quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pequim inicia rodízio para reduzir poluição para a Olimpíada


Metade dos motoristas de Pequim deixaram seus carros em casa nesta segunda-feira (21) e utilizaram o transporte público. A mudança faz parte das novas restrições impostas pelo governo a fim de reduzir a poluição do ar da cidade para os jogos olímpicos.

A meta é reduzir diariamente, pela metade, a frota urbana de 3,3 milhões de carros. A estimativa do governo é que quatro milhões de pessoas a mais tenham usado o sistema público de transporte nessa segunda.

Os motoristas que forem pegos descumprindo a norma serão multados em U$ 14, valor considerável repressor pelos padrões chineses.

Para atender a demanda, a prefeitura está tentando reduzir os intervalos entre os trens do metrô de três para dois minutos.

A expectativa é que os primeiros efeitos comecem a surgir na atmosfera nas próximas semanas. Além do transito, o governo chinês também ordenou a paralisação de algumas construções e fechamento de fábricas a fim de reduzir o índice de partículas na atmosfera da capital chinesa.

Fonte: Folha Online via Ambiente Brasil
Imagem: Chris Shinn/Getty Images (foto ilustrativa)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Novo decreto prevê penas mais rígidas para quem comete crimes ambientais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará decreto nesta terça-feira para regulamentar a Lei de Crimes Ambientais, instituindo multas mais severas aos infratores. Foi dada atenção especial a pessoas ou empresas que tentarem impedir a fiscalização do poder público. O valor da multa para quem for condenado por esse motivo varia de R$ 500 a 100 mil.

A regra anterior permitia que a multa para quem obstruísse a fiscalização do governo fosse convertida em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente. Além disso, a punição prevista era específica para quem dificultasse ações do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) ou da Capitania dos Portos do Comando da Marinha. Agora, a sanção é para quem atrapalhar a fiscalização de qualquer órgão do poder público - como o Ibama e a Polícia Federal, que têm realizado operações regulares em áreas de floresta.

As penalidades anteriores foram fixadas por um decreto baixado em setembro de 1999. O governo decidiu editar um novo decreto para endurecer as sanções e simplificar o sistema de recursos disponível aos autuados.

Fonte: O Globo Online

sábado, 19 de julho de 2008

Carros menos poluentes


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou na quarta-feira (16) a adoção de um selo de eficiência para automóveis. A partir de outubro, os carros zero quilômetro terão um selo que indica o nível de emissão de CO2 na atmosfera. "Na medida em que o consumidor começa a ter conhecimento e pressionar para que os veículos poluam menos, as montadoras vão dar respostas mais eficientes", explica Suzana Kahn, secretária de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente.

No cenário mundial, a indústria automobilística está se esforçando para se tornar mais sustentável e competitiva. A fabricante italiana de carros esportivos Ferrari quer reduzir em 40%, em 2012, a emissão de CO2 de seus produtos. Atualmente, trabalha no desenvolvimento de carros híbridos.

"Trabalhamos atualmente no desenvolvimento de um Ferrari que utilizará fontes de energia alternativas e que estará baseado no que fazemos atualmente na Fórmula 1, com nosso sistema de recuperação de energia", assinala Luca Cordero di Montezemolo, presidente da Fiat, proprietária da Ferrari.

Você também pode contribuir para diminuir a poluição, melhorando a qualidade do ar e evitando o aquecimento global:

  • Mantenha seu automóvel regulado. O motor, o catalisador e as velas de ignição merecem especial atenção.
  • Utilize combustíveis alternativos, como o álcool, o biodiesel ou o GNV (Gás Natural Veicular). Este último emite de 10% a 15% menos CO2.
  • Sempre que possível, ofereça carona, ou troque o carro pela bicicleta, pelo transporte coletivo ou por uma boa caminhada.

Fontes: Congresso em foco via Jornal da Mídia, Yahoo! via AmbienteBrasil, Instituto Akatu e Detran/RS.
Foto: Bob Scott/Getty Images

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Grandes desafios no Dia de Proteção às Florestas


Para contribuir com a blogagem coletiva do Faça a sua parte, selecionamos uma notícia a respeito da recente divulgação de dados sobre o desmatamento na Floresta Amazônica. A reportagem mostra que, apesar dos números desanimadores e da necessidade de se realizar um longo e árduo trabalho de mobilização e conscientização, sempre há esperança quando os setores público, privado e cidadão cumprem o seu papel.

