os vídeos serão acompanhados por uma ação pedagógica em 1.000 instituições de todo o país, que vão receber kits compostos por DVDs com a série e um livro com orientações para o uso do material. A iniciativa integra um programa de educação para crianças e jovens realizado desde 2008 pelo Akatu e HP.

Veja o primeiro episódio acima e o segundo episódio abaixo:

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

10/10/10: o mundo unido pelo clima

A 350.org é uma campanha internacional para conscientizar o mundo sobre as mudanças climáticas. O nome vem de 350 ppm (partes por milhão) de gás carbônico, um limite para a segurança dos seres vivos (o Blog já falou sobre isso, relembre aqui). É dessa organização a iniciativa do Dia Global de Soluções Climáticas, que vai ser realizado neste domingo, dia 10 de outubro de 2010. Ou 10/10/10.

Por todo o Brasil e o mundo, várias atividades estão sendo organizadas de forma independente para, além de celebrar a data, conscientizar sobre a questão do clima, realizar ações concretas para reduzir os efeitos do aquecimento global e pressionar os líderes para que aprovem legislações que combatam a crise climática. Veja algumas das ações:

Festas de trabalho: a Avaaz está registrando eventos em todo o mundo guiados por um mesmo apelo aos governantes: “Nós estamos colocando a mão na massa... e você?”. A lista completa pode ser acessada aqui. Alguns eventos são o plantio de árvores no interior da Tanzânia, a instalação de painéis solares na China e um passeio de bicicleta internacional da Jordânia para Israel, entre outros eventos mais simples.

Cápsula do Tempo: na iniciativa da Viverde Eco com o apoio da Prefeitura de Sorocaba e da agência de publicidade Ha!, uma cápsula será enterrada com mensagens, objetos e imagens que representem coisas que queremos e não queremos que existam no futuro. O objetivo é estimular a reflexão e ações para a construção de um futuro mais verde. Você pode contribuir enviando sua mensagem por carta ou pela internet. Mais informações aqui.

Rio de Janeiro: uma mobilização na Praia de Ipanema está marcada às 10h10, para mostrar à sociedade e aos governantes a preocupação dos cariocas com os efeitos das mudanças climáticas. Várias instituições estão envolvidas na ação. Também será organizado um flash mob: as pessoas deverão vestir camisas brancas e levar uma máscara cirúrgica, para protestar contra a emissão de gases poluentes.

Comendo pelo Clima: a HSI no Brasil promove no Parque Trianon, em São Paulo, uma ação para mostrar que as refeições vegetarianas são uma forma de combater as mudanças climáticas. Haverá atividades recreativas e educativas. Ações de outras instituições também devem ocorrer no local.


Você vai organizar ou participar de alguma outra ação? Deixe nos comentários!

domingo, 3 de outubro de 2010

Mais sujeira no dia das eleições

Hoje pela manhã, o Carlos Hotta, do Brontossauros em meu Jardim, e a Daiane Santana, do VivoVerde, já comentavam no Twitter, indignados, como as ruas de seus bairros estavam tomadas pelos chamados "santinhos". Já havíamos abordado o assunto em 2008 (relembre aqui).

Por isso, na hora de votar, resolvi levar uma câmera fotográfica para registrar a sujeira em frente às zonas eleitorais. E aqui em Uberlândia, infelizmente, não foi muito diferente do que o Hotta e a Daiane relataram.

(Clique nas fotos para ampliar)

O primeiro local que visitei foi um colégio localizado na zona sul da cidade. Embora houvesse muitos papéis no chão, a quantidade parecia bem menor em comparação com a eleição anterior.

Mas bastou visitar outro local para me desiludir. Em frente a uma escola estadual no centro de Uberlândia, a situação era crítica. Cheguei a quase escorregar, ao pisar em um monte de santinhos na calçada. O lixo invadiu a rua de uma ponta a outra.

Por fim, fui a três escolas estaduais, localizadas em bairros da zona norte. Novamente, descaso com o ambiente urbano.

O que foi interessante, durante este "passeio", é que algumas pessoas conversaram comigo curiosas para saber por que ou para que eu estava tirando estas fotos. Houve até uma recomendação para que eu fizesse uma denúncia às autoridades. Mas esta não é a intenção. Prefiro divulgar estas fotos e torcer para que trabalhos de conscientização, como o que a gente faz aqui no Blog, gradativamente deem seus frutos.

