segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Um passarinho me contou... #4
Confira os principais links que passaram pelo @JogoLimpo nas últimas semanas. *
...que 2010 foi o ano mais quente já registrado.
O anúncio foi feito pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, confirmando “uma tendência significativa de aquecimento da Terra a longo prazo”, segundo a entidade. Ainda de acordo com a OMM, o ano foi marcado pelo “prosseguimento do degelo da calota polar ártica” e por fenômenos climáticos extremos, que tendem a aumentar. Da AFP via EXAME.com.
...que até 2014 a coleta seletiva estará implantada em todo o Brasil.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro, proíbe lixões em céu aberto e, a partir de 2014, o depósito em aterros sanitários de materiais que possam ser reciclados ou reaproveitados. Para se adequar à nova legislação, os municípios terão que criar leis para a implantação da coleta seletiva. A PNRS regula ainda a logística reversa (ações que viabilizam a coleta dos resíduos pelo setor empresarial para reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente correta) e a participação dos catadores no processo. Do Ministério do Meio Ambiente.
...que as peles estão voltando às passarelas – e causando polêmica.
Na Fashion Business, evento que integra a temporada de moda do Rio do Janeiro, três estilistas utilizaram peles verdadeiras em suas criações. Ambientalistas e consultores alegam que não há justificativa para o uso, uma vez que os animais são submetidos a maus tratos e o clima no Brasil é ameno, dispensando o uso de roupas tão quentes. Para a Peta, ONG internacional de proteção aos animais, peles sintéticas são mais leves, duráveis e práticas para cuidar. D’O Estado de S. Paulo.
...que as lâmpadas incandescentes devem sair do mercado até 2016.
Uma portaria interministerial publicada no Diário Oficial da União prevê que lâmpadas incandescentes de uso geral sejam progressivamente banidas do mercado. Estima-se que elas sejam responsáveis, hoje, por cerca de 80% da iluminação residencial no Brasil. Segundo técnicos do governo, tecnologias como as lâmpadas fluorescentes podem fornecer quantidade maior de luz gastando muito menos energia que as incandescentes. Do Inovação Tecnológica.
...que 30% das fontes de água no país têm qualidade ruim ou péssima.
Em 2010, a SOS Mata Atlântica analisou amostras de água de 12 estados e no Distrito Federal e constatou que nenhuma foi considerada boa ou ótima. O estudo usou parâmetros do Ministério do Meio Ambiente e revelou que 70% das coletas apontaram a qualidade da água como regular, 25% como ruim e 5% como péssima. “A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente”, diz o geógrafo do projeto, Vinicius Madazio. Do G1.
Foto: a coruja-buraqueira* (Athene cunicularia), da ordem dos Strigiformes, ocorre em quase todo o Brasil, exceto na Amazônia. Recebe esse nome por viver em buracos cavados no solo. Vive no mínimo nove anos em habitat selvagem. Alimenta-se principalmente de insetos, mas pode caçar pequenos roedores, répteis, anfíbios e até pássaros pequenos. Costuma viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos. (Créditos: Michelângelo Stamato. Fonte: WikiAves.)
* A seção “Um passarinho me contou...” reúne as notícias mais recentes sobre meio ambiente publicadas no @JogoLimpo e mostra informações sobre uma ave que vive no Cerrado – nem sempre um “passarinho” (ave pertencente à ordem dos Passeiriformes), para não haver muita limitação.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Pense nisso #69
A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.
”
E para continuar no clima, veja o link: Projeto Patas.
Leia mais: Pense nisso! Citações sobre meio ambiente e atitude
Foto: Lisa2324/stock.xchng.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O mico que é o bicho
De repente, ele virou uma celebridade. De tanto ser capturado pelas lentes dos participantes de um concurso fotográfico, alcançou o estrelato, abriu uma página no Twitter e passou a fazer comentários sobre tudo e todos. Seria igual a várias outras pessoas famosas, não fosse o fato de ele nem ser uma pessoa. Ele é o Mico Super Dourado.
Na verdade, essa “celebridade” foi inventada para a Fundação SOS Mata Atlântica pela agência de publicidade F/Nazca Saatchi & Saatchi (a mesma que criou a campanha Xixi no Banho, que, apesar da polêmica, foi agraciada com um Leão de Prata em Cannes, a premiação mais prestigiada da propaganda mundial). Segundo a agência, o Twitter @micodourado vai aproximar as pessoas da Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta, de uma forma leve e divertida.
