
O gelo marinho do Pólo Norte pode derreter até setembro, de acordo com cientistas do Centro Nacional de Pesquisas da Neve e do Gelo em Boulder, Colorado. Segundo a CNN, existe 50% de chance de que o fino gelo do Ártico, que congelou no último outono, esteja completamente derretido na região até o verão no hemisfério norte, de acordo com o cientista Mark Serreze.
"Nós temos uma espécie de aposta informal correndo em nosso centro se "o Pólo Norte derreterá neste verão" e isso é possível, disse Serreze. Segundo o cientista, nas últimas décadas o gelo que cobre o mar Ártico se tornou cada vez mais fino enquanto as temperaturas globais se elevaram. Para Serreze, os padrões específicos do clima determinarão se a cobertura do Pólo Norte derreterão neste verão.
"Ano passado, tivemos a sorte de contar com um padrão perfeito do tempo para livrar a Passagem Noroeste", ligação entre o continente asiático e o americano, afirmou Serreze. "Neste verão, um padrão diferente pode preservar algum gelo por lá. Devemos esperar para ver o que acontece".
O cientista afirma que a breve falta do gelo na parte superior do globo não trará nenhuma conseqüência imediata. "Do ponto de vista da ciência, o Pólo Norte é apenas mais um ponto no globo, mas isso tem o seu significado simbólico". Para Serreze, supõe-se que exista gelo no extremo norte do planeta e o fato de não ter qualquer gelo até o fim do verão pode ser uma grande mudança simbólica.
Há alguns anos, cientistas previam verões sem gelo no mar do Ártico em 2080. Depois simulações de computador começaram a antecipar essa data, para um período entre 2030 e 2050. No verão de 2007, o gelo do mar do Ártico encolheu, atingindo seu nível mais baixo já registrado, passado de 7,8 milhões de quilômetros quadrados em 1980 para 4,2 milhões de quilômetros quadrados.
Fonte: Estadão Online via Ambiente Brasil
sábado, 28 de junho de 2008
Cientistas afirmam que Pólo Norte pode derreter até setembro
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Consumo é vilão ambiental, diz antropólogo

Para resolver o problema ambiental nº 1 do mundo, a receita do antropólogo Emilio Moran, 61, nascido em Cuba, mas morador dos Estados Unidos desde os 14 anos, chega a ser prosaica. "Temos que aprender a desligar a televisão. Ela é a principal ferramenta do consumismo", afirma o especialista em América Latina, que há mais 30 anos investiga o desenvolvimento humano da Amazônia brasileira.
Apesar de a entrevista ter sido feita em um hotel a meio quarteirão da rua Oscar Freire (o palco das grandes grifes mundiais em São Paulo fora dos shoppings) o entrevistado, com orgulho, comenta: "Esta calça que estou usando eu comprei há 25 anos."
"O maior problema ambiental do mundo é o consumismo. O mercado ensina egoísmo e o indivíduo cada vez mais está centrado em si mesmo", afirma. Parte do caminho para sair dessa cilada ambiental, Moran apresenta no livro "Nós e a Natureza" (Editora Senac), lançado anteontem no Brasil. "É um livro mais apaixonado. Experimentei a sensação de ir além dos escritos acadêmicos", diz.
Para reforçar seu ponto de vista, de que o modelo mundial é insustentável, Moran usa exemplos da classe média brasileira e da sociedade americana. Ambas ele conhece bem. No caso nacional, cita a história em que um filho de uma família de classe média do interior de São Paulo comentou com a mãe que eles eram pobres. O motivo era a ausência de uma televisão de plasma na sala, em comparação com a residência do vizinho.
Apesar de o quadro ambiental mundial ser dramático, o antropólogo afirma ser otimista e retrata isso em seu novo livro também. "Se não existir esperança, o melhor é pendurar as chuteiras e ir embora."
Para Moran, é o consumidor individual o único que tem poder de ação de fato. "As pessoas podem chegar e dizer "não". Elas podem não consumir mais porque aquilo vai endividá-las e criar pressões (ambientais)".
Além de ensinar os filhos a lerem com um olhar crítico os comerciais, todos deveriam olhar suas gavetas, seus armários, diz ele. "O importante é saber que não se está sozinho. Existem milhões de pessoas no mundo que já não aceitam esse modelo (de desenvolvimento) que nos levará ao colapso."
Leia a notícia completa (Fonte: Eduardo Geraque/Folha Online via Ambiente Brasil)
O livro "Nós e a Natureza" está à venda na Livraria Cultura.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Vídeo: Nossos mares, nosso oxigênio
Recebi este vídeo por e-mail, é um anúncio publicitário do Greenpeace. Todos os comerciais dessa ONG nos convidam para pausar e refletir sobre a íntima ligação do ser humano com a natureza - e nos dão um bom puxão de orelhas para revermos nossa atitude.
sábado, 21 de junho de 2008
Leis de emissões serão mais severas
Em 2009, os veículos comercializados têm que reduzir em 30% o óxido de nitrogênio
A partir de janeiro do ano que vem, normas mais rigorosas prometem fazer com que os carros novos vendidos no Brasil poluam menos que atualmente. Só que a chamada Fase 6 do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve –, o chamado P6, chega ao país com bastante atraso. Afinal, ela segue basicamente as normas Euro IV, que vigora na Europa desde 2006. Só que em setembro próximo os índices de lá avançam para a Euro V. Ou seja: por aqui se adotam padrões assim que eles perdem a validade por lá.
