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segunda-feira, 28 de março de 2011

Greencast #2 - Hora do Planeta em Uberlândia

O videocast do Blog do Jogo Limpo está de volta e com novo nome!

Neste Greencast, você confere como foi a edição uberlandense do evento que deixou cidades do mundo inteiro no escuro por uma hora!

sábado, 26 de março de 2011

Hora do Planeta hoje em Uberlândia

Clique na imagem para ampliar.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva Verde 2010: dez fatos que marcaram o meio ambiente [Parte 2]

Continuação da retrospectiva exclusiva publicada na terça (21).

Clique aqui para ler a primeira parte!


5: Eleição de Dilma

A primeira mulher presidente do Brasil foi eleita no dia 31 de outubro, conquistando 56% dos votos válidos. Durante sua campanha, Dilma Rousseff (PT) lançou os 13 Compromissos com a Política Ambiental e incluiu no seu programa o item “Defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável”. No seu primeiro discurso após os resultados das urnas, afirmou: “Vamos buscar o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas social e ambientalmente sustentáveis” e “A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que [...] convive com o meio ambiente sem agredi-lo”.

Leia mais: Dilma venceu. E agora?


4: Candidatura de Marina Silva

Em meio a uma disputa polarizada entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), a ex-Ministra de Meio Ambiente se lançou como candidata pelo Partido Verde (PV) com a difícil missão de conseguir votos não só do movimento ambiental como de toda a sociedade. Posicionou-se como “terceira via” e levantou a sustentabilidade como principal bandeira de campanha, tomando o cuidado de que seu programa de governo não virasse um “samba de uma nota só”. Começou a campanha desconhecida de grande parte do público brasileiro e se saiu melhor nos discursos ao vivo que na televisão. Terminou com uma porcentagem expressiva de votos – depois de uma subida significativa na última semana antes do pleito – e foi, talvez, a principal responsável por colocar “meio ambiente” em pauta nessas eleições.


3: Novo Código Florestal

Um projeto de lei do Deputado Aldo Rebelo (PCdoB/SP) propõe mudanças no Código Florestal e foi alvo de forte polêmica entre ambientalistas e ruralistas. Algumas das principais propostas são possibilitar aos estados diminuir áreas de preservação, isentar pequenos produtores da obrigatoriedade de respeitar percentuais de reserva legal, legalizar a situação de 90% dos produtores rurais (o que é considerado uma “anistia aos desmatadores”) e diminuir a área mínima de mata ciliar. Apesar de deputados terem tentado o regime de urgência, o projeto só deve ser votado em plenário no ano que vem.

Leia mais: Novo Código Florestal: ambiente em perigo?


2: COP16

Esta é a sigla de Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Um nome tão grande quanto o desafio: aprovar um acordo internacional para controlar o aquecimento global. Sua antecessora, a COP15, realizada em dezembro do ano passado e aguardada com grande expectativa, foi considerada um fiasco. No entanto, a conferência de 2010 surpreendeu por aprovar um pacote com propostas sólidas – como a criação de um Fundo Verde e a aprovação do mecanismo de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) – e aprovação de todos os países, menos da Bolívia.

Leia mais: Cobertura especial - COP16


1: Derramamento de petróleo

O acidente no Golfo do México foi a maior tragédia ambiental da história dos Estados Unidos. A British Petroleum (BP), responsável pela plataforma que explodiu e naufragou, teve suas ações fortemente desvalorizadas e gastou bilhões de dólares na recuperação e pagamento de indenizações. Todo o ecossistema local e as atividades pesqueiras e turísticas foram afetadas. O vazamento total chegou a 4 milhões de barris de petróleo e atingiu quatro estados da costa. Depois do episódio, o presidente Barack Obama aprovou uma política marítima mais rigorosa.

Leia mais: Especial - A cronologia de um desastre

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Retrospectiva Verde 2010: dez fatos que marcaram o meio ambiente


2010 foi um ano em que a ecologia marcou a política. No Congresso, propostas ambientais foram aplaudidas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e vaiadas, como o Novo Código Florestal. Nos EUA, Obama teve de enfrentar o seu maior desafio como presidente. No México, líderes globais surpreenderam por dar um passo significativo na luta pelo clima. Nas eleições brasileiras, temas tradicionais como emprego e educação abriram espaço para a agenda verde. Mas outras áreas, como ciência e cultura, também continuaram a ser influenciadas pela sustentabilidade. Confira na primeira parte da retrospectiva exclusiva do Blog do Jogo Limpo.



10: Shows ecológicos

Quando começou a ser divulgado, o SWU – Starts with you, mistura de show com movimento, bateu na tecla da mobilização individual e foi contra o discurso “ecochato”. O festival, além de apresentações musicais de peso, contou com um fórum de sustentabilidade. Várias ações foram planejadas para amenizar os impactos ambientais do evento, abrangendo do transporte à coleta de lixo. Se o show foi de fato sustentável, esta é outra história. (O E Esse Tal Meio Ambiente? fez um bom post sobre o assunto.) O fato é que meio ambiente foi destaque também em outros festivais de música em 2010, como o Natura About Us, na capital paulista, e o EcoMusic, em Divinópolis (MG).

Leia mais: Um Woodstock verde(-amarelo)
Leia mais: “A água, o fogo, o ar e o pó...