O intuito da campanha é divulgar o concurso anual de fotografia da organização, que tem por objetivo fazer as pessoas enxergarem que podem viver em harmonia com a Mata Atlântica e que a conservação ambiental traz benefícios mesmo para os moradores dos grandes centros urbanos. A intenção é que os participantes percebam, ao fotografar a fauna e a flora deste bioma, que a mata faz parte do cotidiano, mas não é percebida por causa da rotina.
Para participar do concurso, é preciso enviar por correio ou levar pessoalmente à sede da entidade uma foto impressa de alguma região da Mata Atlântica, até o dia 4 de setembro. As 30 melhores fotos, selecionadas por um júri especializado, vão fazer parte do acervo da ONG e serão premiadas com kits de produtos da SOS Mata Atlântica, livros, câmeras e até R$ 5 mil em dinheiro. A inscrição é gratuita e o regulamento completo está disponível no hot site do concurso.
Apesar de engraçada, a campanha com o Mico Super Dourado chama a atenção para um sério problema: o delicado estado de conservação em que o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) se encontra. Para que saia da lista de espécies em perigo, é preciso que haja por volta de 2 mil indivíduos vivendo soltos, em uma área de 25 mil hectares de florestas, até 2025. As populações selvagens atuais – que estão confinadas a cerca de 20 fragmentos florestais, com uma área menor que 1.000 hectares – não chegam a 1.000 indivíduos.
Acesse o hot site do concurso.
Agradecimentos a Frederico Steinhoff, da F/Nazca, que nos avisou sobre o concurso e encaminhou dados sobre o mico-leão-dourado.
Com informações do livro Conservação do mico-leão-dourado.
Foto: Martyn @ Negaro/Flickr
segunda-feira, 28 de junho de 2010
O futuro das baleias está em perigo
Na última sexta-feira (25), a reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI), formada por países oponentes e defensores da caça de baleias, em Agadir, Marrocos, terminou sem acordo. Um “plano de paz”, documento que vinha sendo preparado há dois anos com propostas que agradassem os dois lados, foi engavetado e os participantes decidiram “esfriar” as negociações por um ano (a próxima reunião é só em setembro do ano que vem).
O intuito original era permitir o abate destes animais ao longo dos próximos dez anos, mas estabelecendo cotas de captura menores do que as praticadas hoje. A proposta era defendida pelos países latino-americanos, com o apoio da Austrália e de uma única nação europeia, Mônaco. Do lado das nações baleeiras, que incluem Islândia e Noruega, o principal representante é o Japão.
Os representantes japoneses concordaram em diminuir a cota de 935 baleias caçadas por ano hoje para duzentas em 2020, mas a oferta não foi aceita. Por outro lado, os participantes exigiam que o programa de pesca na Antártida fosse suspenso dentro de um prazo definido de tempo, com o que o Japão não concordou.
Um dos motivos pelos quais os ambientalistas temem a volta da captura das baleias é o fato de que as jubartes deixaram oficialmente o status de ameaçadas de extinção há dois anos. Para Patrick Ramage, chefe do programa de baleias do Fundo Internacional para o Bem-estar Animal (IFAW), “nesse período [de ‘esfriamento’ das negociações], os baleeiros estarão ocupados, caçando suas presas”, afirmou.
Turismo
Ao invés de caçá-las, os países baleeiros poderiam explorar o potencial turístico da observação de baleias (ou, na classificação da CBI, “exploração não letal de baleias”). O ministro australiano da Ecologia, Peter Garret, informou na reunião que mais de 13 milhões pessoas observaram os cetáceos em 119 países, gerando dois bilhões de dólares.
O centro de pescas da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, afirma que a atividade pode gerar 24 mil empregos no mundo. A CBI anunciou que será desenvolvido um plano estratégico sobre o desenvolvimento da observação, que avaliará e reduzirá os impactos sobre as baleias, além de ajudar os pequenos países a ter melhores condições para promover a atividade.