As fotos foram tiradas em frente aos seguintes lugares: Colégio Kepler, no bairro Jardim Karaíba (1); Escola Estadual Dr. Duarte, no Centro (2); Escola Estadual Guiomar de Freitas Costa, no bairro Roosevelt (3); Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, no bairro Marta Helena (4); Escola Estadual Hortêncio Diniz, também no bairro Marta Helena (5). Todas as fotos foram tiradas em Uberlândia.

[Atualizando]
- O UOL também noticiou a distribuição de santinhos, mas em São Paulo. Veja o álbum de fotos.
- Post do blog Revirando o lixo!
- Vídeos da Folha.com aqui (com o Rafinha Bastos) e aqui.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Climate Champions se encontram no Rio


Os Climate Champions do Brasil - vinte e um jovens de todas as regiões do país reconhecidos por sua atuação na área de combate às mudanças climáticas -, participantes do programa Climate Generation, estão reunidos durante esta semana em um workshop organizado na Eco-Vila Tibá, localizada em uma área de Mata Atlântica próxima à cidade de Bom Jardim (RJ).

O objetivo é desenvolver técnicas de apresentação, liderança e gerenciamento de projetos para ajudá-los a promover o debate em suas comunidades e levar adiante seus projetos ambientais. O encontro começou na última quarta-feira (29) e vai até amanhã (2).

Uma cerimônia de premiação na terça-feira (28) antecedeu o evento, com a presença do velejador e presidente do Instituto Rumo Náutico, Axel Grael, patrono do programa.

O Climate Generation é uma realização do British Council, organização internacional do Reino Unido para educação e cultura, em parceria com a Escola Parque, instituição educacional reconhecida pelo compromisso com a questão socioambiental.

Saiba mais sobre o Climate Generation.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Além do Dia Mundial Sem Carro


Adaptar o trânsito para permitir o convívio de automóveis e pessoas é um desafio. Segundo o Movimento Cidade Futura, “Ao longo do último século, nossas cidades foram adaptadas para atender prioritariamente ao carro, não às pessoas que nelas vivem. Investiu-se muito mais no uso individual do automóvel do que em soluções de transporte de massa”.

Essa situação motivou a criação do Dia Mundial Sem Carro, na França, em 22 de setembro de 1997. O objetivo do evento, ainda segundo o Cidade Futura, é “estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto”.

Cinco anos depois, quando foi atingido o número de 1.683 cidades participantes, os organizadores decidiram ampliar o evento e lançar a Semana Europeia da Mobilidade. A nova iniciativa surgiu com o objetivo de sensibilizar a sociedade não só para os problemas causados pelos carros, mas para a necessidade de se pensar em todos os aspectos relacionados com o transporte urbano em geral: infraestrutura, acessibilidade, ordenamento do território, consumo de energia, poluição atmosférica e sonora, entre outros. Ou seja, é preciso levar em conta a mobilidade sustentável.



A questão da saúde está norteando a iniciativa este ano, que tem como tema “Transporte inteligente para viver melhor”. Substituir o carro pela bicicleta ou por uma caminhada, por exemplo, evita a inatividade física e o sobrepeso, além de aumentar o bem-estar. As bicicletadas também devem marcar a data, chamando a atenção para os ciclistas. Segundo o Movimento Pedala UFU, “A bicicleta é um excelente meio de transporte, sobretudo para pequenas distâncias. (...) Porém, a nossa infra-estrutura para o uso da bicicleta como meio de transporte é precária”.

No país, a Jornada Brasil 2010 na Cidade Sem Meu Carro, organizada pelo Cidade Futura, está incentivando pessoas, empresas e Poder Público a aderir a campanha. “Queremos mostrar à população que é possível viver no espaço urbano com melhor qualidade ambiental, sem riscos das violências no trânsito e com maior integração social”, afirma o articulador da jornada Frank Barroso.

O Movimento Nossa São Paulo também organiza esta semana uma série de atividades vinculadas à Semana da Mobilidade. Também na capital paulista, o SWU organiza um flash mob no dia 22 de setembro. Em todo o mundo, 1.926 cidades, de 38 países, participam do movimento. Mas qualquer pessoa pode participar de uma forma bem fácil: basta deixar o carro na garagem.

Mais informações:
Site do portal Na Cidade Sem Meu Carro
Site do Dia Mundial Sem Carro em São Paulo

Com informações do Movimento Cidade Futura.

Fotos: Divulgação (Jornada Brasil na Cidade Sem Meu Carro e Movimento Pedala UFU).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pense nisso #67




Queremos ter um belo carro, morar em um grande apartamento voltado para uma floresta e, de preferência, perto de uma praia ou cachoeira. E não nos damos conta de que o avanço dos padrões de consumo está exaurindo o planeta
Arnaldo Alves Cardoso, pesquisador e professor do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista - Unesp (via Portal do Biomédico)


Leia mais:
Pense nisso! Citações sobre meio ambiente e atitude


Foto: montagem sobre fotos de Manchester, Inglaterra (Tom Blackwell/Flickr).

