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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um passarinho me contou... #2


Confira os principais links que passaram pelo @JogoLimpo na última semana.

...que a água doce está se esgotando.

Um artigo da Prensa Latina/Ecodebate divulgado no Carbono Brasil revela que o aquecimento global está derretendo as geleiras, que contêm 74% da água doce da Terra, em ritmo acelerado. O glaciar Chacaltaya, por exemplo, localizado na cordilheira andina, na Bolívia, com 18 mil anos de existência – era a pista de esqui mais alta do mundo – desapareceu antes de 2015, data prevista pelos cientistas. Outras ameaças à água doce apontadas no texto são a contaminação e seu mau manejo. Link

...que a poluição está deixando os jovens paulistanos doentes.

Reportagem da Agência USP (via Estadão) mostra que os poluentes emitidos por automóveis na cidade de São Paulo aumentam as chances de crianças e adolescentes serem internados por doenças respiratórias. Este foi o resultado de um estudo da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo, que também demonstra que as chances de internação são maiores nas áreas mais poluídas, no inverno (por causa da temperatura e do regime de chuvas, que dificultam a dispersão dos poluentes) e entre os jovens com piores condições socioeconômicas. Link

...que a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi sancionada.

A lei que define regras para a reciclagem e responsabiliza empresas e população sobre a produção de lixo foi sancionada pelo presidente Lula no dia 2 de agosto, mas ainda precisa ser regulamentada. A Política também proíbe lixões e obriga as prefeituras a criarem aterros sanitários seguros. O tema já estava em discussão no Congresso há quase 20 anos. Segundo Lula, o maior mérito da lei “é a inclusão social de trabalhadores que durante muitos anos foram maltratados pelo poder público”. As informações são do site da Revista Veja. Link

...que Hollywood não gosta de quem não gosta da carros.

O site Ciclo Vivo, citando um artigo da revista Slate, apontou que os filmes de Hollywood mostram alguns reflexos da cultura norte-americana. Entre eles, o fato de que carros são “um pilar da sociedade”. Isso, ao menos, é o que os autores do artigo concluem, já que, na maioria das produções, os personagens que não usam automóveis são vistos como fracassados. Ciclistas, por exemplo, são frequentemente representados como adolescentes desajustados, tipos contraculturais ou pessoas que se recusam a crescer. Por outro lado, existem algumas exceções, o que indica que talvez Hollywood esteja lentamente se adaptando aos novos tempos. Link

...que a BP conseguiu finalmente fechar o poço no Golfo do México.

Os engenheiros da BP injetaram lodo pesado durante dois dias para empurrar o petróleo rumo ao fundo do depósito e selaram o local com cimento na última quinta-feira (05 de agosto). Um poço auxiliar ainda está sendo escavado ao lado, para que seja injetado lodo e cimento diretamente no fundo do depósito, na chamada operação “bottom kill”. Cerca de 74% do óleo liberado no oceano já foi recolhido, queimado, evaporado ou decomposto por processos naturais, segundo um relatório científico apresentado ao governo na quarta-feira. As informações são da EFE via Último Segundo. Link

Foto: O quero-quero (Vanellus chilensis) é encontrado em várias regiões da América do Sul, inclusive no Cerrado brasileiro. Esta ave se alimenta de invertebrados aquáticos, peixinhos, artrópodes e moluscos terrestres. É considerado briguento e grita quando algum intruso invade seus domínios. E também não é um passarinho. :) (Créditos: Mdf/Wikimedia Commons. Informações retiradas da Wikipédia.)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Festival premia obras sobre meio ambiente no cinema e na internet



A ONG carioca CIMA - Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente organiza neste ano o Green Nation Fest - Festival Ambiental de Cinema e Novas Mídias. O evento é aberto tanto para pessoas quanto para ntidades. O objetivo, segundo os organizadores, é “incentivar a produção de obras audiovisuais, criar ambientes de difusão e contribuir para o engajamento da sociedade em questões fundamentais para a manutenção e melhoria das condições de vida na terra”.

O Green Nation Fest selecionará obras que tenham como tema sustentabilidade ambiental e qualidade de vida, nas seguintes categorias: filmes, roteiros de ficção, microrreportagens, projetos arquitetônicos (já selecionados pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro), blogs, microblogs (Twitter), fotos e álbuns de fotos.

As inscrições podem ser enviadas no site do festival até o dia 30 de outubro. A seleção será feita por júri popular – os visitantes do site poderão escolher suas obras favoritas – e oficial – composto por personalidades e profissionais das áreas de meio ambiente e do audiovisual.

