Em sua 139ª viagem ao exterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de receber em seu passaporte o carimbo com a imagem de um pingüim, que marca a passagem dos visitantes pela Antártida. Em companhia da primeira-dama, Marisa Letícia, e do filho mais velho, Fábio Luiz, o Lulinha, o presidente visitou no domingo (17), a base brasileira Comandante Ferraz, na Antártida.
Emocionado, com olhos marejados, Lula passou pouco mais de duas horas na instalação militar. "Isso é inimaginável", declarou Lula, acrescentando que "já se considerava antártico". No almoço na estação militar-científica, onde comeu salada de bacalhau crocante e medalhão ao alho guarnecido com legumes salteados no azeite e arroz com brócolis, Lula prometeu mais recursos para o desenvolvimento de projetos e a ampliação da presença brasileira na região.
"A gente não pode ter os olhos gordos de ficar pensando apenas na questão financeira. Temos de pensar na melhoria da qualidade de vida das pessoas, na questão do clima, na preservação da Antártida e no que podemos contribuir com a humanidade", disse o presidente, em entrevista aos jornalistas, após descerrar a placa de 25 anos da primeira expedição Brasileira para a Antártida.
"Nós vamos ter de ampliar a nossa presença aqui, com mais investimentos, mais navios laboratórios, além de melhorar qualidade da base e trazer mais pesquisadores", declarou Lula, que após o almoço passeou pela área externa da base brasileira. Lula desembarcou com roupas especiais próprias para o frio de menos um grau - mas sensação térmica provocada pelo vento de menos sete graus.
Fonte: Estadão Online / AmbienteBrasil
Nota: o Blog não foi atualizado nos últimos dias por motivos técnicos. Pedimos desculpas aos visitantes, informamos que já estamos de volta e agradecemos a compreensão.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Lula se emociona na Antártida e diz que região é 'inimaginável'
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Ciro Gomes e d. Cappio travam guerra verbal sobre transposição
O que era para ser um debate no plenário do Senado sobre a transposição do Rio São Francisco, com a presença de ministros, parlamentares, cientistas, representantes da Igreja Católica e os atores Osmar Prado, Carlos Vereza e Letícia Sabatella, virou uma guerra verbal entre o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e d. Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra (BA). D. Cappio chamou o projeto de "propaganda enganosa" e de ser mais um exemplo em que "o pobre vai colocar a mesa para o rico", referindo-se à idéia de que a população pobre pagará a conta da água do São Francisco que será posta a serviço da "agricultura irrigada, criação de camarão e usos industriais". Ciro reagiu e acusou-o se comportar como se tivesse o "monopólio da boa fé".
Para o deputado do PSB do CE, d. Cappio integra uma espécie de rede de "falsa denunciação", que distorce os objetivos da proposta de transposição. A falsa denunciação acusa o governo, segundo Ciro, de mover-se pelo interesse "subalterno, clandestino, não confessado e safado de atender ao grande negócio e às empreiteiras e coisas que tal".
Irritado com a postura do bispo de Barra, que por duas vezes fez greve de fome em protesto contra a tentativa de transposição da bacia, Ciro disse que não admite que ele se considere "intérprete superior do valor moral e ponha, por exemplo, o modesto militante de 30 anos na vida publica" como alguém que se movimenta numa oposição antagônica por interesses subalternos. "Eu não sou movido por interesses subalternos. Eu estou aqui, equivocadamente ou não, movido pelo mais superior interesse público", discursou.
Exaltado, cobrou atitude de d. Cappio. "Eu não falo por Deus. Eu falo pelo mundanismo dos pecadores, como sou um deles. Olhe para mim, d. Cappio (que olha)." O bispo, que falou antes do deputado do PSB, não se dirigiu, diretamente, a ele uma única vez. Mas não poupou críticas à administração federal e à obra. Destacando que falava em nome do "povo do rio São Francisco", "nações indígenas, quilombolas, brasileiros e brasileiras que se preocupam com a vida", d. Cappio chamou o projeto de transposição do Rio São Francisco de "propaganda enganosa" e disse que a proposta viola os direitos das populações tradicionais, como os 34 povos indígenas, as 156 comunidades quilombolas e os sem número de populações ribeirinhas da região.
Diálogo - "Um projeto dessa magnitude exige diálogo com a sociedade e o governo nunca dialogou com a sociedade", atacou. Para o bispo, o Poder Executivo tem por hábito classificar de "egoístas, mentirosos, desinformados e opositores políticos" os que discordam da proposta. Nenhum posicionamento contrário, disse, é respeitado.
Fonte: Estadão Online / AmbienteBrasil
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Não há biocombustível sustentável, diz colunista do 'Guardian'
"Não há biocombustível sustentável, a não ser óleo de cozinha usado", afirma o colunista George Monbiot em artigo publicado no diário britânico The Guardian, nesta terça-feira (12).
Segundo o colunista, os governos, que "não dão ouvidos nem aos geólogos, nem aos ambientalistas", dificilmente poderão "ignorar os capitalistas", citando um relatório publicado pelo Citibank na semana passada, que afirma que será difícil aumentar a produção de petróleo, particularmente a partir de 2012.
Segundo Monbiot, o governo britânico não parece ter nenhum "plano B" para lidar com a falta de combustível, ao contrário da Comissão Européia, que teria um plano "desastroso".
Monbiot diz que a própria Comissão Européia já impôs regras afirmando que eles não deverão ser produzidos a partir da destruição de florestas ou outros habitats, já que isso poderia aumentar ainda mais a emissão de gás carbônico.
"Parece bom, mas há três problemas. Se os biocombustíveis não puderem ser produzidos em habitats virgens, eles precisam ser confinados às terras cultivadas já existentes, o que significa que toda vez que enchermos o tanque do carro, estaremos tirando comida da boca de outras pessoas.
