quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Catadores recolhem óleo usado e ajudam a despoluir meio ambiente

Rio de Janeiro - Uma iniciativa simples pode se mostrar ecologicamente correta e, ao mesmo tempo, gerar renda para quem a executa. Foi com esse pensamento que um grupo de catadores do Rio de Janeiro resolveu criar em 2005 a cooperativa Disque Óleo Vegetal.

Eles começaram recolhendo óleo e gordura de todo tipo, utilizado em frituras por bares, restaurantes e residências e agora já expandiram a coleta para igrejas, colégios e redes de supermercado, como a Rede Economia.

O produto coletado é vendido para empresas de reciclagem de materiais, para fabricação de sabão e biodiesel. Entre essas empresas estão a Fábrica de Sabão Neutral e a empresa Comanche, que atuam em São Paulo e na Bahia, respectivamente.

O serviço de coleta é 100% gratuito e, em alguns casos, quando a quantidade de óleo supera 300 litros - que é o caso do recolhimento em bares e restaurantes - o doador pode receber R$ 0,30 por litro de óleo recolhido ou trocar por produtos de limpeza. “Quem doa o óleo também é beneficiado”, disse o criador da cooperativa.

O gerente do Disque Óleo Vegetal revelou que o projeto nasceu "pensando" na melhoria do planeta. "É uma pequena contribuição que a gente está dando, mas que não deixa de ser importante". Outra forma de contribuição, segundo Caio, é promover a geração de renda. "Já que os catadores que trabalham dentro do galpão, fazendo a reciclagem do óleo, estão obtendo renda através dessa coleta”.

Visite o site da empresa: http://www.disqueoleo.com.br/

Leia a matéria completa: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/28/materia.2008-01-28.6430310190/view
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Folia e defesa do meio ambiente no carnaval de Curuçá

"Carnaval é em Curuçá". Afirmação como essa é a marca da folia nesta cidade do nordeste paraense, distante 130 quilômetros da capital do Estado, onde a originalidade é a principal característica da época carnavalesca, com destaque para o bloco “Pretinhos do Mangue”. O corredor da folia, na avenida 7 de Setembro, ficou lotado ao longo de seus dois quilômetros, por onde desfilaram desde o início do carnaval mais de 20 blocos.

Com 19 anos de história, o “Pretinhos do Mangue” é um bloco democrático, sempre aberto a novos brincantes. Basta disposição para cobrir o corpo com a lama do mangue. Tem gente que torce o nariz, mas além de a lama não fazer mal à pele, os “Pretinhos” (o verdadeiro bloco de sujos) também ressaltam a importância da preservação do mangue e do combate à devastação, que ameaça o meio ambiente e a sobrevivência de muitas famílias.

Os curuçaenses desfilam conscientes da necessidade de conservação do mangue e dos caranguejos, uma das principais fontes de geração de renda para famílias locais. Segundo eles, a ameaça de extinção vem dos catadores do crustáceo de cidades vizinhas, que estariam matando até a fêmea, chamada “condessa”. O catador de Curuçá garante que não captura a fêmea. Cada uma gera até 30 mil filhotes, de acordo com o coordenador do bloco, Edmilson Campos, conhecido por “Cafa”.

O catador de crustáceo Eldonor Leal, 50 anos, informou que o catador de fora pode tirar, por dia, até 5 mil caranguejos do manguezal de Curuçá. Entre os catadores locais está Benedita Campos Furtado, 62 anos e 13 filhos, que durante o carnaval cobre o corpo com a lama do mangue, de onde ela e o marido retiram o sustento da numerosa família.

Leia a notícia completa: http://www.pa.gov.br/noticias/materia.asp?id_ver=21842
Fonte: Agência Pará

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

As aulas estão de volta. O Projeto Jogo Limpo também!


Através de acordo firmado com a Prefeitura de Uberlândia, representada pelo prefeito Odelmo Leão, o Projeto Jogo Limpo será implantado a partir de março em todas as escolas municipais que atendem a 3ª e a 4ª série. 12 mil alunos serão diretamente beneficiados e outros 50 mil serão atendidos através de subprojetos.

Professores e estudantes terão acesso gratuito a diversos materiais que valorizam a ludicidade, através do uso da imagem da Turma dos 5 Jovens, e a integração da Educação Socioambiental às demais disciplinas por meio de um eixo temático. Apenas em relação aos livros paradidáticos, serão disponibilizadas gratuitamente 48 mil cópias. Veja a relação completa no site do Projeto.

www.opa.org.br/jogolimpo

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Carnaval consciente: dicas que fazem bem ao bolso e ao meio ambiente

Carnaval é tempo de folia e diversão, mas os consumidores não podem se render ao consumo exagerado. No feriado, muitas pessoas pensam em viajar e participar de festas, o que requer mais gastos com combustível, eletricidade e água. Com isso, quem pode sair prejudicado, além do meio ambiente, é o seu orçamento, principalmente porque os preços estão subindo. Para se ter uma idéia, em quatro anos, os valores dos artigos carnavalescos cresceram 25,05%.