Não se pode negar, porém, que, mesmo com atraso, as novas diretrizes oferecem um ganho ambiental considerável. O P6 chegará em 2009 exigindo que os veículos comercializados no País despejem no ambiente, em média, 30% menos de óxido de nitrogênio e 80% menos de particulados. Para isso, as montadoras e fabricantes de motores tiveram de se mexer. Quase todos os automóveis de passeio já se adequaram às futuras normas. As alterações principais consistiram em aprimoramento dos sistemas de filtros de ar e de combustível, velas de ignição com maior potência, anéis mais eficientes para evitar contaminação do óleo lubrificante e trabalhos na pós-combustão, com novos catalisadores.
Combustível de baixa qualidade
A emissão de poluentes pelos veículos automotores tem muitos vilões. Um que ganha sempre destaque é o combustível de baixa qualidade. Nos anos 80, para cumprir as normas do Proconve, a gasolina teve o nível de chumbo reduzido a quase zero. Para a Fase 6, será é preciso reduzir o teor de enxofre do diesel. O nível hoje é de 500 ppm – partículas por milhão – nos grandes centros e de 2 mil ppm no interior, onde é vendido um diesel mais tosco, com maior teor de enxofre.
Leia a notícia completa (Fonte: Correio de Uberlândia)
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Evite que seu bife derrube a Amazônia!

Veja as respostas das três maiores redes de supermercados aos questionamentos do Idec e envie um cartão virual exigindo que seu bife não contribua para a destruição da Amazônia
O Idec enviou cartas para as três maiores redes varejistas do país, questionando sobre sua preocupação em relação à rastreabilidade da carne bovina vendida por elas: Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart. Buscamos informações sanitárias, ambientais e sociais da cadeia de produção da carne.
As respostas de todos eles foram, para o Idec, insuficientes. Em várias delas, as empresas afirmaram possuir cláusulas contratuais — “garantindo” que não há desmatamento ou trabalho escravo, por exemplo, nas propriedades que produzem a carne que comercializam — porém sem informar se fazem ou como fazem o controle para de fato garantir seu cumprimento.
Só o Grupo Pão de Açúcar detalhou a forma como faz esse controle — restrito a apenas 1% de toda a carne bovina comercializada pela empresa. Mas a iniciativa demonstra que é possível, sim, que os varejistas tenham grande controle sobre a forma como é produzida a carne bovina que o consumidor encontra na gôndola. E que ela deve ser louvada.
Mude o consumo para não mudar o clima
As principais fontes de emissão de gases do efeito estufa do Brasil são o desmatamento e as queimadas, que respondem por volta de 70% das emissões nacionais. O principal vetor de desmatamento é a expansão da fronteira agrícola, que por sua vez, empurra a pecuária para a derrubada de mata nativa. Dessa forma, a pecuária tem uma relação direta com o desmatamento e as queimadas, já que a atividade se concentra também em fazendas localizadas no chamado arco do desmatamento da Floresta Amazônica.
Clique aqui para entrar no site do IDEC e enviar um cartão virtual exigindo medidas efetivas das empresas.
Fonte, com a reportagem completa: site do IDEC
Recebi a dica por e-mail da Ana Carolina, do EMCANTAR.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Consumidores desconhecem legislação sobre transgênicos
Depois de um ano em tramitação, está na pauta de votação do Senado Federal projeto de Decreto Legislativo (nº 90/07), de autoria da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), suspendendo a legislação que obriga as empresas de alimentos que atuam no Brasil a informarem no rótulo de seus produtos se estes foram fabricados com mais de 1% de ingredientes oriundos de transgênicos, os organismos geneticamente modificados (OGM).
Em meio à discussão no Congresso sobre a necessidade da rotulagem, um dado tem sido consenso: a população desconhece tal legislação e, portanto, não tem podido opinar se a identificação dos transgênicos é ou não um direito dos consumidores.
O Decreto 4.680/03 e a Portaria 2.658/03 do Ministério da Justiça, que regem o assunto, estão em vigor desde 2004, entretanto, somente no final do ano passado as prateleiras dos supermercados brasileiros começaram a apresentar produtos rotulados com o símbolo dos transgênicos - um triângulo amarelo, com bordas pretas e uma letra T, também na cor preta, ao centro.
Para os grupos ambientalistas e agricultores contrários aos OGM, trata-se de descumprimento à lei. Já o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), que reúne pesquisadores e fabricantes de alimentos, garante que a falta de rótulos com o símbolo no mercado se deve ao fato de que no Brasil nenhum alimento foi produzido ultrapassando o limite de 1% de transgênicos previsto na legislação.
Leia a matéria completa (Fonte: A Tarde OnLine/AmbienteBrasil)