Os vencedores serão apresentados em uma feira interativa e sensorial sobre meio ambiente, que acontecerá na zona portuária do Rio de Janeiro (RJ) em novembro de 2010. No evento, o público terá a oportunidade de sentir diferentes sensações climáticas – desertificação, terremoto, degelo, queimada –, conhecer uma casa sustentável e assistir a filmes, aulas e um seminário sobre meio ambiente.

Acesse o site do Green Nation Fest.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vídeo: Matrix e meio ambiente

No filme Matrix (1999), uma das cenas mais marcantes acontece quando o Agente Smith (Hugo Weaving) prende Morpheus (Laurence Fishburne) e compartilha algumas reflexões sobre os seres humanos. Será que ele estava certo? E se nós tivéssemos o "direito de resposta"? Qual seria a nossa defesa?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Avatar e as fábulas do século XXI


Os alienígenas azuis são um exemplo de protagonistas das lendas modernas.

Quem não assistiu a Avatar, nem precisa ler uma introdução explicando do que se trata: o filme dispensa apresentações. Quem já assistiu, sabe que a produção de James Cameron é de encher os olhos graças às imagens coloridas e produzidas com moderna tecnologia cinematográfica. Mas não é por causa da qualidade técnica que estamos falando de Avatar, e sim devido à maneira original como esta produção transmite uma mensagem de fundo ambiental.

(Não vou contar o final, mas tome cuidado se você ainda não assistiu ao filme: este texto contém alguns spoilers – revelações sobre o roteiro.)

No enredo, Jake Sully (interpretado por Sam Worthington) é um soldado paralítico que viaja para o planeta Pandora, onde recebe a missão de se infiltrar entre os nativos, chamados de Na’vi, e convencê-los a permitir que os terráqueos explorem suas reservas naturais. Na equipe de humanos, estão a Dra. Grace Augustine (Sigourney Weaver) e o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), responsável pela missão, que não hesitará em utilizar força militar, se necessário, para alcançar seu objetivo. Ao se misturar com os Na’vi, Jake conhece Neytiri (Joe Saldana), que vai ajudá-lo a compreender um dos princípios mais fundamentais para seu povo: o de que tudo na natureza está interligado. Sua divindade – chamada Eywa – pode ser considerada a própria natureza.

O povo Na’vi lembra um pouco os povos indígenas do Brasil, não por viver sem roupas, mas por desenvolver sua sociedade de forma a obter da natureza o necessário para manter suas vidas, sem esgotá-la. Em outras palavras, a grande lição de Avatar não é simplesmente “vamos viver pelados no meio da selva”. O filme nos avisa que estamos tirando da natureza mais do que ela pode suportar, e o que é pior: para fins que talvez não sejam tão necessários. (Na trama, Neytiri diz a Jake que os Na’vi não precisam de certas coisas às quais dão os humanos tanto valor.)

Pode haver críticas à postura defendida pelo filme de dar mais valor ao espiritual/ambiental do que ao econômico, mas, na verdade, Avatar mostra que a economia pode ser equilibrada com a ecologia (saiba mais), e que uma pode até ajudar a outra. Sem entrar no mérito dos aspectos éticos e científicos que justificam a preservação da natureza, eis um exemplo que podemos tirar do próprio filme.


A árvore versus os seres humanos: quem vai levar a melhor?

O principal objetivo dos humanos em Pandora é explorar um reservatório de unobtanium, um precioso minério. Para isso, seria necessário derrubar uma árvore gigante (sagrada para os Na’vi) localizada bem acima do reservatório. Entretanto, a Dra. Grace alerta o Coronel Quaritch para o fato de que a árvore era uma maravilha da biologia, por possuir terminações nervosas parecidas com neurônios, que poderiam armazenar mais informações que o próprio cérebro humano.

Ora, armazenamento de informações é justamente um ponto crucial para o desenvolvimento da informática. Quantos investimentos não são feitos todos os anos em pesquisas para desenvolver chips cada vez menores e mais poderosos? Portanto, será que tomar a decisão de manter a árvore em pé, investigar suas capacidades especiais e assim aprimorar a tecnologia humana não seria mais inteligente, tanto do ponto vista ambiental quanto do econômico?