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vídeo: Abraço de urso

Para promover o seu carro elétrico Leaf, a Nissan criou um comercial utilizando um emblemático símbolo das mudanças climáticas: o urso polar. A ideia é que, utilizando o automóvel, o motorista evita a emissão de gás carbônico e não agrava os efeitos do aquecimento global.

O vídeo é bonito, mas, considerando que o comercial é americano, é importante lembrar que, nos EUA, a maior parte da energia utilizada para recarregar carros como esse vem de usinas termelétricas, que utilizam fontes não renováveis e emitem poluentes. De toda forma, a iniciativa da Nissan é válida, e não deixa de ser positivo ver os carros elétricos ganhando força ao redor do mundo.

A criação é da TBWA/Chiat/Day de Los Angeles. Via Comunicadores.



+ sobre carros no Blog do Jogo Limpo
Carros ecológicos do presente e do futuro
Carros verdes são destaque em Salão do Automóvel nos EUA
Carros menos poluentes
Carona solidária
Sintonia Ecologia - Carros
O futuro dos carros

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pense nisso #66




O poeta deve ter um só modelo, a Natureza; um só guia, a verdade.
Victor Hugo (1802-1885), escritor, poeta e ativista político francês


Leia mais:
Pense nisso! Citações sobre meio ambiente e atitude

Foto: Basil Gloo/Flickr

domingo, 5 de setembro de 2010

Campanha Pense na Amazônia 2010

O Grupo de Blogueiros Ambientais lança hoje, Dia da Amazônia, sua primeira iniciativa para o grande público. É a campanha #PenseNaAmazonia. Assista ao vídeo, conheça um pouco mais sobre este bioma e ajude a divulgar a causa. Você também pode participar: basta utilizar a hashtag #pensenaamazonia em seu Twitter. Vamos nos fazer ser ouvidos!



O Blog do Jogo Limpo tem orgulho de fazer parte desta campanha. Parabéns a todos os blogueiros participantes!

Estão participando:
Diêgo Logo - E Esse Tal Meio Ambiente?
Túlio Malaspina - Atitude Eco
Michelle Muriel - Ver o Verde
Leopoldo Souza - Ecologia em Cápsulas
Hawston Pedrosa - Blog do Rancho
Felipe Saldanha - Blog do Jogo Limpo
Caio Fernandes - Programa Território Animal

O que Amazônia tem a ver com aquecimento global?

Pôr do sol em Manaus, Amazonas. (Foto: whl.travel/Flickr)

As mudanças climáticas e o desmatamento na Amazônia são dois dos temas mais polêmicos e mais comentados aqui no Blog. O primeiro levou a um debate quente – com o perdão do trocadilho – sobre o papel da ação humana no fenômeno (que o aquecimento global existe já é um consenso, pelo menos entre os cientistas). O segundo também gera controvérsias: existem vários métodos para medir e prever o desmatamento, e os resultados podem ser bem diferentes. (Mas isso é assunto para outro post.)

Como hoje é o Dia da Amazônia, resolvi fazer um texto juntando os dois assuntos. Qual é, afinal, a relação entre aquecimento global e a Amazônia? Um artigo no site RealClimate explica: as mudanças climáticas diminuem as chuvas na época da seca. Isso não interfere tanto no crescimento das árvores, mas aumenta a mortalidade, pois elas não conseguem suportar essa dimunição.

Cruzeiro do Sul, Acre. (Foto: Vihh/Flickr)

Quanto mais árvores morrem, mais carbono é liberado para a atmosfera: uma seca em 2005 fez a Amazônia emitir 3 bilhões de toneladas de CO2, de acordo com estudo também apontado pelo RealClimate. As árvores da Bacia Amazônica acumulam um estoque de carbono equivalente a mais de uma década de emissões de combustíveis fósseis. Sem falar que, segundo o WWF, a derrubada e a queimada de florestas correspondem a 75% das emissões brasileiras de gases causadores do Efeito Estufa, colocando o Brasil na posição de quarto maior emissor do planeta.

Em janeiro, o Banco Mundial lançou um relatório afirmando que "desmatamento zero é uma necessidade emergencial, embora insuficiente para evitar uma catástrofe" (relembre aqui). O estudo apontou que o desmatamento não poderia passar dos 20% da área original da floresta. Do contrário, somado ao aumento de dois graus na temperatura global e às queimadas na região, pode enfraquecer o sistema de chuvas da Amazônia. Esse sistema também influencia as chuvas das regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil e o norte da Argentina.