Veja também: Folha.com - Ouça o canto das baleias
Saúde
Um relatório divulgado na última quinta (24) por cientistas americanos mostra que cachalotes estão sendo contaminadas por metais tóxicos vindos de todas as partes do oceano, como cádmio, alumínio, cromo, chumbo, prata, mercúrio e titânio. A vida marinha, bem como a das pessoas que consomem frutos do mar, também está ameaçada. O estudo recolheu amostras de cerca de mil baleias durante cinco anos e foi conduzido pelo biólogo Roger Payne, presidente da organização Ocean Alliance.
A despeito dos riscos para a saúde, o comissário japonês na CBI, Joji Morishita, declarou (sob risos): “Os idosos do Japão são longevos e saudáveis. De longe, a população idosa do Japão é a que mais consome carne de baleia. Uma coisa pode muito bem estar ligada à outra”.
Permissão
Pela primeira vez desde 1986, um país foi autorizado a explorar a caça comercial das baleias jubarte, a Groenlândia. O país alega que a caça é essencial para a sobrevivência de seus povos indígenas. No entanto, há controvérsias. “Até onde sei, os groenlandeses dificilmente estão passando fome. Trata-se de uma população com alta renda per capita e com acesso a vastos recursos pesqueiros”, disse o representante de Mônaco na CBI.
Com informações de BBC Brasil via G1, Associated Press via Estadão, Folha.com [1, 2] e Yahoo! via AmbienteBrasil, O Estado de S. Paulo e Folha.com.
Foto: Reprodução
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Eles também querem ser verdes

Quem não acha lindo aquele cachorrinho no pet shop e tem vontade levar pra casa? E aquele peixinho todo colorido no aquário? O gatinho então, parece irresistível! Antes de levar um desses "amigos" para casa, lembre-se de algumas dicas:
1 - Como cada animal tem uma necessidade nutricional específica, a primeira coisa a fazer é consultar seu veterinário sobre as marcas e tipos mais adequados para o seu bicho. Pergunte sobre opções orgânicas, não-testadas em animais e sem transgênicos ou aditivos químicos.
2 - Na hora do banho, existem marcas de shampoos, condicionadores e sabonetes biodegradáveis disponíveis no mercado. Pesquise!
3 - A ideia de ter um simpático amigo igual ao do filme 'Procurando Nemo' em casa pode ser tentadora. Mas antes de correr para a loja e montar um aquário, saiba que essa indústria não só ameaça de extinção os peixes-palhaços e outras 1.500 espécies, como destrói o frágil ecossistema em que eles vivem - as barreiras de corais.
4 - Quem tem um gato em casa sabe que as areias convencionais são práticas: basta usar uma pá para remover os 'bolinhos' que se formam ao entrar em contato com os dejetos dos animais, completar a caixa com areia e pronto! Isso se você não se preocupar com o destino deste lixo: ele não pode ser jogado no vaso sanitário, pois entope os encanamentos, e geralmente vai parar no lixo doméstico comum. Felizmente, existem alternativas, que incluem granulados à base de vegetais. A boa notícia é que a maioria deles é reciclada e pode até ir para o vaso sanitário!
5 - Quando o cachorro está treinado para se aliviar em casa, a resposta é fácil: jogar no vaso sanitário e dar descarga! Mas e quando o cão só se alivia na rua? Lixeiras públicas cheias de saquinhos plásticos com cocô de cachorro acabam contaminando o resto do lixo. Sem falar que muitos donos de cães ainda utilizam sacolas plásticas para recolher os dejetos do chão.
Fonte: MSN Verde
Da colaboradora Paula Arantes
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Testes em animais: "de partir o coração"

"Você sabia que incontáveis camudongos, ratos e coelhos sofrem e morrem todos os anos em experimentos cruéis e sem propósito envolvendo testes de produtos? Eles morrem sozinhos e na dor sem nunca ter experimentado um carinho ou uma voz gentil. Testes em animais partem o coração."
É com essa mensagem que a PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) abre a home page da sua campanha, que visa juntar esforços por uma ação de impacto contra os testes de laboratório em animais. Neste link é possível ter acesso a uma lista de empresas que realizam tais testes.