Outro aspecto ambiental é abordado no momento em que Jake pede para Eywa proteger os Na’vi dos humanos, ao que Neytiri o adverte: “A natureza não toma partido. Ela só garante o equilíbrio da vida”. Com esta frase, percebemos que os habitantes de um planeta não são mais poderosos do que o próprio planeta, e que as espécies que contribuem para a manutenção da vida, e não para sua destruição, serão preservadas, pela lógica da natureza. Esse tema já foi discutido aqui no Blog há algum tempo:
Na verdade, mesmo que o homem destruísse a superfície terrestre, a evolução faria com que novas espécies surgissem e novos ecossistemas se desenvolvessem. Não voltaríamos ao estado inicial, mas a natureza continuaria seu caminho. Sem a humanidade. (...) Portanto, “salvar o planeta” não é uma expressão muito adequada, pois implica uma relação inexistente de dominação do homem sobre a Terra. (...) Por isso, até certo ponto, a luta pela preservação da natureza é uma luta pela preservação da humanidade. Somos apenas inquilinos do mundo!


Máquinas militares cortando os ares de Pandora: uma luta perdida?

Voltemos agora ao título deste post. O que são, afinal, as “fábulas do século XXI”?

O fato é que Avatar não é a primeira história a utilizar a fantasia embutida com lições de moral para transmitir uma mensagem ecológica (ingredientes perfeitos para os sucessores modernos dos contos de fadas). Outro filme já fizera isso em 2009 e, como Avatar, lançou mão de computação gráfica, criatividade e uma qualidade cinematográfica que lhe rendeu o Oscar de Melhor Filme de Animação: Wall-E, da Disney/Pixar. Neste filme, a Terra é abandonada pelos humanos, depois de tornar-se inabitável por causa da poluição. Mas a esperança pôde ser renovada quando, séculos depois, a vida ressurge com o nascimento de uma pequena plantinha.

O que torna o filme da Disney diferente de Avatar é que, neste último, o público é estimulado a mudar de atitude não só pela dor que sente ao testemunhar a destruição de um habitat preservado, como também pelo prazer proporcionado ao Ver belas cenas que ilustram o ambiente natural preservado. E o verbo “Ver” aqui tem duas conotações: pode ter o significado tanto de enxergar, no aspecto meramente visual, quanto de sentir a profunda conexão na qual todos os seres vivos – inclusive nós – estão mergulhados. Não é à toa que os Na’vi não se cumprimentam com “oi” ou “tudo bem?”, mas sim dizendo: “Eu Vejo você”.

Que Avatar divirta e entretenha seus espectadores, mas que ajude-os também a refletir um pouco sobre seu próprio comportamento. Tomara que a seguinte fala de Jake seja um alerta, e não uma profecia:

“Lá de onde eu venho, mataram a nossa mãe. E agora, querem matar Eywa”.

Fotos: IMDb

terça-feira, 28 de abril de 2009

Filmes e cordas de guitarra pelo meio ambiente


Disney lança iniciativa por preservação da Mata Atlântica

Do Estadão Online via AmbienteBrasil:

A Disney lançou nesta quarta-feira (22) o documentário Earth, que tem como tema o meio ambiente e faz parte de um projeto de ajuda à Mata Atlântica brasileira.

A empresa se comprometeu a plantar uma árvore na Mata Atlântica para cada ingresso vendido durante a semana de lançamento.

A produção é a primeira do selo Disneynature e mostra a vida de três famílias de animais. A Disney informou que pretende lançar um projeto semelhante a cada ano.

"Acho que Earth é o filme perfeito para começar a série Disneynature nos Estados Unidos porque é um retrato do planeta em seu conjunto", disse Alastair Fothergill, que dirigiu o documentário ao lado de Mark Linfield.

A dupla de diretores já tem intimidade com o assunto. Os dois trabalharam no documentário Planet Earth, do Discovery Channel e vencedor de um prêmio Emmy.

Artistas doam cordas de guitarra em causa ecológica

Do blog AmbienteBrasil:

Por meio da doação de suas cordas de guitarra, que são destinadas à produção de pulseiras personalizadas, artistas famosos estão contribuindo com causas ecológicas e sociais.

100% do lucro de cada pulseira é destinado à instituições de caridade e ONGs escolhidas pelos próprios artistas.

Entre os artistas, podem ser encontrados grandes nomes como: Avril Lavigne, John Mayer, Eric Clapton, Keith Richards, Roger Waters, Elvis Cotello, James Hetfield, Robert Trujillo, Jack Johnson, Slash, Jack Black, Steve Vai, Ziggy Marley, etc.

Mesmo com o custo elevado, as pulseiras estão tendo grande procura, gerando fundos para várias instituições beneficiadas.

A iniciativa é um bom começo, mas você não acha que esses artistas poderiam contribuir um pouco mais com o planeta?

