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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Vídeo: Lixo Extraordinário



O filme "Lixo Extraordinário" foi anunciado nesta terça-feira (26) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas como um dos indicados à 83ª edição do Oscar, na categoria de melhor documentário. Veja a sinopse oficial:

Filmado ao longo de quase dois anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era "pintar" esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.


ATUALIZANDO (27 de janeiro) - Leia também a reportagem d'O Estado de S. Paulo: Do lixão para a noite de gala de Hollywood.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Um passarinho me contou... #4


Confira os principais links que passaram pelo @JogoLimpo nas últimas semanas. *


...que 2010 foi o ano mais quente já registrado.

O anúncio foi feito pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, confirmando “uma tendência significativa de aquecimento da Terra a longo prazo”, segundo a entidade. Ainda de acordo com a OMM, o ano foi marcado pelo “prosseguimento do degelo da calota polar ártica” e por fenômenos climáticos extremos, que tendem a aumentar. Da AFP via EXAME.com.


...que até 2014 a coleta seletiva estará implantada em todo o Brasil.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada em dezembro, proíbe lixões em céu aberto e, a partir de 2014, o depósito em aterros sanitários de materiais que possam ser reciclados ou reaproveitados. Para se adequar à nova legislação, os municípios terão que criar leis para a implantação da coleta seletiva. A PNRS regula ainda a logística reversa (ações que viabilizam a coleta dos resíduos pelo setor empresarial para reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente correta) e a participação dos catadores no processo. Do Ministério do Meio Ambiente.


...que as peles estão voltando às passarelas – e causando polêmica.

Na Fashion Business, evento que integra a temporada de moda do Rio do Janeiro, três estilistas utilizaram peles verdadeiras em suas criações. Ambientalistas e consultores alegam que não há justificativa para o uso, uma vez que os animais são submetidos a maus tratos e o clima no Brasil é ameno, dispensando o uso de roupas tão quentes. Para a Peta, ONG internacional de proteção aos animais, peles sintéticas são mais leves, duráveis e práticas para cuidar. D’O Estado de S. Paulo.


...que as lâmpadas incandescentes devem sair do mercado até 2016.

Uma portaria interministerial publicada no Diário Oficial da União prevê que lâmpadas incandescentes de uso geral sejam progressivamente banidas do mercado. Estima-se que elas sejam responsáveis, hoje, por cerca de 80% da iluminação residencial no Brasil. Segundo técnicos do governo, tecnologias como as lâmpadas fluorescentes podem fornecer quantidade maior de luz gastando muito menos energia que as incandescentes. Do Inovação Tecnológica.


...que 30% das fontes de água no país têm qualidade ruim ou péssima.

Em 2010, a SOS Mata Atlântica analisou amostras de água de 12 estados e no Distrito Federal e constatou que nenhuma foi considerada boa ou ótima. O estudo usou parâmetros do Ministério do Meio Ambiente e revelou que 70% das coletas apontaram a qualidade da água como regular, 25% como ruim e 5% como péssima. “A poluição está muito mais vinculada à emissão de efluentes domésticos que industriais, ultimamente”, diz o geógrafo do projeto, Vinicius Madazio. Do G1.


Foto: a coruja-buraqueira* (Athene cunicularia), da ordem dos Strigiformes, ocorre em quase todo o Brasil, exceto na Amazônia. Recebe esse nome por viver em buracos cavados no solo. Vive no mínimo nove anos em habitat selvagem. Alimenta-se principalmente de insetos, mas pode caçar pequenos roedores, répteis, anfíbios e até pássaros pequenos. Costuma viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, praias e aeroportos. (Créditos: Michelângelo Stamato. Fonte: WikiAves.)


* A seção “Um passarinho me contou...” reúne as notícias mais recentes sobre meio ambiente publicadas no @JogoLimpo e mostra informações sobre uma ave que vive no Cerrado – nem sempre um “passarinho” (ave pertencente à ordem dos Passeiriformes), para não haver muita limitação.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lixo zero: você conseguiria?



Quantos resíduos cada pessoa não produz ao longo de um dia? A embalagem do salgado, o copinho de café, o papel rabiscado, a latinha de refrigerante... Imagine se, por um único dia, você não produzisse lixo algum. Desafio difícil? Na Grã-Bretanha, uma família conseguiu atingir este objetivo, mas foi por um ano inteiro.