Segundo o site, "a boa notícia é que você pode fazer a diferença simplesmente comprando produtos cruelty-free [livres de crueldade], como xampus, maquiagem, desodorante e muitos outros". Veja como identificar estes produtos nesta reportagem do G1 (leia trechos):
Os cosméticos são tão presentes no dia-a-dia das amigas Juliana Eliezer, de 30 anos, e Luciane Zardo, de 28 anos, quanto as três refeições diárias. Assim como as duas se preocupam com a qualidade da comida, elas passaram a ter um novo hábito ao comprar cosméticos: olhar o rótulo dos xampus e hidratantes para ver se o fabricante testa o seu produto nos animais. (...)Foto: PETA/Divulgação
“Se eu tenho a opção de um similar que não é testado em animais, fico com ele. A não ser que a diferença de preço seja exorbitante, algo que realmente eu não possa arcar sem prejudicar o meu orçamento”, afirma Juliana.
A amiga Luciane pensa do mesmo jeito. “Dou preferência, pois, se há produtos semelhantes, porque preferir um que é testado?”, diz a jovem. A dupla de São Paulo, que mantém o blog sobre cosméticos “Vende na Farmácia?”, deixa claro que não é tão rigorosas na escolha, apenas que isso “é só uma pequena atitude” diante das prateleiras.
sábado, 18 de outubro de 2008
Enquanto isso, na Europa...

Na França: Paris acaba de ser dominada por 1.600 pandas. Em uma ação organizada pelo WWF para alertar as pessoas sobre a destruição do meio ambiente, 1.600 pandas feitos de papel machê foram expostos em frente à Torre Eiffel. O número é igual à atual população mundial de pandas.*
No Reino Unido: o Governo de Londres pode se tornar um exemplo para o mundo, no que diz respeito ao compromisso com o meio ambiente. Em resposta às declarações da Itália e da Polônia de que a luta contra o aquecimento global poderia ser interrompida devido à crise econômica mundial, o ministro britânico da Energia e Mudança Climática, Ed Miliband, anunciou nova meta de corte de emissão de gases do efeito estufa. A meta agora é de 80%, mais ambiciosa que a meta anterior, de 60%.
O político trabalhista [Miliband] explicou, ao mesmo tempo, aos deputados que o agravamento das condições econômicas não podem ser desculpa para voltar atrás no compromisso de combater a mudança climática. (...)As informações são do G1 e do WWF (*) e do Estadão Online via Ambiente Brasil (**). Foto: WWF.
O ministro reconheceu que as últimas pesquisas científicas independentes indicam que a ameaça da mudança climática é maior do que se pensava antes.
Ao mesmo tempo, o político britânico insistiu em que os compromissos de redução dos gases do efeito estufa não devem vir só de Londres, mas do resto da Europa.**
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Propaganda criativa

Clique para ampliar.
Legenda: O desmatamento na China ameaça os pandas-gigantes.
(Para entender o anúncio, repare no canto inferior direito da imagem.)
Via Flickr de point2click.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Ativistas querem reconhecimento de chimpanzé como 'gente'
Ativistas pelos direitos de animais em Viena, na Áustria, estão levando um caso para a Corte Européia de Direitos Humanos, em Estrasburgo, na França, pedindo o reconhecimento do chimpanzé Matthew "Hiasl" Pan como "pessoa".
Hiasl vive em um abrigo para animais em Viena que está à beira da falência, mas um benfeitor ofereceu uma doação financeira com a condição de que o chimpanzé tivesse um guardião legal que decidisse sobre o dinheiro - levando em conta os interesses do animal.
De acordo com as leis austríacas, no entanto, apenas uma pessoa tem direito de ter um guardião legal, o que levou o abrigo a entrar com um processo de reconhecimento do status do chimpanzé como pessoa em 2006.
Segundo o abrigo, Hiasl foi "seqüestrado" aos dez meses de idade em Serra Leoa por traficantes de animais que pretendiam vendê-lo a um laboratório farmacêutico na Áustria, mas foi salvo no aeroporto, junto a outros 11 chimpanzés filhotes, já que seus captores não tinham os documentos necessários para sua entrada no país.
Os ativistas alegam que Hiasl cresceu em meio a humanos e socializa com humanos. Eles também alegam que os chimpanzés dividem 99,4% dos genes humanos e fazem parte da família biológica dos "homos", que poderiam ser considerados "pessoas". Eles temem que, se o abrigo for à falência, Hiasl seja vendido ou morto, por razões econômicas. Também afirmam que querem apenas o reconhecimento dos direitos básicos de Hiasl como pessoa, e que não pretendem buscar outros direitos, como o de voto, por exemplo.