Foto: Twilight Earth

sábado, 26 de abril de 2008

Disney decide entrar na luta pelo Meio Ambiente

Um dos maiores estúdios da indústria cinematográfica do mundo, a Walt Disney, decidiu fazer a sua parte para ajudar o planeta. Explica-se: foi anunciado que, em breve, serão produzidos pelo estúdio uma série de documentários sobre o Meio Ambiente, sob o selo de produção Disneynature, com o intuito básico de alertar os habitantes do planeta sobre as riquezas do mundo e conscientizá-los para sua preservação.

O primeiro título do projeto já está a todo vapor e foi intitulado "The Crimson Wing: Mystery of the Flamingos". Com direção de Matthew Aeberhard e Leander Ward, a produção deverá ser distribuída mundialmente em dezembro. Em seguida, já estará a caminho "Earth", do diretor e produtor britânico Alastair Fothergill (responsável pela série "Planeta Terra", exibida nos canais pagos BBC e Discovery Channel), com distribuição para abril de 2009.

Sobre a iniciativa, Jean-François Camilleri, presidente da Disneynature, produtora da família Disney que será responsável pelos trabalhos ligados ao meio ambiente, falou à Variety: "A Disneynature é um conceito que pretendemos desenvolver no mundo todo ao longo dos anos e esperamos que estes filmes contribuam para uma melhor compreensão da beleza e da fragilidade de nosso mundo natural".

Os outros longas da série serão: "Oceans", de Jacques Perrin e Jacques Cluzaud; "Orangutans", de Charlie Hamilton James; "Big Cats", de Keith Scholey e Fothergill; "Naked Beauty: A Love Story that Feeds the Earth", de Louie Schwartzberg; e "Chimpanzee", de Mark Linfield e Fothergill.

Saiba mais:
Sinopse dos lançamentos previstos (Blog Adoro Cinema)
Site oficial da Disney Nature (em inglês)

Fonte: Cinema com Rapadura

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

“A Terra tem todo o tempo do mundo. Nós, não.”

Começou a ser veiculado nos cinemas brasileiros, recentemente, o documentário "A Última Hora", produzido e dirigido por Leonardo DiCaprio e que tem como ponto central a questão do aquecimento global. Infelizmente, segundo o site do Cinemais, não há previsão para estréia do filme em Uberlândia. Confira a sinopse:


“A Terra tem todo o tempo do mundo. Nós, não”. É com esta frase que se encerra o documentário “A Última Hora” (The 11th hour, no original), que entra em cartaz nos principais cinemas brasileiros no dia 30 de novembro e tem as mudanças climáticas como principal foco. Produzido e narrado pelo astro norte-americano Leonardo DiCaprio, o longa-metragem transmite, em seu último suspiro narrativo, a seguinte mensagem para o espectador: independente do tamanho que a crise ambiental venha a atingir, o planeta continuará girando em volta do sol, novas espécies de animais e plantas vão surgir e, passados os anos, a natureza vai se regenerar. Mas os seres humanos, estes sim, podem desaparecer.

A culpa dessa possível extinção, afirma em coro a maioria dos cerca de 60 cientistas, políticos e pensadores que emprestam suas vozes e imagens ao documentário, é exclusivamente fruto das atitudes antrópicas insustentáveis. Chega a ser curiosa a lembrança, em determinado trecho do filme, de que 99,9999% das espécies que habitaram o globo terrestre em algum momento de sua história já sumiram. Nada mais natural que o mesmo também possa ocorrer com a raça humana, diz um dos entrevistados.

Dirigido pelas irmãs Leila Conners Petersen e Nadia Conners, parceiras de DiCaprio em três outros filmes com temática ecológica, o longa-metragem tem sua espinha dorsal nos pensamentos dos ambientalistas canadense David Suzuki e norte-americano Lester Brown. Do primeiro, os realizadores exploram a relação entre o Homem e a natureza e a necessidade da percepção de que ela é muito mais forte e capaz de reerguer-se do que nós. Já de Brown, a escolha é debater a eficiência de uma economia voltada para fontes limpas de energia, e não mais calcada em combustíveis fósseis.

Pelos 90 minutos de projeção, passeiam pela tela nomes como o do ex-presidente da União Soviética e atual presidente da Cruz Verde Internacional, Mikhail Gorbachev, e o ex-diretor da CIA, James Woolsey, responsável por um dos momentos mais divertidos do documentário. Woolsey cita Winston Churchill, ex-primeiro ministro Britânico, ao contar que os americanos “sempre tomam a atitude correta; depois de esgotarem todas as erradas”. Talvez, afirma, estejam perto de acertarem com as políticas públicas para combater o aquecimento.