"Isso, por sua vez, aumenta o preço dos alimentos, o que encoraja os fazendeiros a destruir habitats virgens para plantar."
Segundo o autor, o terceiro problema é o "custo de carbono" - extremamente alto - da produção de biocombustíveis, descrito recentemente em dois novos relatórios.
Leia a matéria completa (Fonte: AmbienteBrasil)
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Nós, inquilinos da Terra
São notáveis os crescentes esforços dos mais diversos grupos, organizações e comunidades se direcionando para a causa ambiental. Relatórios científicos, reportagens, campanhas de conscientização e até mesmo novas linhas de mercadorias falam em sociedade sustentável, ou seja, mais harmônica com a natureza. O que causou esse novo comportamento?
No campo econômico, a empreitada para se tornar “verde” segue um novo padrão de valores dos consumidores. As empresas estão investindo em inovações – tais como uso inteligente da energia, manejo sustentável de matérias-primas e neutralização de carbono – para conquistar a confiança do cliente. O uso racional dos recursos naturais também pode diminuir custos, aumentando os lucros. Nesse campo, em resumo, a nova postura é geralmente fruto de uma necessidade do mercado.
E no campo sócio-político? Iniciativas individuais, de ONGs e de governos se multiplicam, buscando a conservação de biomas intactos, recuperação de ecossistemas degradados e conscientização em massa, para bloquear e reverter o processo de exploração desenfreada do ambiente. Como explicar essa mudança de mentalidades e de posturas?
A explicação se dá a partir de previsões criadas nas últimas décadas, que amadureceram e se desenvolveram a partir de estudos sobre as conseqüências da ação humana no meio ambiente e receberam a chancela da maior parte da comunidade acadêmica e da população de modo geral. Porém, ao analisá-las, o que visualizamos? Imagens da Terra sendo destruída, onde a atual geração tem o heróico papel de salvar o planeta das ameaças provocadas pela geração anterior?
Leia a continuação!
Por Felipe Saldanha, estudante e sócio-voluntário da OPA, para o Blog do Jogo Limpo
Artigo exclusivo - comemoração dos primeiros 1000 acessos
Foto: NASA
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Governo pode anistiar desmatador e reduzir área de preservação
Para tentar reduzir e compensar o desmatamento na Amazônia Legal, o governo planeja dar uma anistia a quem derrubou ilegalmente a floresta.
Pela medida em estudo nos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, empresas e agricultores poderão manter 50% das fazendas desmatadas, voltar à legalidade e ter direito ao crédito agrícola oficial se aceitarem recuperar e repor a floresta dos outros 50% das propriedades. Feitas as contas, se a decisão for adotada, o governo vai legalizar em torno de 220 mil quilômetros quadrados de Amazônia desmatada ilegalmente, uma área correspondente à soma dos Estados do Paraná e Sergipe.
“O dano ambiental já ocorreu, a área já está desmatada. Esse é o fato. Permitir que a recuperação nas áreas de uso intensivo seja de 50% é uma forma de diminuir a pressão por novos desmatamentos”, disse ao Estado o secretário-executivo do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, um dos defensores da idéia.
Embora a medida funcione como uma anistia, o secretário não aceita essa definição. Para ele, trata-se de uma medida excepcional, destinada a resolver um problema urgente.
A medida será válida, apenas, para quem derrubou a mata até setembro de 1996, quando foi editada a medida provisória, no governo Fernando Henrique, estabelecendo que a reserva legal era de 80%.
Leia as notícias completas:
Governo vai anistiar desmatador e reduzir área de preservação
Em entrevista, Marina Silva descarta anistia para desmatadores
Fonte: O Estado de S. Paulo
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Duas notícias: a sujeira do Carnaval e o encontro na Índia
Carnaval gera toneladas de lixo em São Paulo e Salvador
Vinte e quatro toneladas de lixo foram recolhidas do Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte, até esta quarta-feira (6). Segundo a SPTuris, que administra o Anhembi, do total recolhido, 13 toneladas são de lixo orgânico e 11 toneladas de material reciclável. Duas cooperativas de catadores de material reciclável esperam reaproveitar o lixo.
Já em Salvador foram coletadas mais de 836 toneladas de lixo, produzidas nos quatro primeiros dias de Carnaval na cidade baiana. De acordo com a Jovem Pan, no mesmo período em 2005 foram retiradas das vias dos circuitos mais de 1,5 mil tonelada de lixo. Os dados parciais fornecidos pela Limpurb revelam também um aumento significativo no número de catadores de latinhas na região.
As informações são da Globo.com, Agência Brasil e Terra.
Índia dá início a cúpula sobre desenvolvimento sustentável
O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, inaugurou nesta quinta-feira (7) a Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável de Nova Délhi. Trata-se do primeiro grande encontro internacional sobre o assunto desde a Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Mudança Climática, realizada em Bali, na Indonésia, em dezembro.
O encontro, realizado anualmente, servirá para que os representantes políticos discutam os riscos das emissões de poluentes, o aumento do nível do mar e os efeitos da mudança climática.
Durante a Conferência de Bali, os países chegaram a um consenso que abre caminho para negociar um novo acordo sobre mudança climática, mais ambicioso, para o período pós-Kyoto.
Com uma duração de três dias, a conferência é organizada pelo Instituto de Energia e Recursos, dirigido por Rajendra Pachauri, que também lidera o IPCC (Painel Intergovernamental para a Mudança Climática).
"A mudança climática ocorre porque o mundo não segue um desenvolvimento sustentável. Necessitamos de uma política mundial", disse Pachauri, na inauguração do evento.
Fonte: Folha Online / AmbienteBrasil
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