Fonte: G1 via AmbienteBrasil. Leia mais.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Uso de animais vivos para ensinar divide professores
A reportagem abaixo foi retirada do site AmbienteBrasil. O tema é a polêmica gerada sobre a vivissecção ("qualquer operação feita em animal vivo com o objetivo de realizar estudo ou experimentação", segundo o Dicionáro Houaiss), que causa conflitos entre opositores e defensores da prática. Após ler a notícia, dê sua opinião na nossa enquete: Você é a favor do uso de animais vivos para pesquisas científicas e aulas práticas?O cão Jerry [foto] pode ser entubado, receber ressuscitação boca-focinho, tomar injeção e ganhar uma tala. Seu corpo também emite diversos tipos de som, da respiração e do coração, que podem ser ouvidos com a ajuda de um estetoscópio.
Mas esse cachorro não late, não abana o rabo nem sai pulando atrás do dono. Jerry é um manequim usado para substituir animais vivos em salas de aula e em treinamentos para futuros veterinários.
Ele veio ao Brasil na bagagem do inglês Nick Jukes, 41, coordenador da InterNiche (ONG que promove alternativas ao uso de animais na educação).
Tradição
Diferentes tipos de animais, como ratos, camundongos, coelhos e cachorros, são usados em aulas da área de biologia - para vivissecção - e no treinamento de futuros médicos e veterinários em cirurgias.
"As pessoas supõem que é bom aprender com animais vivos porque é a tradição. Mas pesquisas mostram que as alternativas são iguais ou até melhores para ensinar. Com os métodos substitutivos, você pode treinar repetidas vezes e, quando se sentir seguro, já pode praticar na clínica com pacientes reais", diz Nick Jukes.
Muitos professores, entretanto, acreditam que os métodos alternativos não suprem as necessidades de aprendizado.
O médico David Feder, professor da Faculdade de Medicina do ABC, considera que há limitações e teme que a formação do aluno fique aquém das necessidades da profissão.
"O ganho de experiência numa aula prática é maior porque você tem reações inesperadas e precisa interpretá-las", afirma.
Leia a matéria completa (Fonte: Afra Balazina / Folha de S.Paulo / AmbienteBrasil)
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Consulta pública para definir animais de estimação recebeu cerca de 10 mil e-mails
Quem acompanhou a 100ª postagem do blog soube do início desta consulta!
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encerrou ontem (domingo) a consulta pública sobre a lista prévia de espécies da fauna silvestre nativa que poderão ser criadas e comercializadas como animais de estimação. Desde o início da consulta, em 6 de março, o instituto recebeu aproximadamente 10 mil e-mails enviados por vários segmentos da sociedade.
“A análise da consulta pública vai ser feita baseada nos critérios do Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente]. Serão consideradas apenas as contribuições encaminhadas no sentido de justificar a inclusão ou exclusão de alguma espécie”, informou a coordenadora substituta de Gestão do Uso da Fauna do Ibama, Raquel Sabaine, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo os critérios estabelecidos pelo Conama, deve-se evitar a criação de espécies de animais silvestres que possam oferecer riscos significativos à saúde humana e à animal, ao equilíbrio das populações naturais e outros prejuízos de qualquer natureza.
De acordo com Raquel Sabaine, a lista definitiva das espécies que poderão ser criadas como animais de estimação deverá ser publicada em maio deste ano. Segundo ela, a consulta pública servirá de base para regulamentar as espécies que poderão ou não ser criadas.
A coordenadora lembrou que, atualmente, tanto a manutenção quanto a venda de animais silvestres sem permissão é crime ambiental. A pena pode ser de multa, que varia de R$ 500 a R$ 5 mil, dependendo da espécie do animal e da quantidade, ou de detenção de 6 meses a 2 anos.
Fonte: Agência Brasil / AmbienteBrasil
quinta-feira, 13 de março de 2008
Em debate: que animais silvestres podem ser comercializados?
ATUALIZANDO: a consulta chegou ao fim. Veja mais detalhes aqui. (10/04/08)
Esta é 100ª postagem no Blog. E o tema de hoje é especial.
A mobilização da sociedade em torno de uma causa é muito importante (além, é claro, da ação individual). O povo comprova a sua força através de manifestações, debates, plebiscitos... E agora, o Brasil tem uma chance de se pronunciar sobre uma decisão de impacto na conservação ambiental.