Ou quase: os Strauss produziram uma única sacola de lixo durante o ano de 2010. A experiência está relatada em um site, o My Zero Waste, que disponibiliza também várias dicas para as famílias que querem seguir o exemplo. Não é a primeira vez que eles cumprem um desafio desse tipo: em 2009, produziram apenas uma lata de lixo durante todo o ano (vídeo acima).

A história foi contada na reportagem da BBC Brasil:

O casal Richard e Rachelle Strauss e a filha Verona, de 9 anos, reciclam praticamente tudo, plantam grande parte da própria comida e transformam restos de alimento em adubo.

Além disso, eles compram produtos diretamente de produtores locais para evitar embalagens em excesso e quando vão ao açougue, por exemplo, eles levam os próprios recipientes.

Em 2009, eles conseguiram reduzir sua produção de lixo para apenas uma lata. Em 2010, os Strauss, que vivem em Longhope, no condado de Gloucestershire, decidiram aumentar o desafio e não produzir lixo nenhum.

"Estamos muito felizes com o resultado. Nós sabíamos que produção 'zero' de lixo seria impossível, mas se você não colocar as metas lá no alto, nunca vai saber o que pode alcançar", disse Rachelle Strauss.

A pequena sacola de lixo continha alguns brinquedos quebrados, lâminas de barbear, canetas e negativos fotográficos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vídeo: Reciclagem no Scriptease

O Victor Barão, do Scriptease.TV, produziu um vídeo curtinho sobre reciclagem para a Prefeitura de Uberlândia. Ele me chamou para fazer uma pontinha e aproveitou para divulgar o Projeto Jogo Limpo. Obrigado pelo convite e pelo apoio! E aí está o vídeo:

domingo, 28 de março de 2010

IPCC: a luta continua


Trecho do post As lições do IPCC, no blog Planeta & Clima, por Eric Camara, da BBC Brasil:
A poeira do "Climategate" ainda nem bem tinha baixado, quando surgiram novas acusações sobre a falta de rigor científico do IPCC, o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas - as previsões supostamente erradas iam do desaparecimento de geleiras do Himalaia à "descoberta" de que a Amazônia é mais resistente ao aquecimento global, passando por mais de metade da Holanda debaixo d'água.

No meio da tempestade, nesta quinta-feira [25 de março], a coordenação do IPCC anunciou a escolha dos 3 mil especialistas que serão responsáveis pela elaboração do 5º relatório do painel, que deve sair entre 2013 e 2015. É o início do processo que levará a um documento como o que foi publicado em 2007, com uma avaliação de toda a produção científica recente relevante à mudança climática.

Destes 3 mil especialistas, entre 600 e 700 serão convidados, provavelmente até o fim de maio, para coordenar os grupos temáticos e dar início aos exaustivos trabalhos de revisão.

Espera-se que desta vez não aconteçam erros. Por outro lado, é bom não se esquecer de que sempre existirão grupos interessados - de tendências até opostas - em explorar as conclusões do IPCC. [grifo nosso] (...)

Que lições tirar dessa polêmica?

Primeiro, que existem falhas no processo de revisão do IPCC, que podem e devem ser corrigidas. Segundo, que qualquer processo deste porte esta sujeito a erro, mas eles precisam ser rapidamente admitidos e corrigidos, uma vez identificados.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Jogando limpo no Carnaval


É época de Carnaval, e os foliões já estão saindo às ruas para se divertir, mas, infelizmente, muitos acabam sujando as ruas também. Apesar disso, a festa deste ano está sendo bem mais limpa – pelo menos no Rio de Janeiro – graças ao empenho de associações, ONGs e Poder Público.

No último dia 6 (sábado), o Bloco Limpeza na Praia, que é organizado desde 2003 pelo Instituto Ecológico Aqualung com o apoio de diversos parceiros, entrou na festa em Madureira, bairro onde foi fundada a mais tradicional escola de samba carioca, a Portela. O bloco explicou para a população os males causados pela produção de lixo e seu impacto para as praias, devido à contaminação que afeta animais marinhos e o próprio homem. O grupo também coletou guimbas de cigarro, tampinhas de garrafa, cotonetes, canudinhos e outros resíduos.

Já no bairro de Ipanema, os garis da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) limparam e perfumaram (com essência de eucalipto) as ruas após o desfile do bloco “Simpatia É Quase Amor”. Os catadores da Febracom (Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis), por sua vez, recolheram o lixo reciclável. Até a tarde de ontem (7), mais de 3,5 toneladas já haviam sido coletadas. Ao jornal O Globo, o diretor da Febracom, Jorge Neves de Souza, declarou: “Essa iniciativa não é boa só para nós, que vamos lucrar com o lixo, mas para toda a cidade”.