9: Avatar

A explosão de filmes em 3D que começou este ano deve muito à Avatar, que atraiu milhões aos cinemas e se diferenciou não só por causa da incrível qualidade técnica, mas também pelo enredo com pano de fundo ambiental. O desenvolvimento que não esgota a natureza, o equilíbrio entre ecologia e economia e o fato de que os habitantes do planeta não são mais poderosos do que o próprio planeta são algumas das lições que podem ser aprendidas com a película. Não foi a primeira vez que o tema da sustentabilidade invadiu a telona: outro blockbuster de 2009, Wall-E, já abordava as questões da geração de lixo e da poluição.


Leia mais: Avatar e as fábulas do século XXI



8: Aquecimento global na berlinda

Logo após a COP15 e o seu resultado modesto, o tema das mudanças climáticas ganhou popularidade, mas ao mesmo tempo gerou-se uma onda de ceticismo. A situação foi agravada depois que o vazamento de mensagens de cientistas gerou rumores de que o impacto da ação humana no clima estava sendo supervalorizado. Porém, é considerado consenso científico que as mudanças são reais e intensificadas pelo homem. Sobre o ceticismo, Gilberto Câmara, diretor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirmou: “É uma campanha orquestrada, do mesmo jeito que, nos anos 1960, os institutos de pesquisas associados aos grandes produtores de cigarro negavam insistentemente que havia risco à saúde ao fumar”.

Leia mais: Aquecimento global: um debate quente
Leia mais: Um debate quente: o retorno



7: Belo Monte

Com projeto para ser instalada na região conhecida como Volta Grande do Rio Xingu, no Pará, a Usina de Belo Monte pode ser a terceira maior do mundo em capacidade instalada, atrás de Três Gargantas, na China, e de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ambientalistas, membros da Igreja Católica e analistas independentes são contra a construção, que pode reduzir a vazão do Rio Xingu e reduzir a oferta de água para povos indígenas e comunidades ribeirinhas. O Ministério Público Federal ajuizou uma série de ações contra a usina e o Ibama ainda não concedeu a licença de instalação, de acordo com o G1.

Leia mais: Belo Monte: perguntas e respostas



6: Política Nacional de Resíduos Sólidos

Em agosto deste ano, o presidente Lula sancionou a Lei nº 12.305, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), depois de tramitar por 21 anos no Congresso. Segundo a lei, “resíduo sólido” é o lixo que pode ser reciclado ou reaproveitado antes de ser descartado definitivamente. A política proíbe os lixões, formaliza o trabalho dos catadores e incentiva práticas de educação ambiental. A lei prevê ainda mecanismos para evitar e reduzir a geração de resíduos sólidos.

Leia a continução da retrospectiva!

A retrospectiva continua com a segunda e última parte na sexta-feira (24).

Não perca!

domingo, 5 de setembro de 2010

Campanha Pense na Amazônia 2010

O Grupo de Blogueiros Ambientais lança hoje, Dia da Amazônia, sua primeira iniciativa para o grande público. É a campanha #PenseNaAmazonia. Assista ao vídeo, conheça um pouco mais sobre este bioma e ajude a divulgar a causa. Você também pode participar: basta utilizar a hashtag #pensenaamazonia em seu Twitter. Vamos nos fazer ser ouvidos!



O Blog do Jogo Limpo tem orgulho de fazer parte desta campanha. Parabéns a todos os blogueiros participantes!

Estão participando:
Diêgo Logo - E Esse Tal Meio Ambiente?
Túlio Malaspina - Atitude Eco
Michelle Muriel - Ver o Verde
Leopoldo Souza - Ecologia em Cápsulas
Hawston Pedrosa - Blog do Rancho
Felipe Saldanha - Blog do Jogo Limpo
Caio Fernandes - Programa Território Animal

O que Amazônia tem a ver com aquecimento global?

Pôr do sol em Manaus, Amazonas. (Foto: whl.travel/Flickr)

As mudanças climáticas e o desmatamento na Amazônia são dois dos temas mais polêmicos e mais comentados aqui no Blog. O primeiro levou a um debate quente – com o perdão do trocadilho – sobre o papel da ação humana no fenômeno (que o aquecimento global existe já é um consenso, pelo menos entre os cientistas). O segundo também gera controvérsias: existem vários métodos para medir e prever o desmatamento, e os resultados podem ser bem diferentes. (Mas isso é assunto para outro post.)

Como hoje é o Dia da Amazônia, resolvi fazer um texto juntando os dois assuntos. Qual é, afinal, a relação entre aquecimento global e a Amazônia? Um artigo no site RealClimate explica: as mudanças climáticas diminuem as chuvas na época da seca. Isso não interfere tanto no crescimento das árvores, mas aumenta a mortalidade, pois elas não conseguem suportar essa dimunição.

Cruzeiro do Sul, Acre. (Foto: Vihh/Flickr)

Quanto mais árvores morrem, mais carbono é liberado para a atmosfera: uma seca em 2005 fez a Amazônia emitir 3 bilhões de toneladas de CO2, de acordo com estudo também apontado pelo RealClimate. As árvores da Bacia Amazônica acumulam um estoque de carbono equivalente a mais de uma década de emissões de combustíveis fósseis. Sem falar que, segundo o WWF, a derrubada e a queimada de florestas correspondem a 75% das emissões brasileiras de gases causadores do Efeito Estufa, colocando o Brasil na posição de quarto maior emissor do planeta.