Fechar o ano com redução no desmatamento da Floresta Amazônica é tarefa quase impossível, afirma o coordenador da campanha Amazônia, da ONG Greenpeace, Paulo Adario. "Não temos mais como reverter o processo", afirmou, em entrevista à Agência Estado. "Se o desmatamento parasse agora talvez ainda houvesse chance de o índice cair no ano, mas nada indica essa reversão."

Dados de maio do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que 1.096 km² de floresta sofreram corte raso (derrubada) ou degradação (queimadas, por exemplo) no mês, uma área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. O dado representa uma diminuição de 2,4% (ou 27 km²) em relação a abril (1.123 km²). Em maio do ano passado, foram derrubados ou devastados 1.222 km² de Amazônia. No mesmo período de 2006, 5.017 km².

Adario atribui o aumento do desmatamento à alta global nos preços das commodities - produtos primários padronizados e negociados internacionalmente. Quanto mais valorizados ficam produtos como soja e carne (que são commodities), mais se expande a área de produção rumo à floresta, acredita o especialista. Para ele, o governo não deu a devida atenção aos alertas dos últimos dados do Deter. "Não é surpresa que o desmatamento volte a crescer. O governo não criou proteção suficiente para a floresta e a fronteira agrícola brasileira se expande cada vez mais rumo à Amazônia."

O pesquisador do Instituto Socioambiental (ISA), Arnaldo Carneiro Filho, também relaciona o aumento do desmatamento com a alta nos preços das commodities, porém acredita que o próprio mercado pode colaborar para reverter a devastação. "Existe uma pressão crescente do mercado e da sociedade civil por produtos de origem correta, sem exploração da floresta." Ele cita um acordo firmado entre o governo e produtores de soja para que não exportem produtos produzidos com devastação da mata. O Ministério do Meio Ambiente pretende estender o acordo às cadeias produtivas de carne e madeira. "Essa é uma das boas medidas para consertar a situação."

Carneiro Filho acredita que o controle das cadeias pode ajudar a reverter o desmatamento pois 75% das áreas desmatadas são de pecuaristas. "Se o governo conseguir otimizar o uso dessas terras, vai diminuir a pressão sobre as florestas primárias da Amazônia." Para ele, "ainda é cedo" para dizer se os dados do Deter indicam melhora ou piora no quadro de desmatamento. "Estamos em uma rota ligeiramente descendente", diz, sem arriscar um palpite de como ficará o índice ao final do ano. "Mas uma coisa é certa, esse (dado de maio) não é um número para se orgulhar."

Fonte: Carolina Freitas/Estadão Online via AmbienteBrasil

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Vídeo: Combate à polução em Pequim

ATUALIZANDO: confira também o artigo exclusivo sobre este assunto! (09/08/08)


Falta apenas um mês para os Jogos Olímpicos de Pequim. Tudo está pronto para sediar o maior evento esportivo do mundo, mas os organizadores estão preocupados com a poluição do ar. Será que isso poderia estragar a festa?



Fonte: AFP / MSN Vídeo

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Bento XVI e o meio ambiente


O papa Bento 16 afirmou neste domingo (13) em sua viagem a Sydney que tratará da questão do meio ambiente durante a Jornada Mundial da Juventude, motivo de sua visita à Austrália.

Bento 16 disse que "não entrará em questões técnicas, porque isso deve ser feito por políticos e especialistas", mas afirmou que tentará "despertar as consciências" sobre o meio ambiente.

O pontífice afirmou que quer dar "os impulsos essenciais" para que as pessoas tenham uma consciência capaz de "responder ao grande desafio de redistribuir a terra e de encontrar uma ética para criar novos estilos de vida que gerem soluções positivas". *

O papa verde

Segundo a revista Newsweek, o papa abraçou o ambientalismo e está usando os ensinamentos da Igreja para persuadir os católicos a cuidar do planeta Terra. Em março, a Igreja anunciou que a poluição ambiental é um pecado social. Bento 16 acredita que um estilo de vida mais sustentável irá ajudar a proteger as comunidades mais pobres do mundo.

Ainda segundo a revista, o Vaticano é o único país que realmente pode reivindicar o fato de ser carbono-neutro: toda a emissão de gases causadores do Efeito Estufa pelo papa é neutralizada por meio do uso de energias renováveis e de créditos de carbono.

Bento 16 não é o primeiro papa que se manifestou sobre o problema da degradação ambiental. Seu antecessor, o papa João Paulo II, uma vez descreveu a preocupação ambiental como uma "questão moral" e pontuou já em 1990 que as pessoas têm "uma séria responsabilidade de preservar a ordem [da Terra] para o bem das futuras gerações".

* Fonte da notícia: Folha Online