Segundo o G1, a Prefeitura do Rio investe na limpeza para mostrar a capacidade de manter a ordem em eventos grandiosos – provavelmente de olho nas Olimpíadas de 2016. Mas é importante também investir em educação ambiental e ações inovadoras como o Limpeza na Praia, uma vez que mais necessário que controlar o problema da sujeira é incentivar as pessoas a colaborarem com a limpeza, especialmente em momentos como o Carnaval, quando o lixo se acumula em grandes proporções.

Quer entrar na festa de forma consciente? Veja dicas para curtir o Carnaval pensando no bolso e no meio ambiente.

+ sobre Rio de Janeiro: Reciclagem no Rio ainda tem muito que avançar
+ sobre Carnaval: Folia e defesa do meio ambiente no carnaval de Curuçá
+ sobre Olimpíadas: Meio ambiente já foi desafio nas Olimpíadas de 2008; veja cobertura especial

Ilustração: cartaz do Bloco Limpeza na Praia (Divulgação).

(Obrigado Monique Futscher, do Mimirabolantes, por enviar as informações sobre o Limpeza na Praia.)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Uma revolução contra o consumismo


Imagem: Gyre, de Chris Jordan.

Os grandes problemas ambientais de hoje não serão resolvidos sem uma revolução na cultura global. É o que diz o relatório "State of the World 2010 - Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability" ("Estado do Mundo 2010 - Transformando Culturas: Do Consumismo à Sustentabilidade", ainda sem versão em português), lançado no dia 12 pelo Instituto Worldwatch.

Segundo o relatório, na cultura de hoje as pessoas encontram significado e satisfação no que elas consomem, mas essa orientação cultural tem duras implicações para a sociedade e o planeta. Um cidadão dos Estados Unidos, por exemplo, consome em média, todos os dias, mais do que seu próprio peso. Se todo o mundo vivesse assim, a Terra só poderia suportar 1,4 bilhões de pessoas.

Desde 1960, o consumo aumentou seis vezes, diz o relatório, citando estatísticas do Banco Mundial. Mesmo levando em conta o crescimento global da população, isso quer dizer que hoje cada pessoa consome, em média, três vezes mais que há cinquenta anos. Isso levou a aumentos similares na quantidade de recursos explorados -- seis vezes na extração de metais do solo, oito vezes no consumo de petróleo e 14 vezes no consumo de gás natural. No total, são 60 bilhões de toneladas de recursos extraídas anualmente, uma elevação de quase 50% se comparada com trinta anos atrás.


Detalhe ampliado de Gyre.

O consumo é baseado em mais do que escolhas individuais. De acordo com o co-autor Michael Maniates, nós estamos agindo sob a influência de convenções culturais que moldam nosso comportamento fazendo com que coisas como fast food, ar condicionado e vida nos subúrbios pareçam cada vez mais "naturais", como se não pudéssemos imaginar a vida sem elas.

Para evitar danos ambientais no futuro, "a política por si só não será o suficiente. Uma mudança radical no desenho das sociedades humanas será essencial", diz o relatório. Christopher Flavin, presidente do Worldwatch, concorda que a mudança cultural é certamente um dos temas mais difíceis de abordar, mas, como diz Eric Assadourian, diretor do projeto, "esta mudança não só é possível, mas já está começando a acontecer". A maior parte do relatório, inclusive, não discute os estragos que já foram feitos, mas sim as ações que foram e podem ser tomadas para revolucionar a cultura.

O relatório, de 244 páginas, também aponta os papéis que as diversas instituições sociais -- como a religião, o governo, os meios de comunicação, as empresas e a educação -- podem desempenhar para estimular mudanças culturais. Separadamente, seus esforços podem parecer pequenos, admite o diretor, mas juntos podem produzir mudanças reais.

"Repare que o consumismo teve seu início apenas dois séculos atrás e realmente acelerou nos últimos 50 anos... Com esforço, nós podemos substituir o consumismo pela sustentabilidade tão rápido quanto nós trocamos a comida caseira pelo McLanche Feliz e os parques nos bairros pelos shoppings centers", diz Assadourian, referindo-se a fragilidade do que parecem ser raízes culturais profundas e sólidas.

Alguns trechos do "State of the World" podem ser lidos aqui. O relatório na íntegra pode ser comprado aqui.

