quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lixo eletrônico: um desafio de todos


A questão do lixo é uma das mais preocupantes quando se fala em meio ambiente. O ritmo de consumo continua alto e, na mesma medida, a produção de resíduos. Em uma sociedade tão conectada e entusiasta de novas tecnologias, o lixo eletrônico chama a atenção: é altamente poluente, por ser composto de materiais tóxicos, e pode crescer ainda mais, visto que a vida útil dos equipamentos eletro-eletrônicos estão diminuindo:

De acordo com [o deputado estadual de São Paulo, Paulo Alexandre] Barbosa [PSDB], dados apontam que foram comercializados no Brasil cerca de 12 milhões de computadores somente em 2008, contra os 10 milhões no ano anterior. Ainda em 2007, os brasileiros compraram 1.912 milhão de laptops, o que representou um salto de 183% sobre as vendas de 2006. “Calcula-se que o mercado brasileiro possua 140 milhões de aparelhos celulares em operação. Isso sem contar a venda de televisores, que bate recordes sucessivos todos os anos. O problema é que o tempo atual de obsolescência desses equipamentos é de dois a quatro anos”, pondera. [1]

As políticas públicas sobre o assunto ainda não são totalmente eficientes e estão em fase de discussão e amadurecimento. Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto de lei que previa o recolhimento e reciclagem do lixo eletrônico. No entanto, o texto original foi modificado, o que levou à criação do "Manifesto Lixo Eletrônico":

Tramita em Brasilia, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL 203/91) que irá definir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sem qualquer consulta ou justificativa plausível, um "grupo de trabalho" alterou a redação do artigo 33, que regulamenta a logística reversa e a reciclagem, e retirou a menção aos produtos eletro-eletrônicos. Com essa alteração, o projeto de lei que deveria criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos passa a ignorar a existência do lixo eletônico, problema crescente e de alto custo sócio-ambiental.

Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa de pressionar os deputados e senadores para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos". [2]

Para saber mais:
[1] O que fazer com milhões de toneladas de lixo tecnológico? - texto de Gabriela Bittencourt no site Nós da Comunicação
[2] Manifesto Lixo Eletrônico - Petição online

Na foto: carregadores de celular, capturados pelo fotógrafo americano Chris Jordan.

3 comentário(s):

Dri Viaro disse...

Oi, vim conhecer seu blog e desejar bom fds
bjss

aguardo sua visita :)

Biosfera disse...

Sim o lixo realmente é um problema, como o texto aborda. Acredito que isso deve-se a grande banalização da reciclagem, onde as pessoas, dizem reciclar... Isso como se fosse lindo reciclar, que é uma questão emergencial. O que devemos é difundir a idéia da redução, diminuir o consumismo exagerado,pois assim, não haverá necessidade de reciclagem nem preocupação tamanha para os depósitos de lixos...

parabéns pelo blog e pelo texto

visite-nos


abração

Deia Comedy disse...

Olá! q bom estar abordando esse tema
faço faculdade de Radio e tv e vou alertar sobre o lixo eletrônico em sala pois percebo uma falta de informação e o crescente consumismo invadindo os jovens.. certamente abordar o assunto vai fazer alguns refletirem..
muito massa o blog parabéns!
e grata pelo material para a pesquisa.