Em janeiro, o Banco Mundial lançou um relatório afirmando que "desmatamento zero é uma necessidade emergencial, embora insuficiente para evitar uma catástrofe" (relembre aqui). O estudo apontou que o desmatamento não poderia passar dos 20% da área original da floresta. Do contrário, somado ao aumento de dois graus na temperatura global e às queimadas na região, pode enfraquecer o sistema de chuvas da Amazônia. Esse sistema também influencia as chuvas das regiões Centro-Oeste e Nordeste do Brasil e o norte da Argentina.


“As mudanças climáticas diminuem as chuvas e 
aumentam a mortalidade de árvores. Quanto 
mais árvores morrem, mais carbono é liberado”


Além disso, as ameaças podem levar a parte leste da floresta a se transformar em Cerrado. O estudo conclui que a floresta pode ser reduzida para três quartos de sua formação original até 2025 e apenas um terço até 2075. Esse é o chamado Amazon Dieback (Colapso da Amazônia). Outro estudo do Banco Mundial (relembre aqui), voltado especificamente para o Brasil, aponta que a diminuição de chuvas teria impactos na agricultura e na disponibilidade de água para geração de energia.

Alguns discordam: um estudo divulgado na revista estadunidense PNAS afirma que a Amazônia não é tão vulnerável à seca e que a falta de chuvas não seria suficiente para transformá-la em Cerrado, embora afirmem que a degradação causada pela mudança climática provocada pelo homem poderia fazer o Dieback acontecer ainda neste século. Mas em um ponto todos concordam: a biodiversidade da floresta amazônica precisa ser preservada, e para isso ações urgentes são necessárias.

Com informações de Tierramérica via BCI, BBC, Switchboard/NRDC e relatório "Estudo de Baixo Carbono para o Brasil" do Banco Mundial.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra: O papel do jornalismo na cobertura ambiental



Datas como o Dia da Terra fazem com que a mídia dedique um espaço maior nos noticiários a temas como água, preservação da natureza, reciclagem, aquecimento global. Os telespectadores e leitores também tendem, por tabela, a pensar mais sobre o assunto. Mas isso faz com que eles se mobilizem e tomem alguma atitude? O trabalho dos jornalistas permite que as pessoas entendam a dimensão e as peculiaridades do que está acontecendo?

O papel da imprensa na divulgação de informações sobre meio ambiente foi discutido ontem no 6º Colóquio Andi, organizado pela Agência de Notícias dos Direitos da Infância, que teve como tema “Jornalismo e desenvolvimento: reflexões sobre a agenda das mudanças climáticas”. O evento fez parte do 13º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, organizado pelo Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ)*.

O colóquio abordou os principais problemas que envolvem a cobertura jornalística ambiental. O cientista social Fábio Senne, da Andi, mostrou o trabalho que a agência desenvolve no monitoramento de notícias sobre clima. Foram analisados 50 jornais brasileiros entre 2005 e 2008. Notou-se que a demanda de informações sobre mudanças climáticas cresceu (e, com isso, é necessário que o profissional do jornalismo pense seu papel nesta área), mas que a discussão sobre aquecimento global e a discussão sobre sustentabilidade ainda não são feitas em conjunto. Senne ainda ressaltou que, nos jornais, estes assuntos não devem ser debatidos em um único caderno (o de política, o de economia, etc.), mas em vários.**

Carlos Fioravanti, jornalista especializado em coberturas de ciência e meio ambiente, comparou as imprensas inglesa e brasileira, tomando como referências o The Independent e a Folha de São Paulo. Segundo ele, a imprensa no Brasil dá um enfoque fatalista, enquanto na Inglaterra o discurso é mais voltado para o que fazer e a possibilidade de agir. Fioravanti sugere que a mídia não valorize só as falas dos especialistas, mas dê voz para outros atores, estimulando o debate. Também defendeu que deve ser evitado o maniqueísmo (o pensamento de que determinada coisa ou pessoa está ou totalmente certa, ou totalmente errada).

O também jornalista, sociólogo e professor da Universidade Estadual da Paraíba, Cidoval Morais de Sousa, fez suas considerações: está preocupado com o fato de as ações individuais serem mais valorizadas que as coletivas, critica a falta de cobertura dos problemas locais e acredita que as comunidades tradicionais não estão sendo ouvidas. Ele também questiona a contradição entre capitalismo e desenvolvimento sustentável e a postura dos jornalistas de se preocupar mais em atender ao mercado do que refletir sobre a profissão. No debate final, Fábio Senne ainda ressaltou que as crianças e adolescentes são o público mais afetado pela cobertura climática.

Finalizo com dois questionamentos, para reflexão. Aos jornalistas: o compromisso com a informação é mais forte que as exigências do ambiente profissional? Ao público: as notícias estimulam você a repensar seu comportamento?

Felipe Saldanha

* A professora Mirna Tonus, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e do FNPJ, está lá cobrindo o evento pelo Twitter (acompanhe pelo @FNPJ). Obrigado pela dica, Mirna!

** Os slides da apresentação de Fábio Senne estão disponíveis aqui.

Com informações do site e twitter do FNPJ e Blog do 13º ENPJ.

Foto: emsago/stock.xchng

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Jogando limpo no Carnaval


É época de Carnaval, e os foliões já estão saindo às ruas para se divertir, mas, infelizmente, muitos acabam sujando as ruas também. Apesar disso, a festa deste ano está sendo bem mais limpa – pelo menos no Rio de Janeiro – graças ao empenho de associações, ONGs e Poder Público.