Com informações de Matthew Berger/IPS

Sobre as imagens: Gyre (revolução) é uma obra feita com lixo pelo artista Chris Jordan, baseada na xilogravura A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai. Uma foto de Gyre foi usada na capa do relatório. Veja outro trabalho de Jordan aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Lixo eletrônico: um desafio de todos


A questão do lixo é uma das mais preocupantes quando se fala em meio ambiente. O ritmo de consumo continua alto e, na mesma medida, a produção de resíduos. Em uma sociedade tão conectada e entusiasta de novas tecnologias, o lixo eletrônico chama a atenção: é altamente poluente, por ser composto de materiais tóxicos, e pode crescer ainda mais, visto que a vida útil dos equipamentos eletro-eletrônicos estão diminuindo:

De acordo com [o deputado estadual de São Paulo, Paulo Alexandre] Barbosa [PSDB], dados apontam que foram comercializados no Brasil cerca de 12 milhões de computadores somente em 2008, contra os 10 milhões no ano anterior. Ainda em 2007, os brasileiros compraram 1.912 milhão de laptops, o que representou um salto de 183% sobre as vendas de 2006. “Calcula-se que o mercado brasileiro possua 140 milhões de aparelhos celulares em operação. Isso sem contar a venda de televisores, que bate recordes sucessivos todos os anos. O problema é que o tempo atual de obsolescência desses equipamentos é de dois a quatro anos”, pondera. [1]

As políticas públicas sobre o assunto ainda não são totalmente eficientes e estão em fase de discussão e amadurecimento. Na Câmara dos Deputados, tramita um projeto de lei que previa o recolhimento e reciclagem do lixo eletrônico. No entanto, o texto original foi modificado, o que levou à criação do "Manifesto Lixo Eletrônico":

Tramita em Brasilia, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL 203/91) que irá definir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sem qualquer consulta ou justificativa plausível, um "grupo de trabalho" alterou a redação do artigo 33, que regulamenta a logística reversa e a reciclagem, e retirou a menção aos produtos eletro-eletrônicos. Com essa alteração, o projeto de lei que deveria criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos passa a ignorar a existência do lixo eletônico, problema crescente e de alto custo sócio-ambiental.

Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa de pressionar os deputados e senadores para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos". [2]

Para saber mais:
[1] O que fazer com milhões de toneladas de lixo tecnológico? - texto de Gabriela Bittencourt no site Nós da Comunicação
[2] Manifesto Lixo Eletrônico - Petição online

Na foto: carregadores de celular, capturados pelo fotógrafo americano Chris Jordan.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Reciclagem no Rio ainda tem muito que avançar


A reciclagem no Rio de Janeiro ainda está muito tímida. A coleta seletiva só alcança 30% dos habitantes e está enfrentando dificuldades por causa da crise econômica, que diminuiu o valor do material reciclável. Para contornar o problema, parcerias com o governo estão sendo feitas para fortalecer o processo e ONGs fazem projetos com condomínios para estimular a separação do lixo entre os moradores. Tudo isso, é claro, sem esquecer do princípio dos três erres: reduzir, reutilizar e reciclar.

Uma reportagem do G1 mostra os desafios e as soluções para a questão da reciclagem na capital fluminense:

A maioria dos cariocas ainda não conjuga o verbo reciclar. Seja por falta de informação ou acesso – hoje a coleta seletiva municipal chega a apenas 1,8 milhão de pessoas, o que corresponde a 30% da população – a realidade é que só 3% de todo o lixo domiciliar, de quase 146 mil toneladas por mês, é encaminhado para reciclagem.

Segundo [o consultor ambiental da ONG Recicloteca Eduardo] Bernhardt, o baixo índice de lixo reciclável no Rio se deve à pequena iniciativa do poder público e à falta de iniciativa da população.

“A gente tem coleta seletiva no Rio, ela atende alguns bairros, mas ela tem pouca estrutura. Então acaba não atendendo tão bem e a população que, quando quer fazer, às vezes não tem tanta informação, não separa direito. A pequena falha de um com a pequena falha de outro prejudica todo o programa”, diz.

Para mudar esse cenário, uma parceria da Secretaria estadual do Meio Ambiente, da Subprefeitura da Zona Sul e da Comlurb levará ao bairro do Leme um projeto-piloto de reciclagem e coleta seletiva. Síndicos, comerciantes e moradores de comunidades carentes da região terão aulas sobre o tema, com apoio da Recicloteca.