Imagine sair de casa e esquecer uma luz acesa ou uma torneira aberta. Aproveitar a data comemorativa não deve ser sinônimo de deixar resíduos no meio ambiente e, muito menos, sustos para as suas finanças no final do mês. Para evitar esse tipo de situação, o Instituto Akatu se encarregou de formular dicas para que o brasileiro curta o que há de melhor da festa, mas pensando na sustentabilidade e nas finanças.

Práticas que geram economia
Se for viajar ou passear, escolha um meio de transporte com menor consumo de combustível fóssil, principal responsável pelo aquecimento global. Prefira o carro ao avião, o ônibus ao carro e, se tiver a possibilidade, aproveite os dias de descanso para andar de bicicleta ou a pé. Com o combustível cada vez mais caro, o melhor é encontrar alternativas. Para se ter uma idéia, o álcool encareceu 36,64% em quatro anos.

Antes de viajar, não deixe os aparelhos na tomada, já que, mesmo em stand by, eles consomem energia elétrica e podem encarecer em até 20% a conta de luz. Algumas cidades ficam lotadas de visitantes e, por isso, há problemas de racionamento de água. A palavra de ordem é economizar: evite brincadeiras que impliquem em desperdício e não demore no chuveiro.

Pense no meio ambiente
Nos seis dias de Carnaval em Salvador, na Bahia, um volume adicional de 1.500 toneladas de lixo é produzido, o que gera um alto custo de coleta para as prefeituras, pago com recursos públicos que poderiam ser investidos para maior segurança. Por mais que a frase "Jogue o lixo no lixo" já seja conhecida, muitas pessoas realmente não fazem isso e acabam por prejudicar o meio ambiente.

Fonte: Administradores (http://www.administradores.com.br/noticias/carnaval_consciente_dicas_que_fazem_bem_ao_bolso_e_ao_meio_ambiente/13977/)

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Airbus é primeiro avião comercial a voar com combustível alternativo

Um avião Airbus A380 tornou-se nesta sexta-feira (1º) o primeiro jato comercial a utilizar combustível alternativo. Segundo a empresa, o avião não precisou de modificações para empregar a tecnologia GTL (gas-to-liquids, conversão química de gás em líquido). O produto foi desenvolvido para ser misturado ao combustível normal.

A expectativa da empresa é que o jato, afetado por atrasos de produção, torne-se o centro de seus esforços para projetar a próxima geração de combustíveis limpos. A indústria da aviação está sob pressão para que reduza suas emissões de poluentes.

Como é feito de gás natural - de origem fóssil -, o GTL não pode ser considerado um biocombustível, que é feito de fontes renováveis. Sebastien Remy, diretor do programa de combustível alternativo da Airbus, afirma também que o GTL utilizado hoje não emite menos CO2 (dióxido de carbono) que o combustível convencional. Mas produz menos enxofre.

Entretanto, para Remy, esse é apenas o primeiro passo rumo ao desenvolvimento do BTL (biomass-to-liquid), que pode utilizar de madeira até grãos.

Leia a notícia completa: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=36198
Fonte: Folha Online / AmbienteBrasil

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Colunista britânico defende 'Plano Marshall' para salvar a Amazônia

Os países ricos deveriam criar um fundo nos moldes do Plano Marshall para ajudar a preservar as florestas tropicais do mundo, segundo o colunista Johann Hari publicada nesta quinta-feira (31) pelo diário britânico The Independent.

Para Hari, o desmatamento das florestas tropicais - e da Amazônia, em particular - está sendo causado pelas necessidades de consumo dos países ricos.

Ele diz que seria "reconfortante" jogar a culpa pela falta de competência na proteção das florestas sobre os ombros dos países que as administram, mas que, na verdade, os culpados seriam os consumidores nos países ricos.

Bélgica queimada - Segundo o colunista, o aumento do desmatamento da Amazônia, "principal notícia do ano", passou "despercebida" pelos noticiários britânicos.

Mas ele lembra que uma área do tamanho da Bélgica, que levou milhares de anos para evoluir, foi destruída apenas no ano passado. "Cerca de 20% da floresta já foram para o lixo e outros 40% devem ser destruídos ainda durante a minha vida. Isso está acontecendo com todas as florestas tropicais do mundo."

O colunista vai mais longe e afirma que o governo britânico está ajudando na destruição da floresta Amazônica por ser "um dos principais financiadores do Banco Mundial".

Leia a matéria completa: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=36164
Fonte: Estadão Online / AmbienteBrasil