No último dia 6 (sábado), o Bloco Limpeza na Praia, que é organizado desde 2003 pelo Instituto Ecológico Aqualung com o apoio de diversos parceiros, entrou na festa em Madureira, bairro onde foi fundada a mais tradicional escola de samba carioca, a Portela. O bloco explicou para a população os males causados pela produção de lixo e seu impacto para as praias, devido à contaminação que afeta animais marinhos e o próprio homem. O grupo também coletou guimbas de cigarro, tampinhas de garrafa, cotonetes, canudinhos e outros resíduos.

Já no bairro de Ipanema, os garis da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) limparam e perfumaram (com essência de eucalipto) as ruas após o desfile do bloco “Simpatia É Quase Amor”. Os catadores da Febracom (Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis), por sua vez, recolheram o lixo reciclável. Até a tarde de ontem (7), mais de 3,5 toneladas já haviam sido coletadas. Ao jornal O Globo, o diretor da Febracom, Jorge Neves de Souza, declarou: “Essa iniciativa não é boa só para nós, que vamos lucrar com o lixo, mas para toda a cidade”.

Segundo o G1, a Prefeitura do Rio investe na limpeza para mostrar a capacidade de manter a ordem em eventos grandiosos – provavelmente de olho nas Olimpíadas de 2016. Mas é importante também investir em educação ambiental e ações inovadoras como o Limpeza na Praia, uma vez que mais necessário que controlar o problema da sujeira é incentivar as pessoas a colaborarem com a limpeza, especialmente em momentos como o Carnaval, quando o lixo se acumula em grandes proporções.

Quer entrar na festa de forma consciente? Veja dicas para curtir o Carnaval pensando no bolso e no meio ambiente.

+ sobre Rio de Janeiro: Reciclagem no Rio ainda tem muito que avançar
+ sobre Carnaval: Folia e defesa do meio ambiente no carnaval de Curuçá
+ sobre Olimpíadas: Meio ambiente já foi desafio nas Olimpíadas de 2008; veja cobertura especial

Ilustração: cartaz do Bloco Limpeza na Praia (Divulgação).

(Obrigado Monique Futscher, do Mimirabolantes, por enviar as informações sobre o Limpeza na Praia.)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Especial: Retrospectiva Verde 2009


Um novo ano se inicia e, com ele, uma oportunidade de refletir, relembrando alguns fatos – não com nostalgia ou tristeza, mas para que eles nos ajudem a repensar nossas ações. Isso também vale quando o assunto é meio ambiente. Alguns episódios que aconteceram em 2009 foram desanimadores, outros renovaram nossas esperanças, porém o mais importante é que todos nos mostraram que líderes políticos, ativistas, cientistas e pessoas como eu e você continuam trabalhando pelo nosso planeta – e os resultados estão aparecendo.

O Blog do Jogo Limpo selecionou 10 fatos que marcaram o penúltimo ano da década e ajudaram a moldar a forma como se pensará a questão ambiental no ano de 2010.

10. Inovações tecnológicas e ecológicas

A tecnologia se mostrou uma grande aliada do meio ambiente em 2009. Fabricantes de celular retiraram produtos tóxicos da composição de seus produtos e investiram em materiais alternativos, tanto na composição do aparelho quanto da embalagem. Até celular de grama foi inventado. As inovações também incluíram bateria de refrigerante, pen-drive de milho, impressora movida a café...

9. Crise econômica e crise ecológica

2009 começou sem se recuperar completamente da crise que tinha abalado a economia no ano anterior. O alerta dado no início do ano por um grupo de ONGs foi de que não era possível sacrificar o clima em nome da recuperação econômica: pelo contrário, as energias renováveis e os empregos verdes poderiam contribuir para o reaquecimento. O setor privado se destacou por defender o início da uma economia verdadeiramente limpa.

8. Iniciativas ambientais

O Blog do Jogo Limpo mostrou neste ano iniciativas como a Loja Grátis, em que você pode pegar o que quiser sem precisar pagar, a venda de cordas de guitarra pelo meio ambiente, um concurso de pôsteres ecológicos, o Manifesto Lixo Eletrônico, o Blog Action Day, evento que reuniu blogueiros em torno da questão climática, e o Dia Internacional pela Ação Climática. O Projeto Jogo Limpo também realizou diversas ações em 2009: participamos do Sintonia Ecologia, de um plantio coletivo de árvores e de um fórum, tudo com o apoio de diversos parceiros.



7. A força da internet

No ano em que o Twitter virou fenômeno – o Blog do Jogo Limpo até selecionou alguns perfis ecológicos – a rede mundial de computadores provou que está ainda mais influente em nossas vidas. A Web levou mensagens ambientais aos jovens em uma linguagem mais atualizada e de forma mais interativa e impactante, e os uniu em ações que não se restringem ao teclado e mouse, como os flash mobs. A internet também está entrando nas salas de aula. Os blogs estão sendo reconhecidos por estimularem a produção de textos e os debates.

6. Sacolas plásticas em baixa

Seguindo o que China, Inglaterra e algumas cidades dos Estados Unidos já haviam feito, a Austrália começou a banir as sacolas plásticas. No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e o Wal-Mart lançaram a campanha “Saco é um saco”, para conscientizar os consumidores. O Blog do Jogo Limpo ainda registrou a luta de uma família para mudar seus hábitos e parar com as sacolinhas e acompanhou universitários que estão reutilizando as sacolas para confeccionar vestidos.