Iniciativas desvinculadas do poder público também dão fruto. Na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, o condomínio Alfa Plaza aderiu à onda da coleta seletiva há cerca de um ano.

Com a ajuda da ONG Reviverde, a síndica Bernadette de Lourdes Pereira reformou as lixeiras dos 22 andares, instalando uma cesta exclusiva para a coleta, e agendou palestras e oficinas com moradores e funcionários. Para incentivar ainda mais os condôminos, placas nos corredores indicam os andares que estão misturando ou separando corretamente o lixo.
Leia a matéria completa.

Foto: montagem sobre foto de andybahn/stock.xchng

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem inventou o símbolo da reciclagem?


Foi um sujeito chamado Gary Anderson. Em 1970, a Container Corporation of America (CCA), maior recicladora de papel da época, queria divulgar o seu papelão reciclado aos consumidores. Nessa década, cada vez mais pessoas já estavam se sensibilizando para a conservação dos recursos naturais. Para isso, a CCA organizou um concurso em busca do melhor símbolo para a reciclagem. Anderson, estudante da Universidade da Califórnia do Sul, se inspirou em um trabalho feito no século XIX por um matemático chamado August Ferdinand Mobius. Esse cientista era muito interessado em formas geométricas que lembrassem o infinito. Anderson então criou o símbolo das setas que todos nós conhecemos e amamos hoje. Seu trabalho foi escolhido entre 500 propostas.

Traduzido e adaptado do texto de Tobin Hack, publicado no site Mother Nature Network.

Foto: jaylopez/stock.xchng.

sábado, 14 de março de 2009

Vídeo: Piscina com garrafas PET



Via Banco do Planeta

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sintonia Ecologia: preservação e conscientização no ar


O Projeto Jogo Limpo também está na televisão. O Sintonia Ecologia é um quadro realizado com o apoio do Projeto que exibe algumas dicas sobre a preservação da natureza, explicando em linguagem simples, dinâmica e objetiva as principais questões ambientais que tanto desafiam governos, empresas e sociedade. As matérias também mostram o que cada um de nós pode fazer para ajudar. A cada semana, um tema diferente é abordado.

O Sintonia Ecologia, parceria entre o Projeto Jogo Limpo e a Rosane Viola Comunicação, é exibido durante o programa Sintonia Alternativa, transmitido no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo de Uberlândia) nos seguintes dias e horários:

  • Segunda: 20 horas
  • Quarta: 10 horas
  • Sexta: 22 horas
  • Domingo: 14 horas

Na página de vídeos do Espaço do Educador também é possível acompanhar as reportagens ecológicas. Já estão disponíveis as edições sobre o papel, a água e o lixo. O próximo tema (que será veiculado entre os dias 9 e 14 de março) é a poluição causada pelos carros. Dúvidas, sugestões e comentários podem ser enviados através da página de contato. Em breve, o telespectador também poderá votar on-line no tema de sua preferência.

Assista à última edição, realizada nas instalações da ARCA - Associação dos Recicladores e Catadores Autônomos:



Esta notícia foi publicada no portal do Projeto Jogo Limpo

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Da bicicleta ao celular


Reutilização + imaginação = grandes soluções

Com determinação e ousadia para inovar, é possível criar ideias simples, porém eficientes, para solucionar grandes desafios do dia-a-dia. É o que provou um agricultor mineiro e seu invento, como mostra esta história publicada no G1 (via AmbienteBrasil):

Um agricultor de Limeira do Oeste (MG) usou a criatividade e peças de uma bicicleta para montar uma máquina que funciona como bomba, que puxa água de cisternas. A invenção facilitou a vida da família de Eterno Donizetti de Souza, que vive em um assentamento criado em 2007. As condições de moradia são simples e não há água encanada nem energia elétrica. (...)

Além de melhorar a situação da família de Souza, a bomba despertou a atenção da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A invenção foi selecionada e disputou com mais 115 projetos de todo o estado o título de “Criatividade Rural”. Ele conseguiu o segundo lugar.

Segundo o técnico da Emater, João Paulo Aguiar, que descobriu a invenção ao visitar o assentamento, a bicicleta foi escolhida por reduzir custos e reaproveitar materiais. “Nunca pensei que uma bicicleta ia dar tanto ibope. Todo mundo está feliz”, diz o agricultor. [grifo nosso]
Assista também ao vídeo.

