quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Taxa mensal de desmatamento na Amazônia disparou em 2007

Foram derrubados 3.233 km² de mata em 5 meses; neste ritmo, área pode chegar a 15 mil e superar 2005 e 2006

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião de emergência para quinta-feira, 24, para tratar do aumento da área desmatada na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Pelos cálculos da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), o desmatamento pode ter atingido cerca de 7 mil quilômetros quadrados no período.

Um levantamento do Inpe mostrou que, de agosto a dezembro, foram derrubados 3.233 quilômetros quadrados de floresta, dos quais 1.922 quilômetros quadrados em novembro e dezembro, quando normalmente não há desmate por causa das chuvas. É o governo que afirma que pode ser, no entanto, muito maior.

O Estado campeão de desmatamento no período analisado é Mato Grosso, com 1.786 quilômetros derrubados. O governador Blairo Maggi (PR) não quis se pronunciar sobre os números. O secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Luiz Henrique Daldegan, disse que os dados preliminares,que apontam o Estado como um dos vilões do desmatamento na região amazônica, refletem a realidade. "Estamos trabalhando em parceria com o Ibama e identificando e punido os responsáveis pelos desmatamentos", afirmou.

Soja, gado e ferro-gusa - Marina afirmou que já é possível dizer que o aumento do preço da soja, o avanço do gado na Amazônia e a derrubada de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa são as causas principais do desmatamento. Seus assessores lembraram que a derrubada da floresta aconteceu principalmente em Mato Grosso, Rondônia e no Pará, Estados onde esses setores da economia têm avançado muito nos últimos anos. "Os que trabalham com o ferro-gusa ficam mais no Pará", disse Gilberto Câmara.

Leia a notícia completa: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid114113,0.htm
Fonte: O Estado de S. Paulo

1 comentário(s):

v.carlos disse...

gostei do espaço do leitor