5. Campanhas polêmicas

O WWF pediu para que 1 bilhão de pessoas apagassem as luzes por uma hora no dia 28 de março. O Instituto Akatu fez anúncios parodiando as propagandas de varejo, “vendendo” produtos estragados em uma campanha que levou o título “1/3 de tudo o que você compra vai direto para o lixo”. O príncipe Charles contracenou um vídeo com um sapo, chamando a atenção para o desmatamento na floresta tropical. A ONU lançou a meta de plantar 7 bilhões de árvores até o fim do ano (e conseguiu não só cumpri-la, como superá-la). A PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) criou a campanha “Testes em animais partem o coração”. Mas a campanha que mais repercutiu foi a da SOS Mata Atlântica (a propósito, você já fez xixi no banho hoje?). A ousadia das campanhas só não superou a polêmica que causaram.



4. A posse de Barack Obama e a nova postura dos Estados Unidos

O novo presidente norte-americano chegou ao poder com a promessa de mudar a postura do seu antecessor, George W. Bush, garantindo que apoiaria o desenvolvimento de energias limpas e as negociações contra as mudanças climáticas. Nos Estados Unidos, leis foram aprovadas para limitar as emissões de gases. Mas, em Copenhague, foi criticado por exigir que, se os EUA fossem entrar no jogo, seria com as suas próprias regras.

3. A pré-candidatura de Marina Silva

Depois de renunciar ao Ministério do Meio Ambiente, no ano passado, Marina Silva aceitou o convite do Partido Verde (PV) para trocar de legenda e desligou-se do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual era vinculada há cerca de trinta anos. Recentemente, anunciou que vai se candidatar a presidente nas próximas eleições. Sua história de vida comove: a senadora, nascida nos seringais do Acre, era analfabeta aos 16 anos, pobre e foi desenganada quatro vezes pelos médicos. Mas ela vai conseguir superar Dilma e Serra, os dois oponentes mais fortes, mostrando que pode lidar em outras áreas que não sejam a ambiental? Só 2010 vai revelar.

2. Governo brasileiro na berlinda

O poder público teve que tomar decisões importantes este ano. No início de 2009, o governo anunciou, sob críticas, mais investimentos em termelétricas, apesar do potencial de energias renováveis como a eólica. Com o petróleo na mira dos ambientalistas, também foi preciso equilibrar o entusiasmo com a descoberta dos poços de pré-sal. Já o Congresso chamou a atenção do país ao aprovar a Medida Provisória 458, acusada de beneficiar grileiros, mas cujos artigos mais polêmicos foram vetados pelo presidente Lula. Por outro lado, finalmente foi aprovada a nova política climática nacional, prevendo redução de cerca de 40% nas emissões projetadas de gases do efeito estufa até 2020 (fonte: Terra).



1. Copenhague

A décima quinta Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15) foi realizada em Copenhague sob os olhares atentos de empresas, governos, ONGs e indivíduos de todo o mundo. Entre as propostas que foram levadas para debate, estavam a fixação de metas para reduzir emissões até 2020 e a criação de mecanismos como um fundo climático em que os países ricos ajudassem os pobres a diminuir sua poluição. Esperava-se um sucessor para o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Em meio a denúncias de manipulação de dados e muitos impasses, o que saiu foi um acordo político, que não foi aprovado com o consenso de todos os países, nem tem força de lei.

Esperamos que 2009 tenha deixado boas lições para todos nós, e que o próximo ano seja repleto de sucesso, consciência, atitude e sustentabilidade. Feliz 2010!

Felipe Saldanha

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um jeito diferente de desejar "Feliz Ano Novo"




O fim do ano está chegando. Que tal enviar uma mensagem diferente para seus amigos e parentes? O cartunista Fábio Yabu criou cartões de Natal e Ano Novo com temas ecológicos e belas ilustrações no estilo infantil. Você pode ver todos os modelos aqui e baixá-los individualmente ou na versão em PDF, para impressão (em papel reciclado, de preferência!).


Leia também: dicas para um Natal mais sustentável

Via Comunicadores.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action Day: contra as mudanças climáticas e as sacolinhas


Hoje é o Blog Action Day, iniciativa realizada anualmente no dia 15 de outubro, quando blogueiros de todo o mundo postam textos sobre um mesmo tema. Este ano, o assunto escolhido foi mudanças climáticas. Selecionamos alguns dos nossos melhores posts com detalhes sobre o aquecimento global e como você pode ajudar a combatê-lo:

Contagem regressiva
Terremotos, tsunamis, erupções: culpa do aquecimento global?
Empresas querem entrar para a luta climática
Telhados brancos contra o aquecimento global
Jeitos criativos de falar sobre o clima
À beira da III Guerra Mundial?
Todos os posts sobre o assunto


Um dia sem sacolinha

Os blogueiros Thiago, do Minas Ambiente, Dilze, do Coisas de Sampa, e Diêgo, do E esse tal Meio Ambiente?, lançaram o desafio de um dia sem sacolas plásticas e fizeram uma campanha para combatê-las. Os dados são impactantes:
O consumo de sacos plásticos no mundo atinge números assustadores: 500 bilhões por ano, isto quer dizer 1,5 bilhão por dia ou 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Imagine essa quantidade vagando pelo planeta. Os dados são da Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo, que afirma ainda que no Brasil são produzidos anualmente 210 mil toneladas de filme plástico, com o qual são fabricadas as sacolas. As estimativas revelam que os brasileiros jogam fora, todos os meses, um bilhão delas, o que dá uma média de 66 unidades para cada consumidor. (Fonte: texto da campanha)
E aqui estão alguns posts do nosso blog sobre o uso das sacolinhas:

Sacolinhas X caixas de papelão: o confronto!
Sacolas plásticas em alta?
Sacolas plásticas continuam em baixa
Sacolas plásticas em baixa
Um dia sem sacolas!...


