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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Diário de bordo


Estive na Escola Municipal Profa. Maria Regina Arantes Lemes, em Uberlândia, ontem (19 de outubro), para conversar com os alunos de 8º e 9º ano. O bate-papo teve como tema “Meio ambiente e gente”, reforçando assim que o ser humano faz parte do ambiente e estimulando os estudantes a pensar sobre esse conceito. (E, afinal, o que significa “meio ambiente”? Um antigo post aqui do Blog aborda um pouco do assunto.)

Entramos nas questões de desmatamento, erosão, lixo, ameaças ao Cerrado, aquecimento global e história do movimento ambiental no Brasil e no mundo. Já tinha conversado com crianças e jovens de outras escolas antes, mas esta foi a primeira vez que visitei uma escola rural. Foi marcante perceber como a comunidade escolar é afetada pela questão ambiental de uma forma diferente do que acontece na cidade, principalmente porque o contato com o ambiente natural é bem maior.


Na saída, ainda tive a oportunidade de registrar uma voçoroca, localizada bem próxima à escola. A bibliotecária contou que a cratera pode aumentar nos próximos 15 anos a ponto de alcançar o terreno da escola. É a triste constatação de um ponto que frisei no papo com os alunos: o que o ser humano faz com o meio ambiente volta para ele mesmo e atinge a todos nós.

Obrigado aos alunos, professoras e bibliotecárias da escola! Agradecimentos especiais à secretária Luana, que me fez o convite, e à professora Sandra Maria, da UNITRI, que me indicou para este bate-papo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia da árvore: ConscientizAção


O Projeto Jogo Limpo e o Programa de Extensão Meios, voltado às questões de comunicação, educação e meio ambiente, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), através da parceria entre a Prefeitura, a Caixa Econômica Federal e a Universidade, realizaram uma blitz ecológica em comemoração ao dia da árvore. Estiveram presentes alunos e professores do curso de Comunicação Social: Habilitação em Jornalismo da UFU, além de autoridades e representantes das Secretarias de Meio Ambiente, Obras e Serviços Urbanos de Uberlândia e da Caixa, incluindo o Superintendente Regional.

Os alunos da Escola Municipal Prof. Luís Rocha e Silva se divertiram ao plantar mudas de Ingá, Embaúba, Jatobá, Aroeira, Cedro, Ipê-branco e Pequi, entre outras. A ação, também realizada em anos anteriores, serve de interação entre meio ambiente e população na reconstrução da mata ciliar nas margens do Rio Uberabinha.

Vale lembrar que a ação, em si, não está isolada apenas com o intuito de preservar as margens do rio. A reconstrução da mata é um ato que leva anos até ser, de fato, concluída. O principal objetivo das atividades, com a participação das crianças, é conscientizar os envolvidos no evento, os motoristas que por ali passaram e a sociedade em geral de que é preciso fazer alguma coisa.

Segundo a professora-doutora Mirna Tonus, “é muito importante envolver as crianças para que já comecem a ser educadas ambientalmente”. Assim como as árvores ali plantadas vão crescer, gerar frutos e se multiplicar, ações como essas permitem com que mais pessoas conheçam essa iniciativa, atuando como “polinizadores” de consciência. Mais do que plantar árvores, o evento ajuda a plantar consciências para que esse dia, ao longo dos anos, não fique apenas na lembrança.





E você, o que vai deixar para as suas crianças?

Veja as fotos do evento

Da colaboradora Paula Arantes

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O Cerrado e o Governo



Uma notícia divulgada na Folha de São Paulo levanta uma importante questão:

O governo do Estado de São Paulo suspendeu, por meio de uma resolução, as autorizações para corte de cerrado por um período de 180 dias. O objetivo é resguardar o pouco que resta desse bioma até que seja aprovada uma lei que o proteja -- o projeto será enviado em breve para a Assembléia.

Hoje, o Estado possui 211 mil hectares dessa vegetação -o que equivale a 0,84% do território paulista. Originalmente, o cerrado ocupava 14% da área de São Paulo, com 3,4 milhões de hectares. Hoje, a expansão da cana e os loteamentos são as maiores ameaças ao que resta dele.

Segundo o secretário estadual Xico Graziano (Meio Ambiente), no país não existe legislação específica de proteção ao cerrado. (grifo nosso)
Provavelmente o secretário se refere ao fato de a Constituição do Brasil não incluir o Cerrado no quarto parágrafo do artigo 225, que assegura a preservação de diversos biomas nacionais. Este dado foi divulgado pelo site SOS Cerrado, que também organiza uma campanha para reverter o quadro.

§ 4° A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeirasão patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Título VIII - Da ordem social. CAPÍTULO VI - Do Meio Ambiente.
Felizmente, o Poder Público também promove ações animadoras, como a inclusão do Cerrado nos sistemas de monitoramento oficial por satélite (notícia também divulgada pela Folha):
Mês a mês, os brasileiros são informados sobre como anda o desmatamento na Amazônia. Até agora, essa é a única floresta monitorada por satélite oficialmente no país. Mas o governo prometeu nesta semana que os outros biomas brasileiros --cerrado, caatinga, mata atlântica e Pantanal e pampa- também serão vigiados.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assinou um acordo de cooperação técnica entre a Secretaria de Biodiversidade e Florestas e o Ibama para estender o monitoramento remoto aos "primos pobres" da maior floresta tropical do mundo. O projeto terá R$ 600 mil do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) para seu primeiro ano.

A principal formação a ser acompanhada é o cerrado - segundo maior bioma brasileiro.
Aos cidadãos, cabe fiscalizar o governo e tomar sempre atitudes que mantenham preservado esse bioma, que figura entre os mais ameaçados do país e do mundo.

Foto: The Sam Noble Oklahoma Museum of Natural History e Universidade de Brasília

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

CO2 emitido via cerrado é subestimado

Enquanto o mundo discute a salvação das florestas tropicais, no Brasil, o cerrado continua cada vez mais ocupado por monoculturas como a soja e a cana, além da pecuária. Cálculos feitos pela UnB (Universidade de Brasília) mostram que as emissões de carbono desse bioma é bastante significativa: 35%, pelo menos, do que emite a Amazônia. O maior vilão deste processo é justamente a velocidade na mudança no uso do solo.

Para chegar a essa taxa, Mercedes Bustamante e colegas determinaram um período de 20 anos e compararam o que ocorreria entre um hectare de floresta e um de savana. "Enquanto o cerrado emitiria importantes 220 toneladas de carbono equivalente por hectare, no período estudado, a Amazônia emitiria 620 toneladas", disse Bustamante à Folha. Os números, que serão publicados em breve, são inéditos para a comunidade científica.

Para a bióloga da UnB, não há dúvida de que a participação do cerrado nas emissões brasileiras ainda está subestimada. Ainda mais porque o bioma, que ocupa 24% da área do Brasil, tem aproximadamente 40% do seu ambiente natural já alterado.

"A mudança no uso da terra é muito mais rápida no cerrado do que na floresta tropical", afirma Bustamante. Essa história da transformação do ecossistema é relativamente recente. Tudo começou nos anos 1970.

Além da pecuária, a soja, o milho e o algodão são as principais culturas desenvolvidas nas savanas brasileiras hoje. No Estado do Mato Grosso, por exemplo, a soja ocupa 88% do cerrado do Estado, segundo os números da UnB.

Leia a matéria completa: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=35533

Fonte: Folha Online / Ambiente Brasil