“As mudanças climáticas diminuem as chuvas e 
aumentam a mortalidade de árvores. Quanto 
mais árvores morrem, mais carbono é liberado”


Além disso, as ameaças podem levar a parte leste da floresta a se transformar em Cerrado. O estudo conclui que a floresta pode ser reduzida para três quartos de sua formação original até 2025 e apenas um terço até 2075. Esse é o chamado Amazon Dieback (Colapso da Amazônia). Outro estudo do Banco Mundial (relembre aqui), voltado especificamente para o Brasil, aponta que a diminuição de chuvas teria impactos na agricultura e na disponibilidade de água para geração de energia.

Alguns discordam: um estudo divulgado na revista estadunidense PNAS afirma que a Amazônia não é tão vulnerável à seca e que a falta de chuvas não seria suficiente para transformá-la em Cerrado, embora afirmem que a degradação causada pela mudança climática provocada pelo homem poderia fazer o Dieback acontecer ainda neste século. Mas em um ponto todos concordam: a biodiversidade da floresta amazônica precisa ser preservada, e para isso ações urgentes são necessárias.

Com informações de Tierramérica via BCI, BBC, Switchboard/NRDC e relatório "Estudo de Baixo Carbono para o Brasil" do Banco Mundial.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vote no Blog do Jogo Limpo!

O Blog do Jogo Limpo está concorrendo a diversas prêmiações em 2010. O nosso objetivo é conseguir maior visibilidade na internet para o debate ambiental e fortalecer as ações do Projeto Jogo Limpo. Sua votação é um gesto de incentivo e reforça o nosso compromisso de fazer deste blog um espaço para descobrir, debate e agir. Obrigado pelo apoio!

Clique nos selos para ir às páginas de votação. Os prazos estão à frente dos nomes das premiações.

Top Blog 2010 (segundo turno até 10 de novembro)
Sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante votação popular e acadêmica, os blogs nacionais mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro e com melhor apresentação técnica. Em 2009, o Blog do Jogo Limpo foi TOP1 na categoria Sustentabilidade, grupo Pessoal, pelo Júri Acadêmico. Este ano, já estamos entre os TOP 100!


Selo peixe Grande 2010
Peixe Grande (até 29 de outubro)
O concurso de sites Peixe Grande tem o objetivo de premiar os melhores projetos desenvolvidos no país, visando destacar anualmente no mercado as maiores agências, profissionais e blogs brasileiros, estimulando, assim, o desenvolvimento de grandes cases.


Green Nation Fest
Vote no Blog - Vote no @JogoLimpo
Evento que reúne - dentre outras ações - uma mostra competitiva de filmes, roteiros de ficção, micro-reportagens, projetos arquitetônicos, blogs, microblogs (Twitter), álbuns de fotos e fotos com a temática da sustentabilidade ambiental e qualidade de vida.


Blog Books (Votação encerrada. Obrigado pelo apoio!)
Segunda edição do concurso que transforma os melhores blogs do Brasil em livro. Na primeira fase, todos os inscritos participam e a votação é popular. Na segunda fase, os 10 blogs mais votados em cada categoria serão avaliados por uma comissão formada pelos vencedores de 2009 e editores das empresas Ediouro.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tempo seco: ruim para nós e para o ambiente

 Poluição em São Paulo. Manhã de 23 de agosto de 2010. (Foto: Outras Vias)

No momento em que escrevo este texto são 14h38. Olho para o céu e não vejo nenhuma nuvem. O tempo seco incomoda meu nariz e minha garganta. A situação deve ser parecida para a maioria dos brasileiros, hoje. Mas, em alguns lugares, é ainda pior: altos índices de poluição, queimadas, internações... Tudo por causa da baixa umidade do ar, que afeta a nossa saúde e o nosso ambiente.

Segundo a Folha.com (via AmbienteBrasil), o INPE diz que até meados de setembro não há previsão de chuva. Enquanto isso, os focos de incêndio se espalham pelo país – já aumentaram 85%, de janeiro a agosto, em comparação com o mesmo período no ano passado. Em algumas regiões, como no Mato Grosso, casas foram destruídas pelo fogo e a população sofre com queimaduras e intoxicação provocada pela fumaça. Outras cidades sofrem com dificuldades no abastecimento de água.