Em tempo: parabéns aos professores e educadores ambientais pelo seu dia.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia do Meio Ambiente: caminhos da luta


Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Uma oportunidade para refletirmos sobre a nossa atitude no planeta. Para ajudar nessa reflexão, vamos falar um pouco sobre a história do movimento ambiental e contar curiosidades sobre suas conquistas e desafios.

Em primeiro lugar, vale lembrar que meio ambiente não se refere apenas às florestas, rios e mares. O conceito é muito mais amplo, englobando também as cidades e todos os locais onde o ser humano mora.

A importância da ecologia na vida humana não é uma descoberta recente. Cientistas, escritores e filósofos falam sobre isso há muitos séculos. Já dizia Aristóteles: é a natureza que faz sempre as coisas mais belas. Mas durante muito tempo, em nome do progresso, o homem não tomou o devido cuidado para preservar os recursos naturais, principalmente depois da Revolução Industrial.

Nas últimas décadas do século XX, a ciência e a tecnologia deram um salto histórico, aumentando a produção nas indústrias e no campo. Também aceleraram a urbanização, levando mais da metade da população mundial a viver nas cidades e provocando um desequilíbrio natural. Com o objetivo de combater essa situação, surgiram os primeiros movimentos organizados a favor da preservação da natureza.

Em 1968, o Clube de Roma, formado por líderes políticos e intelectuais, elaborou o conceito de “produzir sem poluir”. Quatro anos depois, a Assembleia Geral da ONU criou o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado no dia 5 de junho, marcando a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano. Nesse evento, foi escrita a Declaração de Estocolmo, mostrando para a comunidade internacional, pela primeira vez, a necessidade de levar em conta as questões ecológicas quando se fala em crescimento da economia.

Em 1987, foi criado o Relatório Brundtland ou “Nosso Futuro Comum”. Nesse documento foi definido o conceito de sustentabilidade, ou seja: “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades”.

Em 1992, aconteceu a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como Eco-92. 187 países participaram do encontro, analisando e debatendo o que estava sendo feito contra a destruição da natureza. A conferência deu origem a Agenda 21. Esse documento incentiva governos e pessoas a traçarem, em suas comunidades, ações pelo desenvolvimento social, econômico e, ao mesmo tempo, ambiental.

Em 2000, foi elaborada a Carta da Terra, conjunto de princípios que visam à construção de uma sociedade mais justa e sustentável. Hoje, estamos entrando na era do pós-ambientalismo. As estratégias mais usadas pelos ambientalistas no passado ao sensibilizar as pessoas estão mudando. Em vez de imagens chocantes, novos hábitos e ideias para tornar o dia a dia mais prático e sustentável.

No Brasil, o movimento verde se tornou mais forte a partir dos anos 1980, com a criação do Ministério do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, do Partido Verde e da ONG SOS Mata Atlântica. Nessa época, também foi realizado o Abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, inspirando outras manifestações semelhantes a favor do patrimônio ambiental. Em 1988, foi aprovada uma nova Constituição, garantindo o direito ao ambiente equilibrado e o dever de defendê-lo e preservá-lo.

Mesmo com todos esses acontecimentos ao redor do mundo, iniciativas regionais são fundamentais para o sucesso da luta pela conservação. Em outras palavras, é preciso “pensar globalmente e agir localmente”.

O caminho até aqui foi longo. O futuro agora depende de cada um. Pequena ou grandiosa, toda ajuda tem a sua importância. É como disse Madre Teresa de Calcutá: “sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor”. Contamos com o seu apoio. Hoje e todos os dias.

Foto: alainap/stock.xchng

terça-feira, 2 de junho de 2009

ONU faz campanha por sete bilhões de árvores


Do Planeta Sustentável:

Quando, em novembro de 2006, o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente lançou uma campanha que pretendia estimular a população mundial a plantar um bilhão de árvores em 2007, muita gente duvidou que a proposta teria êxito. A meta, no entanto, não só foi cumprida, como, também, duplicada: até a metade de 2008, o Programa da ONU contabilizou 2 bilhões de mudas plantadas em prol da campanha.

Entusiasmado, o PNUMA resolveu ousar ainda mais e, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, está lançando, no dia 5 de junho, uma nova iniciativa: Plantemos para o Planeta: Campanha 7 Bilhões de Árvores. A ideia é encorajar todos os setores da sociedade a plantarem árvores – tanto em áreas rurais como urbanas e, claro, apropriadas ao meio ambiente local – até o final de 2009 e, assim, alcançar a meta de 7 bilhões de mudas. (...)

Para aqueles que consideram o desafio absurdo, o PNUMA provoca: a meta é o equivalente a pouco mais do que uma árvore por pessoa viva no planeta. Portanto, se cada um fizer sua parte, as 7 bilhões de árvores serão, rapidamente, plantadas e a luta mundial contra as mudanças climáticas terá muito mais força.
Leia a matéria completa.