Celular pode ser um perigo

Um colunista da BBC Brasil escreveu no jornal O Globo sobre os males causados pelo celular em excesso, tanto no sentido social quanto no ambiental. Leia um trecho:
Voltemos ao mundo dos fatos científicos e que viva eu eternamente nesta terra descontente: a cada 15 meses os celulares são substituídos. Por modelos mais novos, mais versáteis, com certeza mais safados. Há aí um sério problema, conforme já vi discutido em editorial de jornal sério: isso significa que algumas centenas de milhões de celulares são descartados todos os anos, principalmente nos países em desenvolvimento, onde constituem um boom para a produtividade e um catalisador para novas indústrias que surgem (...)

Acontece que, ao menos aqui no Reino Unido, apenas 20% dos celulares são reciclados. Isso significa perigo para o meio ambiente. Os celulares contêm substâncias como o cádmio em suas baterias. O cádmio é um perigo. Se bobearem jogando fora no mar ou num rio, isso pode vir a matar peixe e banhista. Ambos também armados ou não de celular. É preciso cuidar de não degradar o pouco que resta de vivível em nosso meio ambiente. Dizem lá eles.
Foto: G1

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Muito além da reciclagem


Reduzir, reutilizar, reciclar. Os três erres são pilares fundamentais para uma atitude mais ecológica e nos lembram de que a reciclagem não é o único caminho para lidar com o problema do lixo: é preciso também combater o desperdício. O Jornal Hoje mostrou que os benefícios destas práticas não se limitam à questão ambiental: a reutilização, por exemplo, também faz bem para o bolso e para a sociedade.

A reportagem exibiu o trabalho de uma ONG que recolhe material escolar usado e encaminha para alunos carentes no Nordeste. Também mostrou a promoção que uma papelaria fez, com descontos para quem leva o caderno usado na compra de um novo, e uma biblioteca diferente, onde mães podem trocar os livros que os filhos usaram no ano anterior.

Veja a matéria ou leia a transcrição.

Foto: jaylopez/stock.xchng

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bom, bonito e sustentável


Inovações podem representar significativos avanços na área ambiental, quando revelam novas formas de produção que poluam menos ou não afetem tanto o nosso planeta, e se constituir também em oportunidades de empreendedorismo. Uma inovação sustentável garante economia por causa dos processos menos exploratórios - e menos dispendiosos - e aumenta o valor agregado ao produto final: se o consumidor constatar que ele é realmente mais verde, e nem por isso menos eficiente ou duradouro, estará inclinado a comprá-lo.

Um bom exemplo dessa lógica é o caso do empresário Thái Quang Nghiã, vietnamita que vive no Brasil desde os anos 70, mostrado na reportagem da revista "Pequenas Empresas Grandes Negócios". Ele é proprietário de uma fábrica que produz calçados ecológicos, feitos a partir de pneu reciclado. No início das vendas, em 2004, essa característica do produto não era promovida como seu ponto forte. Hoje, o chinelo já é o carro-chefe da empresa, que não vende mais produtos feitos de material não-reciclável. Leia alguns trechos da matéria:

(...) [Thái Quang Nghiã] é dono do grupo Domini, que detém a marca Goóc, de sandálias de pneu reciclado, o carro-chefe da empresa, e de bolsas de lona de caminhão usada. Com faturamento de R$ 50 milhões no ano passado, a empresa tem 280 funcionários, duas fábricas em São Paulo e outra em Feira de Santana, na Bahia. Na carteira de clientes, gigantes do porte da C&A, Avon e Galeries Lafayette, a maior loja de departamentos da França. (...)

A maior das guinadas do Grupo Domini veio em 2004. Durante uma temporada de férias para visitar os irmãos que moram na França e nos Estados Unidos, o empresário teve a idéia de fabricar chinelos de pneu reciclado inspirados em um modelo popular no Vietnã dos tempos da guerra. Nasciam assim as sandálias Yepp (chinelo, em vietnamita). Um ano depois, rebatizou a grife de Goóc (raiz, em seu idioma). (...)

Na ocasião, não era tanto no apelo ecológico que ele apostava para vender o produto. “Eu pensava muito mais na resistência e na durabilidade da borracha do pneu.” O ponto de vista dos consumidores era parecido. Numa pesquisa de opinião, apenas 7% da clientela citou os benefícios ao meio ambiente como principal motivador de compra. Dois anos depois, em 2006, a parcela já havia saltado para 24%. Antenado à mudança, o empresário afinou o marketing com a veia verde do produto. Hoje, por exemplo, as sandálias vêm com um panfleto dizendo que cada pneu demora mais de 700 anos para se decompor. (...)