Nas metrópoles, o problema é outro: a poluição piora ainda mais a qualidade do ar. A falta de chuvas dificulta a dispersão dos poluentes. Em São Paulo, a umidade do ar chegou a bater o recorde de 15% e a Defesa Civil colocou a cidade em estado de alerta várias vezes, conta o G1. De maio a agosto, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou aumento de 45% de internações por doenças respiratórias, diz o portal Terra (via O Eco Cidades). O maior culpado por esta poluição são os carros: 90% dos poluentes gasosos são emitidos por eles, de acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), segundo o site !sso não é normal.

A ciência ajuda a medir as consequências. O mesmo site fala sobre um estudo da Universidade de São Paulo (USP) que prevê o número de internações por problemas respiratórios com até quatro dias de antecedência, analisando clima, impacto à saúde pública e poluição. Também mostra o cálculo de uma professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de que a qualidade do ar reduziu a expectativa de vida do paulistano em um ano e meio, em média. Isso equivale a fumar quatro cigarros por dia e causa um prejuízo anual de cerca de R$ 400 milhões. Outro estudo da USP, divulgado no Estadão, revela que os poluentes dos automóveis estão aumentando o risco de crianças e adolescentes ficarem doentes.

Um dos grandes vilões da baixa qualidade do ar é o excesso de ozônio, fenômeno comum em regiões com muitos carros, afirmou a Cetesb ao R7 (via A Vida Como A Vida Quer). Mas o gás não fica limitado às vias com movimentação de automóveis: o vento leva a massa de ozônio mesmo para lugares com mais verde e onde o ar deveria ser mais puro, como parques. Segundo o Terramérica (via Problemas da Terra), o ozônio não é liberado pelos automóveis, mas é produzido por reações químicas que envolvem os gases automotivos e causa danos ao aparelho respiratório, podendo até levar ao câncer de pulmão. O período em que o ozônio mais ataca São Paulo, ainda segundo a Cetesb, é de setembro a fevereiro ou março.

E como cuidar da saúde para combater os efeitos do tempo seco? Quem dá a dica também é o blog A Vida Como A Vida Quer: beber água para manter as mucosas hidratadas, fazer compressas com água boricada ou gelada se tiver problemas nos olhos, deixar uma bacia com água ou toalha úmida no quarto na hora de dormir e não tomar banhos quentes, para evitar o ressecamento da pele. O melhor é que os conselhos são sustentáveis.

Se todos deixassem o carro em casa, também ajudaria muito. O Dia Mundial sem Carro, que já está chegando, poderia ser um incentivo. Mas isso é assunto para outro post...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Pense nisso #65




A natureza nunca nos engana; somos sempre nós que nos enganamos.
Jean-Jacques Rousseau (1712 - 1778), filósofo, escritor, teórico político, compositor musical e iluminista suíço



Leia mais:
Pense nisso! Citações sobre meio ambiente e atitude

Ilustração: Syed Abulhasan Rizvi/Flickr

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Climate Generation


Estou muito feliz! :)

Fui selecionado para o programa Climate Generation do British Council (Conselho Britânico), criado para apoiar jovens ativistas do clima (Climate Champions) de 16 a 35 anos de idade que sejam especialmente comprometidos e entusiasmados para liderar projetos em suas comunidades, influenciando-as através de seu exemplo.

O programa está acontecendo simultaneamente em toda a América Latina e Caribe e selecionou cerca de 100 novos participantes, dos quais 21 são brasileiros de todos as regiões. No Brasil, o programa Climate Generation é realizado em parceria com a Escola Parque, uma renomada instituição educacional compromissada com a responsabilidade socioambiental em todos os projetos em que atua.

Os participantes do Climate Generation têm acesso ao conhecimento necessário para elaborar projetos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas e promover o debate sobre o tema em suas comunidades. Também têm a oportunidade de solicitar apoio financeiro para seus projetos e candidatarem-se para participar de eventos nacionais e internacionais. A primeira atividade dos Climate Champions será um encontro a ser realizado em breve no Rio de Janeiro.

O British Council é a organização internacional do Reino Unido para promover oportunidades educacionais e relações culturais. Busca estabelecer a troca de experiências e fortalecer laços que resulte em benefícios mútuos entre o Reino Unido e os países onde está presente. É uma organização não-governamental com 75 anos de história e presente em mais de 100 países.

Ao longo do programa, vou postar informações sobre as atividades, contar como está sendo essa experiência e compartilhar o aprendizado. Portanto, aguardem novidades!

Foto: Climate Champions em frente ao Palácio de Westminster, em Londres, em 2009. (Créditos: British Council/Flickr)