Foto: rodvs/stock.xchng

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mata Atlântica: tão exuberante quanto ameaçada


Da WWF-Brasil:

Ela protege uma das mais ricas biodiversidades do mundo, oferece locais de beleza cênica sem igual, contribui com o fornecimento de água para mais da metade da população brasileira e na regulação do clima de algumas das maiores cidades do país. É impossível falar da Mata Atlântica, uma das florestas mais exuberantes do mundo, sem usar superlativos para dimensionar sua importância e evidenciar sua urgente proteção. Restam apenas 7% do bioma em seu estado natural e 60% dos animais ameaçados de extinção do país dependem desse ambiente para sobreviver.

Nesta quarta-feira, 27, comemora-se o Dia da Mata Atlântica. A data marca a necessidade de barrar o desmatamento, recuperar o que foi degradado, ampliar o número de áreas protegidas, públicas e privadas, e melhorar a gestão daquelas que já existem. Os principais núcleos de resistência da floresta são as áreas já protegidas, ou seja, parques públicos e reservas particulares criados por lei.

Redução do bioma é de quase 8%

De Danielle Jordan/AmbienteBrasil:
Dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, INPE, revelam que de 2005 a 2008 foram desmatados pelo menos 102.938 hectares de cobertura florestal nativa, o equivalente a dois terços do tamanho da cidade de São Paulo.

A diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica” pela SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, alerta para a necessidade urgente de atuação efetiva do poder público para frear o desmatamento. “É uma questão de sobrevivência dos 112 milhões de habitantes do bioma proteger tudo o que resta de floresta original, por isso agora passaremos a divulgar os dados de dois em dois anos”, disse em entrevista coletiva online.

Mais informações:
O que tem sido feito pela floresta (via Planeta Sustentável)

Na foto: Parque Nacional do Itatiaia, localizado na divisa entre os Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, na Serra da Mantiqueira. Créditos: Flávio Jota de Paula.

sábado, 9 de maio de 2009

Mãe só tem duas



Criação da Diferi para a OPA, em comemoração ao Dia das Mães.

Em tempo: veja dicas ecológicas para presentear a sua mãe (em inglês).

sábado, 25 de abril de 2009

Dicas ecológicas no Twitter: dez perfis que vale a pena seguir


A cada dia, o Twitter cresce mais e ganha novos usuários. Bons perfis voltados para as questões ambientais também já estão surgindo nesta rede. Alguns disponibilizam links para blogs ecológicos, outros são especializados em informar as últimas notícias a respeito do tema. A maioria está em inglês: os perfis ecológicos brasileiros ainda são um pouco escassos. Mas já é possível encontrar ótimo conteúdo nacional.

O Blog do Jogo Limpo fez uma lista com dez usuários que mantém os seguidores bem atualizados com informações sobre sustentabilidade e ações pela natureza no Brasil e no mundo. A intenção não é ranquear os melhores na área: muitos outros perfis poderiam completar esta lista. Mas os indicados se destacam pela qualidade dos textos e dos links presentes nos “tweets”.


O que é Twitter?

Criado em março de 2006, o Twitter vem ganhando força como uma rede social. O site propõe que todos os seus usuários respondam com até 140 caracteres à pergunta “o que você está fazendo?”. Diversos veículos de comunicação já utilizam o Twitter para divulgar suas notícias – em um grande incêndio registrado na Califórnia no final do ano passado, o microblog ganhou força por conta da agilidade que oferece. Saiba mais. (Fonte: G1)


@globoamazonia: traz reportagens do portal da Globo especializado na Amazônia. Saiba mais sobre os principais problemas na região e o que está sendo feito para combatê-los.

@greenbrasil: o Greenpeace Brasil divulga suas principais ações, estimula o ativismo e faz cobertura ao vivo dos seus principais protestos.

@infoambiental: coletânea de dicas e notícias ecológicas que circulam no Twitter e em outros sites e blogs.

@o_eco: notícias sobre meio ambiente, ecologia e sustentabilidade. Boa parte das reportagens aborda as ações do poder público e a questão do desmatamento.

@psustentavel: aponta links para reportagens diversificadas, atuais e interessantes, em linguagem leve e adequada para o público jovem.

@reacaoambiental: iniciativas, pesquisas, vídeos, dicas e notícias atuais sobre o que acontece na área ambiental.

@WWF_Brasil: relatos das últimas iniciativas do WWF em solo brasileiro. Seu lema é “Por um futuro em que os seres humanos vivam em harmonia com a natureza”.

@greenmeme: especializado em notícias ambientais. Serviço automatizado que reúne as melhores manchetes de diferentes fontes ao redor do mundo. Em inglês.

@PlanetGreen: oferece dicas práticas para um estilo de vida mais verde, abrangendo as diversas áreas da sustentabilidade. Em inglês.

@TH_RSS: aqui estão reunidas as notícias do TreeHugger, excelente site ambiental dos Estados Unidos. Para conteúdo extra vale a pena conferir também o @TreeHugger. Em inglês.


Duas indicações extras:

@jogolimpo: todas as matérias do Blog do Jogo Limpo, citações semanais, resumo do que acontece no Projeto Jogo Limpo e outras dicas verdes.