Embalado pela onda ecológica, o Grupo Domini traçou como meta para 2014 atingir a marca de 210 milhões de pares de chinelos vendidos — o suficiente para reciclar mais de 40 milhões de pneus. É um objetivo um tanto ambicioso. (...)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Nas academias, reciclagem é a nova moda


Reportagem do G1 mostra que confecções estão investindo em produtos mais sustentáveis para a prática de exercícios, mas que os consumidores não abrem mão da beleza, do conforto e do preço. Leia alguns trechos:

Uma nova tecnologia começa aos poucos a atrair a atenção dos freqüentadores de academias em São Paulo: as roupas de ginástica feitas com materiais ecológicos e recicláveis, como garrafas pet. A inovação chegou ao mercado brasileiro no segundo semestre.

A camiseta feita de garrafa pet ainda não é 100% de material reciclável, mas já antecipa a tendência. A peça é feita com 70% de poliamida, tecido utilizado para a prática de atividades esportivas, e 30% de poliéster produzido com o plástico das garrafas – que é derretido e misturado a resíduos de poliéster que seriam descartados.

Outra matéria prima ecológica utilizada nas peças é o bambu. O tecido, além de colaborar para a manutenção do meio ambiente – o bambu tem plantio mais fácil que o algodão, e não necessita de agrotóxicos – mantém um agente natural que evita a propagação do odor de suor.

Por enquanto, as peças ainda são mais caras, o que pode afastar um pouco os consumidores. Por isso, os fabricantes investem em peças mais básicas, como as camisetas.

“Já ouvi falar sobre essas peças com material reciclado. Fiquei surpresa, mas ainda não toquei para saber como é. É importante ser confortável, bonito e de qualidade", opina a dona-de-casa Edna Rodrigues, de 45 anos, aluna da Bio Ritmo.
Foto: G1/Divulgação

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Latas de aço para óleos de cozinha protegem o meio ambiente, diz a indústria

Desde o final da década de 80 que, no bojo de um movimento de resgate aos alimentos naturais, não industrializados, os enlatados passaram à berlinda. Embalagens de vidro e plástico ganhavam progressivamente a imagem de mais saudáveis.

Até o ano 2000, a maioria dos óleos comestíveis utilizava latas de aço. Com o apelo da transparência, a garrafa plástica PET inicialmente ganhou o mercado de óleos especiais e, sobretudo a partir de 2004, com o aumento do preço do aço em âmbito mundial, chegou ao produto mais popular – o óleo de soja.

Toda essa história teria um viés puramente mercadológico, não fosse o fato de, agora, a lata de aço surgir como muito mais benéfica não só à saúde humana, mas também ao meio ambiente.

O setor [dos fabricantes] vem divulgando que a lata de aço apresenta vários benefícios que merecem ser ressaltados. Seu recolhimento seria o mais fácil dentre todos os materiais de embalagem, pois requer apenas o uso de eletroímãs, ao passo que outros tipos de embalagem demandam separação manual.

Segundo o estudo “Os Bilhões Perdidos no Lixo”, de autoria do consultor da ONU e pesquisador na área de resíduos sólidos Sabetai Calderoni, a lata de aço leva em média cinco anos para se decompor totalmente (de 3 a 6 anos). Já, segundo o mesmo estudo, o tempo de degradação do plástico é superior a 100 anos.

Ainda conforme a divulgação do setor, estudo conduzido pelo CETEA / Ital (Centro de Tecnologia de Embalagem), de Campinas (SP), apresenta a condição dos dois materiais – lata de aço e PET – decorridos quatro anos de seu descarte na natureza. Enquanto a lata de aço está praticamente decomposta, a garrafa PET permanece intacta.

Veja a reportagem completa (Fonte: Mônica Pinto / AmbienteBrasil)

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Vídeo: Plástico reciclado ganha mercado internacional

A imagem de garrafas plásticas boiando em rios ainda é comum, no Brasil. Um problema ambiental que nós ainda não vencemos. Mas, em uma década, a reciclagem de garrafas pet no Brasil triplicou. E, além de abastecer o mercado interno, o plástico reaproveitado está ganhando espaço lá fora.



A capivara é testemunha. Sem o refrigerante e a água mineral que embalavam, elas bóiam depois da enxurrada e levam mais de cem anos para se decompor. As garrafas pet que saem caro à paisagem das grandes cidades são as mesmas que viram dinheiro em fábricas de reciclagem.