O Ibama disponibilizou no seu site uma consulta pública com a lista de "espécies da fauna silvestre que poderão ser criadas e comercializadas com a finalidade de animal de estimação". Comerciantes já alegam que o número de espécies liberadas - 51 de pássaros e 3 de répteis - é baixo, o que o próprio Ibama reconhece. Mas a medida é uma vitória para o combate ao tráfico de animais.
Clique aqui para ver a lista completa e assista abaixo a reportagem do Jornal Hoje sobre o assunto (transcrição aqui). Se você acha que a comercialização de alguma espécie da lista não deveria ser permitida, é só mandar um e-mail para fauna.sede@ibama.gov.br fundamentando sua opinião. O prazo final é dia 6 de abril.
Dica: aproveite também para conhecer um pouco mais sobre a realidade do tráfico no site da Renctas.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Vídeo: Garças ameaçam ecossistema de Fernando de Noronha
Se preferir, você também pode ler a reportagem transcrita no post anterior. Depois, aproveite para votar na enquete, ao lado, sobre o tema! Queremos a sua opinião!
Fonte: Jornal Hoje / Retirado do site http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM766769-7823-N-GARCAS+QUE+VIVEM+EM+FERNANDO+DE+NORONHA+SERAO+SACRIFICADAS,00.html
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Superpopulação de garças
(Depois de ler essa notícia, você pode dar sua opinião sobre o assunto, votando na enquete ao lado. Participe!)
Técnicos do Ministério da Agricultura e da Universidade Federal de Pernambuco decidem sacrificar parte das garças que vivem no Arquipélago de Fernando de Noronha. Segundo especialistas, a superpopulação das aves ameaça o ecossistema e põe em risco os vôos que chegam e saem da ilha.
As garças se concentram ao lado da pista do aeroporto. Bem pertinho, a 400 metros de onde decolam e pousam os aviões, fica a Unidade de Tratamento de Lixo da Ilha, local preferido de alimentação dessas aves.
As garças são aves migratórias. O problema é que elas se adaptaram tanto a Fernando de Noronha que viraram residentes. A população dessas aves tem crescido de forma assustadora: há 15 anos, foram observadas sete garças - em 2003, havia 400. Este ano, de acordo com o Ibama, a estimativa é de quase mil – uma população exagerada para o espaço físico do arquipélago e que pode pôr em risco a preservação do ecossistema.
O chefe do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, Marcos Aurélio, seguiu instruções do Ministério do Meio Ambiente para o controle da população de garças. “Elas estão se sobrepondo às espécies nativas, principalmente às aves marinhas, e se alimentam de ovos e filhotes dessas aves”, explica.
Leia a matéria completa: http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VJS0-3076-20071217-312955,00.html / Fonte: Jornal Hoje
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Polícia apreende mais de 60 pássaros da fauna silvestre em Minas
Mais de 60 pássaros da fauna silvestre foram apreendidos, hoje, no Alto Paranaíba e no Centro-Oeste. A Polícia de Meio Ambiente chegou até o criadouro clandestino por meio de denúncia anônima. Os pássaros estavam no terraço de um prédio no Centro de Divinópolis.
São 46 aves de oito espécies da fauna silvestre. Algumas estavam com a anilha, mas nenhuma era registrada no Ibama. Muitas estão machucadas como um canarinho que tem apenas uma perna. As aves serão analisadas por um biólogo e encaminhadas ao Ibama. O proprietário do apartamento é um aposentado de 57 anos. Ele foi multado em R$23.500.
E em Araxá foram apreendidos 17 canários da terra. As aves estavam em uma estrada na Zona Rural próximo a BR-262. O dono dos pássaros vai responder inquérito, se for condenado, pode pegar de seis meses a um ano de prisão. A multa é de R$ 500 por cada ave.
Dicas do Jogo Limpo:
» Conheça o site da RENCTAS, entidade que combate o tráfico de animais silvestres: http://www.renctas.org.br/
» Se você conhece algum cativeiro irregular de animais, faça sua denúncia anônima no endereço http://www.opa.org.br/denuncie.php
Fonte: http://megaminas.globo.com/mgtv/noticias.asp?varcPassos=ExibirNoticia&inteNoticiaID=16636&inteAreaCoberturaID=4