@ivasc: perfil do Instituto Voluntários em Ação, que realiza o Movimento Blog Voluntário, uma ação junto a blogueiros para combater o analfabetismo digital.


Ilustração: Mirkku

Este post faz parte do Movimento Blog Voluntário 2009.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Contrastes da Terra

Hoje é Dia da Terra. Que tal parar por dois minutos para visualizar os contrastes e admirar as belezas do "planeta azul"?

Vídeo editado por Mauro de Oliveira para o programa Sintonia Alternativa.

domingo, 8 de março de 2009

Tributo às mulheres

O Blog do Jogo Limpo parabeniza as suas visitantes pelo Dia Internacional da Mulher. Clique na imagem para ampliar.



Envie por e-mail para as suas amigas

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Do café ao carnaval


Café passa uma boa impressão... literalmente

Do Planeta Sustentável - Superinteressante:

O coreano Jeon Hwan Ju achou uma utilidade muito mais sustentável para as borras de café: imprimir documentos! Isso mesmo, a nova impressora criada por Hwan Ju – batizada de RITI Coffee – funciona a base de cartuchos de tinta bem menos poluentes.

Funciona assim: você deposita o resto do seu café matinal – ou outra bebida cafeinada qualquer, como chá, por exemplo – em um cartucho especial que vem acoplado à impressora. Depois, basta colocar papel e movimentar manualmente o cartucho de um lado para o outro. Em instantes, você terá textos e imagens impressos sem sujar as mãos de tinta.
Você talvez não tenha uma impressora dessas na sua casa, mas é possível economizar tinta configurando seu equipamento ou até usando uma fonte ecológica. Veja também como economizar energia ao usar o computador.



Folia ecológica

Estas dicas já saíram em um post antigo, mas valem ser relembradas nesta época de Carnaval. Se você for viajar e comemorar o feriado, seja consciente e não cometa exageros, inclusive em relação ao meio ambiente.

Do Administradores:
Carnaval é tempo de folia e diversão, mas os consumidores não podem se render ao consumo exagerado. No feriado, muitas pessoas pensam em viajar e participar de festas, o que requer mais gastos com combustível, eletricidade e água. Com isso, quem pode sair prejudicado, além do meio ambiente, é o seu orçamento, principalmente porque os preços estão subindo. Para se ter uma idéia, em quatro anos, os valores dos artigos carnavalescos cresceram 25,05%. (...)

Antes de viajar, não deixe os aparelhos na tomada, já que, mesmo em stand by, eles consomem energia elétrica e podem encarecer em até 20% a conta de luz. Algumas cidades ficam lotadas de visitantes e, por isso, há problemas de racionamento de água. A palavra de ordem é economizar: evite brincadeiras que impliquem em desperdício e não demore no chuveiro.

Nos seis dias de Carnaval em Salvador, na Bahia, um volume adicional de 1.500 toneladas de lixo é produzido, o que gera um alto custo de coleta para as prefeituras, pago com recursos públicos que poderiam ser investidos para maior segurança. Por mais que a frase "Jogue o lixo no lixo" já seja conhecida, muitas pessoas realmente não fazem isso e acabam por prejudicar o meio ambiente.
Fotos: Divulgação e kirsche222/stock.xchng

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O futuro começa agora


2008 foi um ano marcante na área ambiental. Alguns momentos foram tristes – calamidades, previsões desconfortáveis, biocombustíveis em xeque... Por outro lado, muitas iniciativas mostraram que ainda existe esperança e compromisso com o respeito à natureza: construções ecológicas, automóveis que poluem menos, avanços na legislação, tecnologia a serviço do verde. O ano foi marcado também pela crise econômica, dividindo as ações internacionais. Enquanto alguns governos exigiram um freio nas reduções de emissões, outros ampliaram ainda mais as suas metas.

Finalmente, 2009 chegou e, com ele, ansiosas perspectivas. O que podemos esperar para este ano? Apesar de não existirem “bolas de cristal”, vale lembrar a frase do cientista Alan Key: “A melhor maneira de predizer o futuro é inventá-lo”. Mais importante do que aguardar os próximos passos dos políticos, das empresas ou das organizações é começar a agir e se reinventar para ajudar o seu meio ambiente.

Reveja os seus hábitos e aproveite para incluir algumas “medidas verdes” nas suas resoluções de ano novo*. Leia, pergunte, discuta sobre o que é possível fazer. Que tal renovar o seu quintal plantando mais árvores, ou mesmo comprar algumas plantinhas para o seu apartamento? Fazer uma contribuição – não necessariamente financeira, podendo ser também pessoal, voluntária – para um grupo ambiental? Pensar melhor antes de comprar, dando preferência a produtos sustentáveis e comprando menos, reduzindo seu lixo? Encostar o carro mais vezes e ir ao serviço de carona, ônibus, metrô, bicicleta?

O importante é que este novo ano só valerá a pena se você contribuir para que isto possa acontecer. Nós, do Blog do Jogo Limpo, podemos ter grandes expectativas para o futuro com relação ao cenário internacional, aos novos acordos ou mesmo à conduta do novo presidente americano, mas estamos torcendo também para que cada visitante perceba o quanto a ação individual é importante. E aí? Você nos acompanha em 2009?

Um feliz e verde ano novo.

* Sugestões: o site The Daily Green publicou 15 passos simples que você pode seguir todos os dias do ano novo para se tornar mais verde (em inglês).

Ilustração: djayo/stock.xchng