As máquinas trituram o desperdício. Removem a sujeira e devolvem à sociedade mais do que minúsculos pedaços de plástico: alívio para o meio ambiente e lucro para a empresa. Ao todo, 10% da produção são exportados.

“A China importa pet reciclado do mundo inteiro, entre outros materiais, para principalmente aplicação têxtil. A aplicação têxtil é hoje, no mundo inteiro, o maior destino do material reciclado”, explicou Auri Marçon, diretor da empresa de reciclagem Recipet.

As vendas de pet reciclado para o exterior já são metade das de resina virgem. Em outra fábrica, as garrafas pet viram fibra para a indústria têxtil da Europa e da América do Sul.

Leia a matéria completa (Fonte: Jornal Nacional)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Duas notícias: a sujeira do Carnaval e o encontro na Índia

Carnaval gera toneladas de lixo em São Paulo e Salvador

Vinte e quatro toneladas de lixo foram recolhidas do Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte, até esta quarta-feira (6). Segundo a SPTuris, que administra o Anhembi, do total recolhido, 13 toneladas são de lixo orgânico e 11 toneladas de material reciclável. Duas cooperativas de catadores de material reciclável esperam reaproveitar o lixo.

Já em Salvador foram coletadas mais de 836 toneladas de lixo, produzidas nos quatro primeiros dias de Carnaval na cidade baiana. De acordo com a Jovem Pan, no mesmo período em 2005 foram retiradas das vias dos circuitos mais de 1,5 mil tonelada de lixo. Os dados parciais fornecidos pela Limpurb revelam também um aumento significativo no número de catadores de latinhas na região.

As informações são da Globo.com, Agência Brasil e Terra.

Índia dá início a cúpula sobre desenvolvimento sustentável

O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, inaugurou nesta quinta-feira (7) a Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável de Nova Délhi. Trata-se do primeiro grande encontro internacional sobre o assunto desde a Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Mudança Climática, realizada em Bali, na Indonésia, em dezembro.

O encontro, realizado anualmente, servirá para que os representantes políticos discutam os riscos das emissões de poluentes, o aumento do nível do mar e os efeitos da mudança climática.

Durante a Conferência de Bali, os países chegaram a um consenso que abre caminho para negociar um novo acordo sobre mudança climática, mais ambicioso, para o período pós-Kyoto.

Com uma duração de três dias, a conferência é organizada pelo Instituto de Energia e Recursos, dirigido por Rajendra Pachauri, que também lidera o IPCC (Painel Intergovernamental para a Mudança Climática).

"A mudança climática ocorre porque o mundo não segue um desenvolvimento sustentável. Necessitamos de uma política mundial", disse Pachauri, na inauguração do evento.

Fonte: Folha Online / AmbienteBrasil

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Catadores recolhem óleo usado e ajudam a despoluir meio ambiente

Rio de Janeiro - Uma iniciativa simples pode se mostrar ecologicamente correta e, ao mesmo tempo, gerar renda para quem a executa. Foi com esse pensamento que um grupo de catadores do Rio de Janeiro resolveu criar em 2005 a cooperativa Disque Óleo Vegetal.

Eles começaram recolhendo óleo e gordura de todo tipo, utilizado em frituras por bares, restaurantes e residências e agora já expandiram a coleta para igrejas, colégios e redes de supermercado, como a Rede Economia.

O produto coletado é vendido para empresas de reciclagem de materiais, para fabricação de sabão e biodiesel. Entre essas empresas estão a Fábrica de Sabão Neutral e a empresa Comanche, que atuam em São Paulo e na Bahia, respectivamente.

O serviço de coleta é 100% gratuito e, em alguns casos, quando a quantidade de óleo supera 300 litros - que é o caso do recolhimento em bares e restaurantes - o doador pode receber R$ 0,30 por litro de óleo recolhido ou trocar por produtos de limpeza. “Quem doa o óleo também é beneficiado”, disse o criador da cooperativa.

O gerente do Disque Óleo Vegetal revelou que o projeto nasceu "pensando" na melhoria do planeta. "É uma pequena contribuição que a gente está dando, mas que não deixa de ser importante". Outra forma de contribuição, segundo Caio, é promover a geração de renda. "Já que os catadores que trabalham dentro do galpão, fazendo a reciclagem do óleo, estão obtendo renda através dessa coleta”.

Visite o site da empresa: http://www.disqueoleo.com.br/

Leia a matéria completa: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/01/28/materia.2008-01-28.6430310190/view
Fonte: Agência Brasil